O que Sergio Moro alegou ao pedir exoneração antecipada do cargo de juiz

Futuro ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL), Sergio Moro antecipou sua exoneração do cargo de juiz federal em Curitiba.

Nesta sexta-feira, Moro fez um pedido de exoneração ao desembargador Thompson Flores, presidente do Tribunal Reginal Federal da 4ª Região (TRF-4). Flores assinou o pedido e, a partir de segunda-feira, Moro deixará o cargo que o deixou famoso.

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Após anunciar que será ministro de Bolsonaro, no início do mês, o magistrado foi substituído na Operação Lava Jato pela juíza Gabriela Hardt, da 13ª vara de Curitiba.

A substituição, no entanto, é provisória até a nomeação de outro juiz para assumir os processos da força-tarefa.

No documento, Moro afirma que gostaria de ter pedido exoneração apenas em janeiro, quando assumirá o cargo no governo. “Para tanto, ingressei em férias para afastar-me da jurisdição. Concomitantemente, passei a participar do planejamento das futuras ações do governo a partir de janeiro de 2019”.

No entanto, o juiz afirmou que “houve quem reclamasse” que, na condição de juiz mesmo afastado, não poderia participar da equipe de transição do futuro governo. Em seguida, o ex-magistrado diz que as críticas são “artificiais”.

Sem detalhar, Moro cita ter sofrido “ameaças” para justificar seu desejo anterior de permanecer no cargo de juiz até janeiro.

“Embora a permanência na magistratura fosse relevante ao ora subscritor por permitir que seus dependentes continuassem a usufruir de cobertura previdenciária integral no caso de algum infortúnio, especialmente no contexto no qual há ameaças, não pretendo dar azo a controvérsias artificiais, já que o foco é organizar a transição e as futuras ações do Ministério da Justiça”.

Ao final do pedido, Moro diz ter “orgulho pessoal” de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e “de ter integrado os quadros da Justiça Federal, verdadeira instituição republicana”.

Fonte: msn

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