O discreto despertar do Grêmio. Acabou a letargia

São Paulo, Brasil

Renato Gaúcho é um dos treinadores deste país que mais gosta de vaias e comportamento agressivo dos torcedores rivais.

Ele foi dos melhores atacantes do futebol brasileiro nos últimos 50 anos. Foi espetacular nos seus primeiros anos de Grêmio.

E era perseguido pelas torcidas rivais.

Adorava.

Vândalos infiltrados nas organizadas do Bahia tomaram a covarde atitude de soltar fogos na madrugada de ontem, para não deixar os jogadores e o técnico dormirem.

Não representam a apaixonada verdadeira torcida do Bahia, que quebrou recorde ontem.

Desde que foi reconstruída, a Fonte Nova nunca tinha tido um público de 46.341 pessoas, em jogos entre clubes.

Tudo que os vândalos e seus foguetes conseguiram foi despertar a ira dos gremistas.

Entraram na Fonte Nova ainda mais dispostos a sair de lá com a classificação para a semifinal da Copa do Brasil.

Renato conseguiu travar o Bahia, sem grandes problemas. Conseguiu fazer seu time jogar muito melhor do que na partida de ida, na arena gremista, quando empatou em 0 a 0.

Com marcação compacta, vibrantes contragolpes, os gaúchos se impuseram.

1 a 0, gol que nasceu no individualismo de Alisson, foi até pouco.

Roger novamente falha nos jogos decisivos, como no próprio Grêmio, Atlético Mineiro, Palmeiras. Suas equipes carecem de personalidade nos grandes enfrentamentos,

Mas aos poucos, o Grêmio está renascendo.

Nos últimos oito jogos, só uma derrota.

Renato percebe que seu elenco tem limitação.

A equipe de 2019 carecia de competitividade.

Estava lenta, sem imaginação, fraca fisicamente.

É o time que melhor aproveitou a parada da Copa América.

Precisa de maneira madura enfrentar a situação de Diego Tardelli.

Ou ele serve ou não.

Não há cabimento ter um jogador com tanto talento na reserva.

Gastar grande salário com o atacante é desperdício.

Chegou a hora de Renato Gaúcho dar sua palavra, decidir.

Também analisar se vale a teimosia com André, que segue sem responder a tanta confiança do treinador.

Tardelli: descontente na reserva e quando joga, não rende. É preciso decidir

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Grêmio

E Éverton Cebolinha também precisa saber do seu rumo.

Se irá para a Europa ou não.

Não pode virar outro Luan, que perdeu seu melhor momento para sair.

Perdeu o foco.

E se tornou um jogador comum.

Esses casos são importantes.

Mas fundamental é que o Grêmio está saindo de sua letargia.

Com o vigor, a vibração de novas propostas com Jean Pyerre, Alisson, Matheus Henrique.

O despertar chega na hora certa.

Daqui uma semana começa o duelo com o Libertad, pela Libertadores.

Tudo o que os rivais não podem fazer é o que o Bahia fez.

Provocar a santa ira de Renato Gaúcho…

Fonte: R7

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