Pistoleiro condenado a 144 anos de prisão por chacina no Ceará vai a novo julgamento pela morte de vigilante

Homem recebeu sentença por sete homicídios ocorridos em 2003, em Limoeiro do Norte. Morte de vigilante foi motivada por divergências políticas.

Um detento já condenado a 144 anos de prisão pelo assassinato de sete pessoas no Ceará vai a novo julgamento sob acusação de matar um vigilante no município de Tabuleiro do Norte, no interior do estado, em 2003. Segundo as investigações, o crime foi motivado por desavenças políticas. Cássio Santana de Sousa é considerado pela polícia um dos ‘pistoleiros’ mais perigosos da região do Vale do Jaguaribe cearense.

Ele será julgado em Fortaleza, no próximo dia 25 de setembro, pelo assassinato do vigilante Ozias dos Reis Marinho, no dia 8 de abril de 2003. O Ministério Público do Ceará (MPCE) chegou a acusar cinco pessoas pelo homicídio, entre eles um ex-prefeito de Tabuleiro do Norte. A defesa do réu no processo não foi localizada.

O detento cumpre pena de 144 anos de prisão por uma chacina também ocorrida em 2003, na cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará. Sete pessoas foram brutalmente assassinadas no crime. Cássio ainda foi condenado a mais 23 anos de prisão pela execução do radialista Nicanor Linhares, no dia 30 de junho de 2003, em Limoeiro do Norte. Ele ainda responde, na Justiça Estadual, por três processos por homicídios, um por roubo e outro por extorsão mediante sequestro.

No dia do assassinato do vigilante, de acordo com o MPCE, Cássio e outro suposto pistoleiro, José Roberto dos Santos Nogueira, chegaram a uma churrascaria e anunciaram um assalto na mesa em que Ozias Marinho estava com a esposa. Eles ordenaram que a vítima deitasse no chão, efetuaram vários disparos na cabeça do homem e fugiram sem roubar nenhum pertence.

As investigações apontaram que o ex-secretário municipal de Obras de Tabuleiro do Norte, Sílvio Roberto Guerreiro Freire, contratou dois homens para executar o vigilante. O ex-secretário municipal foi assassinado meses depois do crime. Guerreiro teria se revoltado com Ozias após o vigilante trocar de partido político e chamar o então prefeito de Limoeiro do Norte de “traidor”. Além disso, a vítima teria conhecimento de crimes eleitorais cometidos no município.

O processo tramitava na Vara Única de Tabuleiro do Norte, mas foi transferido à Comarca de Fortaleza por questões de segurança. O julgamento já esteve marcado para 31 de maio de 2017, mas foi adiado por mais dois anos.

Acusados mortos

Dois acusados de participação na morte de Ozias Marinho também foram assassinados no transcorrer do processo criminal. O ex-secretário Sílvio Guerreiro foi morto a tiros, na porta de sua residência, por dois homens que trafegavam em uma motocicleta, no dia 11 de dezembro de 2014.

Já José Roberto dos Santos morreu em uma troca de tiros com a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, no município de Baraúnas (RN), no dia 17 de outubro de 2004.

Cássio Santana ficou preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, mas atualmente se encontra em um presídio da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Fonte: G1

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