Jesus vê coincidência em técnicos gringos na liderança: “Não é por estarmos lá que somos melhores”

Português disputa “título” do turno com argentino Sampaoli, mas não relaciona êxito estrangeiro com supostos profissionais defasados no país: “Não sei como treinadores brasileiros trabalham”

Jorge Jesus, português no comando do líder Flamengo, e Jorge Sampaoli, argentino na direção do segundo colocado Santos, disputam neste sábado o título simbólico do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O fato de dois técnicos estrangeiros estarem na ponta da Série A vem gerando debates sobre os treinadores brasileiros estarem ou não defasados. E durante esta semana, uma declaração esquentou a discussão e fez até Cuca, do São Paulo, se posicionar.

Segundo o jornal “O Globo”, a frase atribuída ao português dizendo que os técnicos brasileiros ficaram ultrapassados foi dada em uma entrevista para a revista francesa “So Foot” no ano passado, quando ele estava no Al-Hilal, da Arábia Saudita. Porém, a opinião é diferente do que o próprio Jesus afirmou para a TV Globo na quarta-feira da semana passada.

No mesmo dia em que deu entrevista para o Esporte Espetacular, que foi ao ar no último domingo, Jesus gravou um depoimento para uma matéria que vai ao ar nesta sexta-feira no Jornal Nacional. E a pergunta feita ao português foi justamente se ele considerava que os técnicos brasileiros estavam obsoletos, uma vez que os líderes do Brasileirão são gringos. Ele respondeu:

– É coincidência. Não é pelo fato de Sampaoli e eu estarmos lá em cima da tabela que somos melhores do que os outros. Não acredito nisso. Também é verdade que a gente treina para esses objetivos. No Brasil não são só duas, são sete ou oito equipes que têm essa possibilidade (de título). Mas não é por nós estarmos na frente que o treinador brasileiro não tem qualidade.

– O Flamengo tem bons jogadores, o Santos também tem, portanto neste momento as coisas estão a fluir bem para nós. Mas há uma norma que lancei em Portugal e vou lançar aqui: no futebol não é como começa, é como acaba. Agora estamos à frente, mas vamos ver quando acabar, isso é que conta. Tem que valorizar o trabalho, como é óbvio, mas ainda tem muito para caminhar e mostrar.

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