Bolsonaro bate recorde de rejeição, mas mantém base fiel

Rejeição a Jair Bolsonaro (sem partido) disparou no último mês, levando o ex-militar ao pior índice de aprovação entre presidentes eleitos desde 1989 a esta altura do primeiro mandato. A informação integra pesquisa do Datafolha feita na segunda-feira, 25, e na terça-feira, 26), logo após a divulgação de vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

Segundo o levantamento, índice de brasileiros que consideram o governo “ruim ou péssimo” subiu de 38% em 27 de abril para 43%. Com um ano e seis meses de governo, Fernando Collor (então PRN) tinha 41% de rejeição. Já Dilma Rousseff (PT) tinha grande aprovação (65%) com um ano e três meses de mandato, com apenas 5% de ruim ou péssimo.

Se a atual crise sanitária, econômica e política teve efeito na rejeição do presidente, Bolsonaro ainda mantém “fiel” parcela da população que aprova o governo, os mesmos 33% das duas últimas pesquisas. Já os que consideram o governo “regular” caíram de 26% para 22%.

Comportamento inadequado
Na análise do Datafolha, é sentido também impacto acentuado da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril na avaliação do comportamento do presidente. Nas imagens liberadas pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro aparece fazendo verdadeiro festival de palavrões e agressões a instituições e gestores locais.

Depois da divulgação das imagens, percentual daqueles que acham que Bolsonaro “nunca se comporta de forma adequada” disparou de 28% para 37%. Índice dos que consideram que ele se comporta mal “na maioria das vezes” se manteve estável, oscilando de 25% para 23%. Já os que consideram positivo o comportamento dele oscilaram de 14% em abril para 13%.

O Datafolha entrevistou 2.069 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi realizada entre 25 e 26 de maio, com todos os profissionais do instituto trabalhando de casa.

Fonte: Msn

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