Time de Richarlyson fecha as portas por tempo indeterminado e revindica acesso

O Noroeste anunciou nesta quarta-feira que fechará as portas por tempo indeterminado. O clube, que liderava a Série A3 do Campeonato Paulista antes da parada, dispensou todo o elenco e não tem data marcada para retomar as atividades.

Entre os 27 jogadores do elenco, 20 tiveram seus contratos encerrados em maio, incluindo Richarlyson. O veterano de 37 anos estava atuando na equipe desde o início de março, com quatro partidas e um gol anotado. Os outros atletas sete que ainda mantinham vínculo foram dispensados.

O clube alega falta de receita para manter os empregados em meio à paralisação e revindica o acesso. Com 26 pontos em 11 jogos, o Noroeste liderava a Série A3 a quatro rodadas do fim da fase classificatória. Na fórmula original da competição, os finalistas garantiriam as vagas.

“O Paulista de 2020 acabou. O Noroeste reabrirá em dezembro para a pré-temporada da Série A2 de 2021. Aguardamos a oficialização do acesso para recontratar os profissionais da comissão técnica e jogadores. Contamos com o bom senso e definição da Federação. Não é a decisão que gostaríamos, mas não há outra decisão a ser tomada senão esta”, contou o presidente Rodrigo Gomes ao Globoesporte.

O clube não vinha pagando os salários em dia, mesmo com a redução de 50% dos valores em meio à pandemia. Sem funcionários, a diretoria contratará segurança terceirizada para cuidar dos patrimônios.

Orientação do presidente

A decisão do clube de Bauru seguiu as orientações dadas pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Barros.

“A dificuldade dos clubes menores é menor do que dos maiores. Quando a gente paralisou a competição, eu conversava com eles e continuo conversando: ‘Encerre, fecha as portas. Faça um acordo com os seus colaboradores e não renove contratos’”, disse em entrevista ao Vale Flash Esportes na última terça-feira.

Leilão de ginásio

O ginásio Panela de Pressão, propriedade do Noroeste e usado pelos times de basquete e vôlei de Bauru, foi levado à leilão. Não houve ofertas na primeira sessão e a Justiça diminuiu o lance mínimo para R$ 2 milhões, a pedido dos credores.

Fonte: Msn

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