EDUCAÇÃO: EX-MINISTRO ELOGIA TRABALHO DA EP PADRE BOSCO DE LIMA DE MAURITI

Nó último dia 10/06, ocorreu o Fórum da Educação 2020 Unileão tendo como tema O ENSINO UNIVERSITÁRIO PÓS-PANDEMIA. Participaram das discussões, o professor Otto Cruz, coordenador do Curso de Direito, a professora Tássia Pinheiro, Comitê Pedagógico, e Jaime Romero, reitor da Unileão. O convidado foi professor Renato Janine Ribeiro: filósofo, doutor pela USP, vencedor do Prêmio Jabuti e ex-ministro da Educação.

Renato Janine Ribeiro – Wikipédia, a enciclopédia livreELOGIO À EEEP PADRE BOSCO. Renato Janine Ribeiro citou que uma de suas ações à frente do MEC foi entender melhor a realidade das escolas. Quando se analisou o resultado das notas do ENEM 2014 juntamente com os critérios socioeconômicos, a escola de destaque nacional, ou seja, a melhor escola pública do Brasil foi a EEEP Padre João Bosco de Lima, localizada em Mauriti-CE.

“Num chega a 100 km de Juazeiro”, complementou o reitor da Unileão, Jaime Romero, ao ouvir que a melhor escola pública do Brasil fica em Mauriti. O ex-ministro não citou o nome da instituição, pois disse que não lembrava, mas citou o nome do diretor à época, Júlio Feijão. Acrescentou que a escola de Mauriti (EEEP Padre Bosco) é exemplo de professores e educadores que fazem um belíssimo trabalho.

A TV CARIRI entrou em contato com Júlio Feijão, hoje coordenador escolar, para entender o que levou a EEEP Padre João Bosco de Lima a ser reconhecida como melhor escola pública do Brasil em 2015.

TC – O que levou a EEEP Padre João Bosco de Lima a ser reconhecida como melhor escola pública do Brasil?

JF – Foram os resultados do ENEM 2014. Em agosto de 2015, o MEC considerou a EEEP Padre João Bosco de Lima como melhor escola pública do Brasil, baseado em novos e inéditos critérios utilizados.

TC – Quais os critérios?

JF – Além das médias dos estudantes no ENEM, foram considerados os seguintes aspectos: ser escola de grande porte, ou seja, ter 90 alunos ou mais na última série; taxa de permanência do aluno acima de 80% da 1ª a 3ª série; estudantes com perfil socioeconômico baixo ou muito baixo.

TC – Esses critérios são importantes?

JF – Sem sombra de dúvida, porque você passa a analisar as escolas partindo de um olhar mais abrangente e equitativo e não apenas com relação às notas.

TC – A escola conseguiu atingir o mesmo resultado nos anos seguintes?

JF – Na realidade, não houve mais esse tipo de análise. Infelizmente as pessoas que ficaram à frente do MEC nos anos seguintes não deram continuidade à política de avaliar as escolas com esses parâmetros que citei. O que posso dizer é que a EEEP Padre João Bosco de Lima continua crescendo em seus resultados.

TC – Você poderia citar alguns aspectos em que a escola vem crescendo?

Inserção na universidade tanto pelo ENEM quanto pela URCA. Ainda sobre o ENEM, médias cada vez maiores. A título de exemplo: nossa média em redação no ENEM 2019 foi de quase 700 pontos. Existem escolas particulares que não têm essa média. Além disso, ampliamos a permanência do aluno do 1º ao 3º ano. Hoje temos salas de terceiros anos com 44 alunos de 45 que iniciaram o ensino médio em nossa escola. Isso é extraordinário, pois nos mostra um esforço conjunto de todos os segmentos da instituição. Estamos no caminho certo.

TC – A que você atribui esse crescimento da escola?

Nosso diretor Simplicio Ferreira tem uma visão muito comprometida de educação. Some-se a isso o trabalho de continuidade que vem desde a gestão de Neyrismar Felipe, passou por mim e hoje está com Simplicio. E o mais importante: uma equipe muito comprometida de professores, estudantes, pais, funcionários e colaboradores. Isso conta muito e creio que seja o nosso diferencial.

Notícias Relacionadas