Após soltar fogos, dois suspeitos de envolvimento com facções são presos em Fortaleza

A Polícia Civil prendeu, na noite da última segunda, 22, e nesta terça, 23, dois suspeitos de orquestrar a queima de fogos ouvidas em vários bairros da Capital e do Interior, que comemorava invasão de localidades do Estado para o tráfico de drogas. Carlos da Silva de Sousa, Carlinhos, 28, foi preso na segunda em Gaiúba e é suspeito de ser um dos chefes do tráfico da quadrilha Guardiões do Estado (GDE) na Cidade. O outro homem detido foi identificado como Francisco José da Silva, 38, conhecido como Zeca, e foi preso na noite de terça, 23, no bairro da Sapiranga, em Fortaleza. Um total de 11 pessoas, sendo nove adultos e dois adolescentes, foram detidos pela Polícia no último sábado, também por participação na soltura de fogos.

Com eles, foram encontrados itens como cocaína, creatina e talco, para o desdobro da droga; quatro armas: uma arma calibre 12, uma pistola e dois revólveres, além de munição. As armas serão enviadas para a Perícia Forense, com o objetivo de verificar se foram usadas em um triplo homicídio na cidade de Barreira, a 73 quilômetros da Capital, do qual Carlinhos é suspeito. Segundo o Harley Filho, titular da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em posse dos suspeitos foi apreendido um caderno de caderno de anotações com a quantidade e os preços das drogas.

Ainda de acordo com o delegado, na segunda, 22, o trabalho de investigação localizou um foragido da Justiça com mandado de prisão em aberto pela vara de delitos de organização criminosa. Ele é suspeito de ser o chefe da facção oriunda do estado do Rio de Janeiro, no município de Guaiúba. “Ele conquistou território recentemente na cidade de barreira e é executor e mandante de diversos homicídios”, avisa.

Entre o material apreendido pela Polícia nas mãos de Carlinhos chamou a atenção um fardamento do exército. “Vamos verificar se alguma testemunha identifica ações do suspeito com essa farda”, diz o delegado e aponta que não existe qualquer relação entre o criminoso as Forças Armadas.

Fonte: Opovo

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