Henrique pede perdão por erros e explica retorno ao Cruzeiro: ‘Corpo foi, mas alma ficou’

Jogador de linha em atividade que mais vezes vestiu a camisa celeste, o volante Henrique está de volta ao Cruzeiro. Ele teve uma espécie de apresentação na tarde desta quinta-feira, durante a live do presidente Sérgio Santos Rodrigues.

Transparecendo nervosismo, o ex-capitão da Raposa pediu perdão pelos erros – ele é muito cobrado por ter se transferido ao Fluminense após o rebaixamento celeste à Série B – e explicou porque decidiu retornar à Toca da Raposa II.

“É um momento feliz e muito emocionante ao mesmo tempo. Voltar para o Cruzeiro, o lugar de onde eu nunca deveria ter saído. As vezes a gente age por impulso, por pensar que as cargas que carregamos do ano passado foram muito pesadas. A gente achou que, saindo, seria uma solução para a minha vida. Infelizmente, eu pude comprovar que não é real. O corpo foi, mas a alma ficou. Aqui está um cara de coração aberto. Já errei muito na vida e sei das minhas falhas, dos meus erros, do que eu já cometi. Peço perdão por esses erros e estou aqui, neste momento, de coração aberto, alma aberta (…) O coração falou mais alto”

Henrique, de 35 anos, tinha contrato com o Fluminense até dezembro de 2020. Em sete jogos este ano, todos como titular, foi substituído em duas ocasiões pelo técnico Odair Helmann.

No clássico contra o Flamengo, em 12 de fevereiro, pela Taça Guanabara, o camisa 8 recebeu críticas de torcedores tricolores por estar desatento no lance do primeiro gol adversário. Ele não conseguiu dominar a bola passada por Wellington Silva e acabou perdendo na corrida para Gabriel, que conduziu a redonda em velocidade e converteu a finalização. O Fluminense foi derrotado por 3 a 2.

Vinculado ao Cruzeiro até dezembro de 2021, Henrique terá o salário repactuado, já que sua remuneração extrapola o teto de R$ 150 mil para a Série B – assim como o goleiro Fábio, o zagueiro Léo, o volante Ariel Cabral e o atacante Marcelo Moreno.

Esses jogadores vão receber a diferença em 20 parcelas a partir de abril de 2021. Para honrar o compromisso, o clube conta com o acesso à Série A do Brasileiro e o consequente aumento em receitas.

De 2016 a 2019, Henrique foi capitão do Cruzeiro, sendo responsável por erguer os troféus da Copa do Brasil (2017 e 2018) e do Campeonato Mineiro (2018 e 2019). Também fez parte dos times vencedores dos estaduais de 2008, 2009, 2011 e 2014, e dos Brasileiros de 2013 e 2014.

Com 516 partidas, o meio-campista é o oitavo atleta que mais vestiu a camisa cruzeirense. Embora seja volante de contenção, sem características de bater faltas e pênaltis, marcou 27 gols – boa parte em chutes de fora da área e finalizações de cabeça.

Fonte: Msn

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