Clássico-Rei na Bahia define cearense finalista da Copa do Nordeste

O Clássico-Rei de hoje à noite em Salvador vai ser como o acarajé comido na Bahia: quente. Ou seja, é produto já conhecido do grande público, mas com um tempero a mais. Afinal de contas, ver Fortaleza e Ceará se enfrentando em jogo eliminatório — no Estadual geralmente se encontram na final — não é lá tão comum.

Mais incomum ainda, na verdade, inédito, é ver o Clássico-Rei sendo disputado fora do Ceará, mas faz parte da adequação pela qual a Copa do Nordeste teve de passar, adotando sede única para ser encerrada antes do Brasileirão. E é por isso que Leão e Vovô fazem hoje a semifinal do torneio regional, em partida única. A bola rola às 21h30min, no estádio Roberto Santos, no bairro do Pituaçu, em Salvador (BA).

Ninguém tem vantagem. No tempo normal, só a vitória leva um dos dois à decisão de mais uma orelhuda — Ceará já foi finalista duas vezes, Fortaleza uma. Se fizerem como no primeiro Clássico-Rei do ano, exatamente pelo Nordestão, e empatarem a decisão vai para os pênaltis.

Em jogo, além de vaga na final, estão pelo menos R$ 500 mil, que é a fatia de premiação do vice-campeão, que dobra para R$ 1 milhão para quem abiscoitar também o título. Como de costume, o vencedor do dérbi também sairá com a moral elevada.

Como em todo pré-Clássico, o suspense esteve presente de sábado, quando a semifinal foi definida, até aqui, especialmente pelo lado do Ceará. A assessoria do Vovô deixou claro que não informaria sobre as condições de Rafael Sobis e Rick, que saíram mais cedo do jogo passado, por mal estar e lesão, respectivamente, tampouco confirmaria se os volantes Fabinho e William Oliveira, que estavam na Capital, viajariam para a Bahia. O deslocamento dos dois últimos acabou vindo à tona de qualquer jeito, assim como a ida do lateral-direito Tinga pelo Fortaleza, recuperado de lesão na coxa esquerda.

Em termos de desfalques, o Vovô tem pelo menos uma baixa. O zagueiro Luiz Otávio cumprirá suspensão por ter sido expulso diante do Vitória-BA. Para o lugar dele, Guto Ferreira tem como opções Brock e Klaus. Como consolo, conta com o retorno do lateral-direito Samuel Xavier.

Se por um lado não tem desfalques certos para o duelo, por outro Rogério Ceni terá de fazer o time voltar a render, depois de partida bem abaixo contra o Sport-PE. Como sempre, as principais dúvidas no time tricolor se referem à linha de quatro atacantes, pelo número de opções e revezamentos que o técnico faz, mas do meio para trás a equipe não deve fugir muito do que o torcedor conhece de cor. No máximo, Ceni pode trocar Gabriel Dias por Tinga, mas é mais provável que o segundo tenha viajado porque o primeiro está pendurado.

Dentro do Clássico, alguns duelos particulares chamam atenção, como o dos goleiros Felipe Alves e Fernando Prass, ambos em alta, e o dos técnicos, cada um com uma orelhuda conquistada e quem for à final terá a chance de ser o primeiro treinador no atual formato do torneio a ganhá-lo duas vezes. No caso de Ceni, seria ainda com o mesmo time e de forma consecutiva.

“Clássico é resolvido em detalhes, então, que a gente possa ter paciência e tranquilidade, para que possamos fazer um grande jogo e para que consigamos o nosso resultado, que é levar o Fortaleza para a final da Copa do Nordeste”, disse o atacante Edson Cariús, do Fortaleza, sobre a partida.

“O mais importante não é o adversário que temos pela frente, é que a partida nos leva à final. Então nosso grupo tem se colocado numa condição de busca, de superação e a gente espera que possa fazer a melhor partida de todas e que possamos superar nosso rival”, disse Guto Ferreira.

Fonte: Opovo

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