Covid-19: Saiba tudo sobre as 10 vacinas mais avançadas do mundo

Mais de 160 potenciais vacinas contra a covid-19 estão sendo investigadas ao redor do mundo. Destas, 42 já passaram para a fase de testes em humanos e, dentre elas, 10 estão na terceira e última etapa antes de uma possível aprovação por órgãos reguladores – o que possibilitaria a distribuição para a população -, de acordo com atualização mais recente feita pela OMS (Organização Mundial da Saúde), na quinta-feira (15).

Esses imunizantes mais avançados nos estudos cínicos utilizam quatro técnicas distintas para tentar prevenir a infecção pelo coronavírus. Algumas delas são inovadoras e outras são tradicionais. “Para um mesmo agente [infeccioso], há quatro diferentes plataformas tecnológicas. Isso é algo inédito”, afirmou o pediatra e infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) durante a XXII Jornada Nacional de Imunizações promovida pela instituiçãoVeja, a seguir, quais são as 10 vacinas que estão na fase 3 e qual o mecanismo utilizado por cada uma delas.

Vacinas de Oxford em parceria com a AstraZeneca, no Reino Unido; da empresa CanSino com o Instituto de Beijing, na China; da Janssen, unidade farmacêutica da Johnson & Johnson, nos Estados Unidos; do Instituto Gamaleya, na Rússia

Tecnologia utilizada: vetor viral não replicante

Como funciona? Um vetor viral é enfraquecido e modificado com genes do novo coronavírus, que os pesquisadores julgam importantes para ativar o sistema imunológico. Ao penetrar nas células humanas, esse vírus não se reproduz, mas induz a ação de células T, que matam outras células infectadas e de anticorpos. As vacinas em questão usam adenovírus – de chimpanzés ou humanos -, que causa resfriado comum quando não atenuado

Vacinas da farmacêutica americana Pfizer com a empresa alemã BioNTech e da Moderna com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês)

Tecnologia utilizada: RNA mensageiro (mRNA)

Como funciona? O RNA é produzido em laboratório e aplicado no paciente. Uma vez dentro da célula humana, o RNA faz com que ela produza cópias de proteínas que compõem o coronavírus – na maioria das vezes, trata-se da proteína Spike (S), presente na superfície do vírus e essencial para que ele entre nas células. O sistema imunológico identifica essa proteína como um corpo estranho que precisa ser combatido, e inicia uma reação de defesa. Esse tipo de imunizante tem produção mais rápida e fácil, mas nunca foi aprovado para a utilização em humanos

Vacinas da farmacêutica chinesa Sinovac com o Instituto Butantan, em São Paulo; do Instituto de Wuhan com a empresa Sinopharm; do Instituto de Beijing, também com a Sinopharm, ambas da China

Tecnologia utilizada: vírus inativado

Como funciona? Esses imunizantes têm em sua composição o novo coronavírus morto a partir de processos físicos e químicos. Assim, o vírus não consegue se replicar, mas faz com que o sistema imunológico reaja. A resposta imune, no geral, não costuma ser tão boa como nas vacinas de vírus vivo atenuado, mas são bastante seguras. Essa técnica é tradicional, usada por exemplo, nos imunizantes contra a gripe e hepatite A

Vacina da empresa americana Novavax

Tecnologia utilizada: subunidade proteica
Como funciona? Esse tipo de vacina usa uma proteína ou fragmentos proteicos do coronavírus para desencadear uma resposta imune. Essa tecnologia é usada, por exemplo, nos imunizantes para hepatite B e meningite bacteriana

Como funciona?

A terceira e última fase de testes serve para comprovar a segurança e eficácia das vacinas. Essa etapa envolve milhares de voluntários em diferentes países. Eles recebem doses do imunizante e são monitorados por, no mínimo, um ano pelos pesquisadores, enquanto vivem suas vidas normalmente. Kfouri afirma que Brasil, Estados Unidos, Rússia e África do Sul têm sido locais de preferência para a realização dos estudos, por apresentarem intensa circulação do coronavírus

 

Fonte: R7 Noticias

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