iPhone 12: jornal revela o real custo para fabricar os celulares

Fabricar os novos iPhones custa para a Apple bem menos do que o valor cobrado pela companhia. As peças do iPhone 12 Pro têm custo total que equivale a R$ 1.990, enquanto o iPhone 12 Pro Max sai por cerca de R$ 2.165 (respectivamente, US$ 373 e US$ 406). O cálculo foi feito por um jornal japonês em parceria com uma empresa especializada em desmontar eletrônicos.

Cabe lembrar que a conta não considera outros gastos operacionais, como marketing ou pesquisa para desenvolver inovações. As conclusões dos japoneses têm fins mais ilustrativos do que mercadológicos. Ainda assim, os números saltam aos olhos pois os novos celulares são vendidos no Brasil partindo de R$ 8.999 para o modelo Pro e de R$ 9.899 para o Pro Max.

Segundo as estimativas, o componente mais caro dos novos iPhones seria o Qualcomm X55, o modem de conexão 5G avaliado em US$ 90 (R$ 483, em conversão direta). O produto da Qualcomm é seguido pela tela com tecnologia OLED produzida pela Samsung. Os displays tipo Super Retina XDR seriam adquiridos a US$ 70 por unidade (R$ 375, em conversão direta).

Já o processador A14 Bionic, que é desenhado pela Apple e fabricado pela TSMC em Taiwan, acrescentaria mais US$ 40 (R$ 214).

Outros elementos da ficha técnica com valores relevantes são a memória RAM, estimada em US$ 12,8 (R$ 68), e os chips que formam o armazenamento ao custo de US$ 19,2 (R$ 103) para cada aparelho. Já as câmeras, todas da Sony, podem custar até US$ 7,9 (R$ 42,38) por iPhone.

Há outros custos de materiais a serem considerados, como o alumínio usado para moldar a carcaça do telefone e o vidro, que podem ter custo na casa dos centavos de dólar para cada celular fabricado.

Para quem olha para os custos totais e reflete se não é mais barato tentar “fabricar” um iPhone por conta própria, vale lembrar que a Apple assina contratos que consideram uma escala muito grande, em que o custo individual de componentes acaba diluído.

Outro fator é a necessidade de acesso a equipamentos robotizados de ponta para montar placas e soldar circuitos com precisão microscópica – custo que, aliás, não faz parte da estimativa.

Fonte: Tech Tudo// Nikkei e GSM Arena   

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