Como o novo comando do Congresso Nacional deve afetar o andamento da pauta econômica

De acordo com economistas, papel dos próximos líderes será decisivo em questões de grande relevância para a economia. Andamento da reforma tributária deve ser prioritário

Mesmo não sendo ano de eleição, 2021 poderá indicar os rumos da pauta econômica nacional, já que marca o início de um novo mandato à frente das Casas do Congresso – Câmara dos Deputados e Senado.

 

Na Câmara, os favoritos na corrida são o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), indicado pelo grupo do atual do chefe da Casa, Rodrigo Maia, e Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro e o bloco governista. No Senado, a disputa ainda está menos definida, mas, até agora, despontam Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Fernando Bezerra (MDB-PE), Simone Tebet (MDB-MS), entre outros.

 

Independentemente do eleito, especialistas consultados apontaram que as discussões sobre as reformas estruturais precisarão ser revistas para equalizar o cenário durante o processo de recuperação da crise do coronavírus.

 

Para a vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-CE) Silvana Parente, a eleição nas Casas do Legislativo terá papel preponderante para o País, porque os parlamentares escolhidos terão a capacidade de pautar e influenciar a velocidade dos processos de análise e votação das reformas estruturais.

 

Ela comenta que será preciso repensar as mudanças propostas para o sistema tributário, organizar o projeto da reforma administrativa, mas também garantir que as pautas e necessidades criadas pela pandemia possam ser atendidas, mantendo a estabilização da economia durante o processo de retomada.

 

Para isso, na avaliação de Silvana, será preciso garantir a independência da Câmara dos Deputados e do Senado, elegendo líderes que não sejam diretamente alinhados ao Planalto. A vice-presidente do Corecon pondera que a pauta econômica que vem sendo defendida pelo Ministério da Economia pode não ser a mais adequada para o momento.

 

“Eu acho importante ter a independência do Legislativo. A gente precisa de uma discussão da reforma tributária que venha para tributar dividendos e que seja mais justa, reduzindo a regressividade da cobrança de impostos, além de desenvolver uma política de renda mínima. A independência do Congresso é fundamental para avançar nessas pautas mais sociais que vão ser importantes para a recuperação do País. E são os presidentes que podem encaminhar ou não essas pautas”, disse Parente.

Fonte:Diario Do Nordeste

 

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