EUA investigam Facebook por suspeita de preconceito racial em contratações

EEOC (Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego), órgão ligado do governo dos Estados Unidos, está investigando o Facebook por preconceito racial na contratação e promoção de funcionários.

Segundo a Reuters, o órgão classificou a investigação como “sistêmica” –quando há a suspeita de que as políticas da empresa podem estar contribuindo para a discriminação generalizada.

De forma geral, a comissão resolve os casos por meio de mediação. Mas quando uma investigação aponta um problema sistêmico, os investigadores podem recrutar especialistas para analisar os dados da companhia e até abrir um processo mais amplo representando classes inteiras de trabalhadores.

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A denúncia contra o Facebook foi feita em julho de 2020 pelo gerente do programa de operações da empresa, Oscar Veneszee Jr., e 2 candidatos que foram dispensados em processos seletivos. Um 3º candidato se apresentou em dezembro para corroborar as acusações.

Eles afirmam que a empresa discrimina candidatos e funcionários negros, baseando-se em avaliações subjetivas. Ainda, que o Facebook promove estereótipos raciais problemáticos.

Contatado pela Reuters, Andy Stone, porta-voz do Facebook, não quis comentar a investigação ou as acusações contra a rede social. Ele afirmou que o Facebook leva a sério “qualquer denúncia de discriminação” e que todos os casos são investigados.

É essencial fornecer a todos os funcionários um ambiente de trabalho respeitoso e seguro”, declarou.

A EEOC não quis comentar o caso.

Peter Romer-Friedman, advogado da Gupta Wessler, firma de advocacia que representa Veneszee e os outros 3 denunciantes, afirmou que a EEOC tem documentos detalhados fornecidos por ambos os lados.

Segundo ele, uma das políticas praticadas pelo Facebook é conceder bônus de até US$ 5.000 aos funcionários quando um candidato indicado por eles é contratado. Isso faz com que as indicações reflitam a composição da equipe existente, prejudicando os profissionais negros.

O Facebook afirmou, em junho de 2020, que aproximadamente 3,9% de seus funcionários nos Estados Unidos são negros.

Em dezembro, o Departamento de Justiça norte-americano abriu processo contra a rede social. O órgão acusa o Facebook de favorecer portadores de visto temporário de trabalho nas contrações, em detrimento dos norte-americanos.

Segundo o Departamento de Justiça, o Facebook “se recusou a recrutar, considerar ou contratar trabalhadores norte-americanos qualificados e disponíveis para mais de 2.600 posições”. O órgão afirmou que o processo é o resultado de 2 anos de investigação.

Fonte: msn

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