Técnico preparou Bélgica para a Copa onde França teve derrota histórica há 203 anos

Esporte Segunda, 09 Julho 2018 00:00

Contratado em agosto de 2016 para comandar a seleção belga, Roberto Martínez montou um plano de imersão no futebol do país para absorver rapidamente as peculiaridades, classificar a equipe para a Copa do Mundo e cumprir a exigência de chegar à semifinal, uma fase além das quartas de final atingidas em 2014.

O espanhol escolheu como base física desse “intensivão” a cidade de Waterloo, sede da batalha histórica de 1815 que pôs fim à obsessão de Napoleão Bonaparte, mais célebre general francês de todos os tempos, de dominar a Europa.

França e Bélgica vão duelar nesta terça-feira pelo sonho de dominar o mundo. Do futebol. A semifinal, em São Petersburgo, é o penúltimo passo dessa batalha. Badalado por eliminar o Brasil com uma estratégia ousada de trocar seus atacantes de posição, Martínez entendeu o que precisava fazer graças à residência no local de uma derrota histórica dos franceses.

A opção de morar em Waterloo, próxima à capital Bruxelas, não tem a ver com Napoleão, e sim com Tubize. A 15 quilômetros de sua casa fica a sede esportiva da federação.

É lá que a seleção principal se concentra e as categorias de base treinam com maior frequência. Em sua sala, o técnico observou cerca de 55 jogadores, num processo de filtragem similar ao que Tite fez no Brasil.

– Aqui eu posso usar agasalho – disse Martínez em entrevista ao “El País”, justificando o porquê de estar distante da sede administrativa, em Bruxelas.

Martínez fez aulas diárias dos idiomas locais e elaborou a ideia de visitar todos os clubes profissionais da Bélgica para entender as mesclas culturais que refletem no futebol local, como a divisão entre flamengos e a região de Valônia, que despertou recentes desejos separatistas.

Vira e mexe, a Copa do Mundo mistura futebol e política, esporte e história. A escolha de uma base, a estratégia de ataque, tudo isso levou Martínez à plenitude com o brilhante triunfo sobre um Brasil cheio de elogios da mídia internacional.

Termos que podem ser encontrados também em livros sobre a Batalha de Waterloo, onde hoje é a vizinhança do treinador.

Embora o episódio, um dos mais importantes da humanidade, tenha ficado conhecido assim, historiadores garantem que Napoleão jamais pisou na cidade. Waterloo teria sido o local onde o Duque de Wellington, líder da força britânica que venceu Napoleão, elaborou seu relatório de batalha. A maior parte do combate que teve 48 mil mortos acontecera em Braine-l'Alleud et Plancenoit, quilômetros ao sul.

Vencido, entregue, derrotado, Napoleão foi enviado à ilha de Santa Helena, onde morreria seis anos depois. A notícia da vitória dos Aliados – belgas entre eles – só chegou a Londres três dias depois. Outros tempos.

Seja qual for o vencedor da batalha da bola, o finalista de uma Copa do Mundo de estratégias, triunfantes e placares inesperados, a notícia estará no ar em tempo real, tão logo soe o apito final do árbitro, inclusive aqui, no GloboEsporte.com.

 

Fonte: globoesporte

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