Procurador do TCU quer barrar socorro à Caixa

Política Terça, 09 Janeiro 2018 00:00

A Caixa pode se transformar no 'novo BNDES' do governo Michel Temer com a injeção de recursos do FGTS, avaliam os críticos da operação de capitalização de R$ 15 bilhões do banco com recursos do fundo dos trabalhadores.

A comparação é uma alusão aos aportes bilionários feitos pelo Tesouro no BNDES a partir de 2009, que "incharam" a capacidade do banco e que passaram a ser cobrados pelo governo no ano passado.

Contrário à operação, que terá ainda que ser aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, o procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Julio Marcelo, alertou que o socorro poderá representar uma reedição do caso do BNDES durante os governos Lula e Dilma Rouseff, que começou com o Tesouro emprestando R$ 12 bilhões e, no final de seis anos, já tinha emprestado R$ 500 bilhões.

Esses empréstimos foram usados para turbinar o crédito de empresas e setores durante os governos do PT.

— Esses R$ 15 bilhões autorizados são apenas a ponta do iceberg. Pode chegar a R$ 100 bilhões.

Essa mesma avaliação é compartilhada por integrantes do Ministério da Fazenda, segundo fontes. Essa ala vê um movimento parecido daquele realizado durante a gestão do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, prática que a equipe econômica atual prometeu barrar quando o presidente assumiu o governo. Um integrante da equipe econômica, ouvido pelo Estadão/Broadcast, reconheceu que voltou ao radar o risco de o crédito do banco ser turbinado nesse ano eleitoral.

Defensor do aporte, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, tem repetido que a operação é importante para garantir programas sociais do governo.

Nesta segunda-feira (8), o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, acertou com o presidente Michel Temer a liberação de R$ 2 bilhões a Estados e municípios. A concessão desses empréstimos pela Caixa e pelo Banco do Brasil está provocando uma ciumeira entre os governadores e é moeda de troca de apoio para aprovação da reforma da Previdência.

Para o presidente do Insper, Marcos Lisboa, a Caixa não tem funcionado como banco comercial e o governo já teve de aportar recursos diversas vezes.

— Agora é o dinheiro do FGTS.

Segundo Lisboa, o banco fez vários empréstimos preocupantes nos últimos anos, e mais recentemente voltou a emprestar para os Estados.

— Não deveria. Parece que não aprendemos com a expansão fracassada de recursos públicos por meio de empréstimos no governo anterior.

Para ele, a situação parece lembrar os equívocos de bancos estaduais e seus empréstimos nos anos 90. Procurada, a Caixa defende recomposição de seu capital de nível em até R$ 15 bilhões.

 

 Fonte: R7

Read 56 times

Compartilhar

COMPARTILHAR

Previsão do Tempo em Mauriti-CE

Agenda Cultural do Cariri

  • ok.jpg
  • 13.jpg
  • 15.jpg
  • 25.jpg
  • 42.jpg
  • damiao2.jpg
  • lora.jpg
  • lovyle.jpg
  • marcio.jpg
  • moto2.jpg
  • net.jpg
  • real2.jpg