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Política 781

Apesar de as pesquisas continuarem detectando um desejo de mudança, a oferta será inferior à demanda por renovação. Essa é a opinião de Renato Meirelles, coordenador do Instituto Locomotiva — que tem feito levantamentos sobre o comportamento dos eleitores.

Em uma pesquisa que deve ser divulgada ainda nesta semana pelo instituto, 81% dos eleitores declararam preferir votar em quem hoje não exerce mandato. Apesar disso, a tendência não é a de renovação.

— Esse número reflete a demanda eleitoral, mas ela não será representada. O que vai ser apresentado ao eleitor é uma nova roupagem dos políticos velhos. Em razão das regras eleitorais e dos recursos financeiros escassos, o eleitor não vai encontrar as opções de renovação.

Não significa, com isso, dizer que novos nomes não serão eleitos. Historicamente, o índice de substituição de nomes no Congresso beira os 50%. "O que acontece não é uma renovação. Os eleitos são filhos, parentes ou apadrinhados daqueles que já estão no poder", disse o cientista político Vitor Oliveira, da agência Pulso Público.

"Eleitor não vai encontrar as opções de renovação"

Renato Meirelles, coordenador do Instituto Locomotiva

A realidade

A "ficha caiu" entre os grupos de renovação (que estão inseridos nos cursos de formação do RenovaBr e da Raps). O discurso já é mais cauteloso. "Essa é a nossa primeira eleição. O projeto é para dez anos", disse o coordenador do Acredito, Zé Frederico. "O sistema construiu barreiras, mas esse é apenas o início de um processo", afirmou o coordenador do Agora!, Leandro Machado.

Para o coordenador do Instituto [email protected], Pedro Henrique de Cristo, os movimentos "estão na fronteira de ser engolidos". Para ele, é preciso coordenação e foco nas campanhas que realmente têm chance. Já para o coordenador do Livres, Paulo Gontijo, os partidos são impermeáveis à renovação. "O jogo é feito para não renovar. Temos o receio de servir para compor chapa e maximizar as chances de velhos políticos."

A necessidade de cooperação e organização parece um ponto comum entre os grupos. Carlota Mingolla, de 36 anos, que já foi candidata a vice-prefeita de São Paulo pela Rede, na chapa de Ricardo Young, percebeu essa realidade e decidiu atuar para qualificar seus pares. "O caminho natural era que eu saísse candidata nessa eleição. Mas acabei desistindo. Acho que posso atuar melhor nos bastidores, propondo debates internos e trabalhando pelo fortalecimento das ideias, projetos e pela formação de lideranças."

 

Fonte: R7


SÃO PAULO - O juiz federal Sergio Moro recebeu, neste domingo (20), o título de Doutor em Direito honoris causa pela Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Nessa mesma instituição, os ex-presidentes Luiz Inácio da Silva (PT), condenado por Moro na Operação Lava Jato, e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) receberam um prêmio em 2003.

À época, Lula e FHC foram considerados personalidades do ano na América Latina pelo desempenho na transição do governo brasileiro em premiação anual organizada pelo Kellogg Institute for International Studies (Instituto Kellogg para Estudos Internacionais), que é da Universidade de Notre Dame. O juiz federal também já havia sido homenageado pela instituição no ano passado, quando recebeu o Prêmio Notre Dame.

O título a Moro foi concedido durante cerimônia de graduação da turma de 2018, da qual foi considerado membro honorário e para quem fez o discurso inicial. Durante sua fala, o juiz brasileiro exaltou os feitos da Operação Lava Jato e citou, sem mencionar nomes, que a investigação foi capaz de julgar e condenar diversos empresários e políticos poderosos, dentre eles, um ex-presidente da República.

"Hoje, como resultado dessa investigação, mais de 157 pessoas foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro, dentre eles empresários das maiores empresas de construção do País, executivos da Petrobras, parlamentares, um ex-governador, um ex-ministro da Fazenda, um ex-presidente da Câmara dos Deputados e até um ex-presidente", disse ele. E complementou: "Diferente do passado recente de impunidade."

Moro também disse que a população brasileira apoia a Lava Jato, como mostrou, segundo ele, uma pesquisa de abril deste ano, em que 84% dos consultados disseram que desejavam que a investigação continuasse. O juiz também afirmou que "milhões" de brasileiros saíram às ruas, desde 2016, para protestar contra a corrupção e a favor da Lava Jato.

"Nossos esforços valem a pena. Todos os brasileiros têm esperança de que, no fim, nós teremos uma economia forte e uma democracia com mais integridade e com uma melhor qualidade. Não queremos ser conhecidos como o País da propina, mas como uma forte e moderna democracia, com a regra da lei", disse, completando, que não sabe o que vai acontecer com o Brasil no futuro, mas que "construímos a chance" de viver em um País melhor.

Moro ainda aconselhou os formandos a "nunca desistir de uma boa causa" e a defender seus direitos e lutar pela democracia, sendo aplaudido em pé pelos alunos, professores, membros da universidade e parentes.

 

Fonte: msn


Com a saída da corrida presidencial do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, colocou a aliança com o PSB como "prioridade zero", informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

O objetivo do candidato é conseguir uma aliança forte no campo da esquerda para só depois intensificar as tratativas com os partidos do chamado "centrão".

Nesta semana, o presidente do PDT, Carlos Lupi, teve uma reunião com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, para avançar nas negociações.

"A prioridade total é a aliança com o PSB. Apesar de a política ser muito dinâmica, a perspectiva é boa", afirmou Lupi.

PDT e PSB estão construindo coligações em pelo menos uma dezena de estados. As dificuldades se concentram em São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

Diante da aproximação, os partidos já estudam a possibilidade de o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, do PSB, ocupar a vaga de vice na chapa de Ciro.

O nome é bem avaliado no PDT, já que Lacerda é empresário e próximo a Ciro. Os pedetistas querem uma aproximação com o setor produtivo e, por isso, querem um vice desse setor.

Outro nome cogitado é do empresário Benjamin Steinbruch, que se filiou ao PP.

Mas, antes da aproximação com o centro, o PDT quer unificar a esquerda em torno do nome de Ciro Gomes, enfraquecendo um eventual “plano B” do PT na disputa por uma vaga no segundo turno.

 

Fonte: Gerson Camarotti ( G1)


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para a próxima quinta-feira, 24, a retomada do julgamento de uma proposta de súmula vinculante com impacto direto na investigação de deputados federais, senadores e outras autoridades com prerrogativa de foro perante a Corte. Pela proposta de súmula vinculante do ministro Ricardo Lewandowski, caberá ao STF decidir se esses processos devem ficar na Corte ou serem baixados para outras instâncias.

No início deste mês, o STF restringiu o alcance do foro privilegiado para deputados federais e senadores, que só deverá ser aplicado para os crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo. Desde então, pelo menos 105 processos envolvendo parlamentares já foram remetidos a outras instâncias.

Apresentada em maio de 2015, a proposta de Lewandowski é de que surgindo indícios do envolvimento de autoridade que detenha prerrogativa de foro, "a investigação ou ação penal em curso deverá ser imediatamente remetida ao tribunal competente para as providências cabíveis".

Se a proposta de súmula vinculante for aprovada, os processos contra deputados federais e senadores, por exemplo, deverão subir ao Supremo e caberia ao tribunal decidir se é caso de foro privilegiado ou de primeira instância. Se a investigação envolver governadores, os autos deverão ser encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quem caberia definir o destino do processo.

O julgamento foi suspenso em novembro de 2015, quando o ministro Teori Zavascki pediu vista (mais tempo para análise). O tema voltará para o plenário nesta quinta-feira com o voto do ministro Alexandre de Moraes, que herdou a cadeira de Teori, morto em acidente aéreo em janeiro do ano passado.

 

Fonte: R7


Em depoimento à Polícia Federal, no dia 3 de maio, a psicóloga Maristela Temer, filha do presidente Michel Temer (MDB), afirmou que o emedebista indicou o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho para “orientá-la” na reforma de sua casa, em São Paulo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Maristela negou, no entanto, que Temer ou o coronel Lima, seu amigo, custearam as obras. A filha do presidente relatou que pagou pela reforma, mas não guardou os comprovantes das despesas, e que recebeu ajuda da mulher de Lima, a arquiteta Maria Rita Fratezzi, sem remunerá-la.

“Não possui e não guardou nenhum comprovante dos pagamentos e contratos eventualmente realizados”, diz o relatório do depoimento de Maristela Temer, conforme a Folha. “Que não se recorda nominalmente dos prestadores de serviços que atuaram na reforma de sua residência, mas pode dizer que foram contratados conforme surgiam as necessidades no decorrer das obras”, continua.

A obra na casa da filha de Michel Temer é investigada pela PF no âmbito do inquérito que apura se o presidente recebeu propina de empresas do setor portuário em troca de benefícios com o Decreto dos Portos, editado em 2017. O coronel Lima, que chegou a ser preso em março, na Operação Skala, foi apontado por delatores da JBS como intermediário de 1 milhão de reais em vantagens indevidas destinadas a Temer. A PF investiga se o dinheiro foi lavado por meio das reformas na casa de Maristela. O presidente nega irregularidades.

Maristela Temer afirmou que Michel Temer indicou o coronel Lima a lhe ajudar com a obra porque ele é dono de uma empresa de engenharia e arquitetura, a Argeplan.

A psicóloga disse ainda que Lima e Maria Rita Fratezzi a orientaram a buscar orçamentos para a obra, mas que, diante dos valores, decidiu bancar a reforma por conta própria. “Somando superficialmente os valores, acredita ter gasto algo em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) na obra”, afirmou Maristela, segundo o jornal.

No depoimento, a filha do presidente teria dito que 500.000 reais do dinheiro empregado na obra vieram da venda de um antigo imóvel e 100.000 reais, de um empréstimo tomado com sua mãe. Outras fontes do montante, segundo a Folha, foram empréstimos bancários, “sete mil dólares que possuía guardado” e “parte da remuneração recebida de sua atividade profissional”.

Maristela Temer disse ter recebido ajuda de Maria Rita “tendo em vista que tinha com tal pessoa uma relação afetiva, quase família”. Ela também declarou, segundo a Folha de S. Paulo, que não contratou a mulher de Lima e não remunerou pela “ajuda”.

Maristela confirmou ainda que Maria Rita Fratezzi custeou algumas despesas da obra, mas ressaltou que ressarcia a arquiteta. Ela, no entanto, “não sabe precisar a forma do ressarcimento, uma vez que em algumas ocasiões repassava para Maria Rita Fratezi também em espécie, fruto de sua remuneração recebida de pacientes em seu consultório, e outras vezes também em cheques”.

 

Fonte: msn


O delegado de polícia federal Marlon Oliveira Cajado dos Santos pediu ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decida se mantém na Corte um inquérito que investiga o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por vantagens indevidas na campanha do tucano à Presidência da República em 2014. O processo foi instaurado com base na delação da Odebrecht.

Delatores da Odebrecht relataram pagamentos, a pedido do senador Aécio Neves, de vantagens indevidas para a campanha do tucano à presidência e de outros parlamentares. Aécio era conhecido como "Mineirinho" na planilha de propina da empreiteira.

No dia 3 de maio, o STF decidiu reduzir o alcance do foro privilegiado para deputados federais e senadores. Por 7 votos a 4, os ministros estabeleceram que a prerrogativa dos parlamentares da Câmara e do Senado só vale para crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo.

O tucano é alvo de oito inquéritos e de uma ação penal. Um desses inquéritos de Aécio, também instaurado com base na delação da Odebrecht. já foi enviado para a primeira instância.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, encaminhou no dia 8 deste mês um processo contra o tucano para a Justiça Criminal Estadual de Primeiro Grau da Comarca de Belo Horizonte.

O processo investiga supostas irregularidades na construção da Cidade Administrativa no segundo mandato de Aécio como governador de Minas Gerais. O senador é investigado nesse caso pelos crimes de corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Na época, a defesa do tucano afirmou que a decisão encaminhar esse processo contra o parlamentar para a primeira instância era uma medida "esperada", já que foi baseada em decisão do pleno do Supremo Tribunal Federal sobre a restrição do foro privilegiado.

"O senador Aécio Neves reitera que jamais participou da formação de suposto cartel. O edital de licitação foi previamente apresentado ao MP-MG e ao TCE. A licitação foi objeto de ampla investigação por parte do Ministério Público Estadual que concluiu pelo arquivamento de falsas denúncias após constatar a regularidade de todos os procedimentos. As obras foram auditadas em tempo real por uma empresa independente", escreveu o advogado Alberto Zacharias Toron na ocasião.

 

Fonte: R7


Em liberdade desde maio do ano passado, o ex-ministro José Dirceu deve voltar à prisão nesta sexta-feira, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ter rejeitado, na quinta-feira, seu último recurso em segunda instância e determinado a execução imediata da pena de 30 anos e nove meses.

No início da noite, a juíza Gabriela Hardt, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba na ausência de Sérgio Moro - que viajou ao exterior - determinou que Dirceu teria até as 17h desta sexta para se apresentar à Polícia Federal em Brasília.

Dirceu ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017. Foi condenado duas vezes por Moro, em maio de 2016, com pena de 20 anos e 10 meses, e em março de 2017, a 11 anos.

Em maio do ano passado, um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele aguardasse em liberdade, monitorado por uma tornozeleira eletrônica, até que se esgotassem todos os recursos em segunda instância.

Em setembro do mesmo ano, o TRF-4 confirmou a condenação de Dirceu e elevou a pena de 20 anos e 10 meses para 30 anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Desde então, a defesa vinha apresentando recursos contra a sentença. Ele nega ter cometido crimes.

Ex-homem forte do governo Lula (2003-2010), Dirceu chegou a ser um dos símbolos do PT. Iniciou sua vida política como integrante do movimento estudantil. Após ser exilado pela ditadura, voltou à legalidade com a Lei da Anistia, em 1979, e participou da criação do partido.

Confira os principais momentos de sua trajetória:

Movimento estudantil

Mineiro de Passa Quatro (MG), José Dirceu de Oliveira e Silva muda-se para São Paulo em 1961, com 15 anos de idade. Começa a estudar Direito na PUC-SP em 1964, ano do início da ditadura militar, e torna-se integrante do movimento estudantil.

Prisão na ditadura

Em 1968, Dirceu, presidente da UEE (União Estadual dos Estudantes), é um dos militantes presos no clandestino 30º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), realizado em Ibiúna (SP).

Acaba sendo um dos 15 presos políticos de esquerda libertados sob exigência dos sequestradores do embaixador dos EUA no país à época, Charles Elbrick, em setembro de 1969.

Exílio e retorno

Banido do país, Dirceu vai viver em Cuba, mas volta, escondido, duas vezes - entre os anos de 1971 e 1972 e em 1974.

No período, passa por cirurgias plásticas e fica morando em Cruzeiro do Oeste (PR), com identidade falsa.

Com a promulgação da Lei da Anistia, em 1979, deixa a clandestinidade.

Criação do PT

Em 1980, participa da fundação do Partido dos Trabalhadores, o PT, do qual passa a ser um dos líderes - ocupa cargos como o de secretário de formação política e secretário-geral do diretório de São Paulo.

Conclui o curso de Direto na PUC em 1982 e se envolve nas Diretas Já, campanha que pede eleições diretas para presidente da República.

É eleito presidente do PT, a partir de 1995, por quatro vezes.

Cargos políticos

Sempre atuando na política paulista, Dirceu elege-se deputado estadual em 1986 e, em 1990, chega à Câmara dos Deputados. Assina o requerimento pedindo a abertura da CPI do PC, referência a Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha do então presidente Fernando Collor.

Em 1994, fica em terceiro lugar na disputa pelo governo de São Paulo, com 14,76% dos votos. Volta à Câmara Federal em 1998 e reelege-se em 2002, ano em que coordena a campanha vencedora de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

Homem forte de Lula

Dirceu toma posse como deputado federal em 2003, mas se licencia para tornar-se ministro-chefe da Casa Civil. Fica no cargo até 2005, quando eclode o escândalo do mensalão (esquema que envolvia desvio de recursos e compra de apoio político no Congresso).

Em junho do mesmo ano, é substituído no cargo por Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia. Volta para a Câmara, mas acaba cassado no fim de novembro, por 293 votos a 192, ficando inelegível por oito anos.

Condenação e prisão

Considerado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) como chefe da quadrilha do mensalão, Dirceu é condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no fim de 2012.

Em 15 de novembro de 2013, após ter a prisão decretada, ergue o punho em saudação a militantes do PT ao se entregar na Polícia Federal de São Paulo para o cumprimento da pena de sete anos e onze meses em regime semiaberto.

Progressão de regime

Em novembro de 2014, após ficar 354 dias preso, Dirceu deixa o Centro de Progressão Penitenciária do Complexo da Papuda, no Distrito Federal, ao ser autorizado a cumprir o restante da pena em prisão domiciliar em sua casa em Brasília.

Enquanto isso, investigações da operação Lava Jato, que apura o esquema de corrupção na Petrobras, avançam sob o comando da Justiça Federal no Paraná.

Volta à cadeia

Pagamentos de empresas investigadas à JD Assessoria e Consultoria, de Dirceu, despertam a atenção da força-tarefa da Lava Jato - a defesa do ex-ministro diz que prestou serviços de consultoria às companhias e que, portanto, os repasses são legais.

Os delatores Júlio Camargo, Alberto Youssef e Milton Pascowitch citam Dirceu em seus depoimentos.

Em 3 de agosto de 2015, menos de um ano após deixar a cadeia pelo mensalão, ele volta a ser preso em Brasília.

Indiciamento e condenações

Em 1º de setembro, Dirceu é indiciado pela PF - além dele, são suspeitos sua filha, seu irmão e dois auxiliares.

A denúncia é aceita em 15 de setembro pelo juiz federal Sergio Moro, fazendo com que Dirceu se torne réu. Em maio de 2016 e março de 2017, é condenado por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro - somadas, as penas são de 32 anos e 25 dias de prisão.

Habeas corpus pelo STF

Dirceu tem habeas corpus concedido pela Segunda Turma do STF em 2 de maio de 2017, quase dois anos após sua prisão pela Lava Jato.

Por maioria, o Supremo entende que não há motivo para fundamentar a prisão preventiva, argumentando que isso resultaria em "execução antecipada da pena", já que ele não foi condenado em segunda instância.

Para a Procuradoria-Geral da República, a prisão do petista é necessária para evitar que ele continue cometendo crimes.

Condenação pelo TRF-4

Em setembro do mesmo ano, é condenado em segunda instância. Os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) elevam a pena de 20 anos e 10 meses imposta por Moro na primeira condenação para 30 anos e nove meses.

Em abril de 2018, a quarta seção do tribunal, que reúne desembargadores da 7ª e da 8ª turmas, nega os embargos infringentes apresentados pela defesa do petista contra a condenação, abrindo espaço para um último recurso, os embargos de declaração - que não têm força para reverter a condenação, mas apenas pedem esclarecimentos de partes do acórdão -, interpostos no início de maio.

Nesta quinta-feira, os desembargadores rejeitaram o recurso, abrindo espaço para a prisão de Dirceu.

 

Fonte: msn


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin decidiu hoje (16) determinar abertura de inquérito para investigar suposto repasse de R$ 40 milhões em doações eleitorais a políticos do MDB do Senado. As investigações devem envolver os senadores emedebistas Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Eduardo Braga (AM), Edison Lobão (MA), Valdir Raupp (RO), Roberto Requião (PR), além do ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.

O pedido de abertura da investigação foi solicitado ao STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nos depoimentos de delação premiada do ex-diretor da Transpetro, subsidiária da Petrobras,Sérgio Machado, e do executivo do grupo J&F, Ricardo Saud.

Em um dos depoimentos, Machado disse que “nas reuniões ocorridas na residência de Renan Calheiros, que o grupo JBS iria fazer doações ao PMDB, a pedido do PT, na ordem de R$ 40 milhões”.

“Com relação à abertura das investigações, como sabido, uma vez requerida a abertura de investigações pela Procuradoria-Geral da República, incumbe ao relator deferi-la, não lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o mérito das suspeitas apontadas, exceto se, a toda evidência, revelarem-se inteiramente infundadas”, decidiu Fachin.

 

Fonte: R7


Nós, políticos europeus de diversas tendências, estamos particularmente inquietos com a prisão arbitrária do ex-presidente Lula da Silva, detido desde 7 de abril último, na cidade de Curitiba-PR. Após o Golpe de Estado institucional contra Dilma Rousseff, em 2016, a recente prisão de Lula, sem provas, não pode deixar nenhum democrata indiferente. A quantas anda o respeito ao Estado de Direito no Brasil ?

Levando-se em conta que as eleições presidenciais devem acontecer em outubro de 2018, Lula representa uma alternativa para numerosos brasileiros e brasileiras face à crise que o país atravessa atualmente. Sob esse ponto de vista, ele é incômodo para aqueles que tomaram o poder e que não pretendem abandonar seus cargos.

O simulacro de processo contra Lula revelou igualmente a parcialidade de uma parte do Ministério Público e do poder judiciário brasileiro. Ele deu-se com o apoio dos grandes meios de comunicação e de parte do exército, que aproveitou para interferir nas questões políticas e judiciárias em curso, o que é muito preocupante em um país ainda marcado pelos estigmas da ditadura militar que se estendeu de 1964 a 1985.

Esta detenção de Lula ocorreu em um contexto político particularmente tenso no Brasil, que teve como ponto culminante o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, no 14 de março passado, em meio à escalada de violências que assolam o Brasil, das favelas ao mundo político. Em 27 de março último, a caravana do ex-presidente Lula foi, aliás, alvo de tiros quando de sua passagem pelo Sul do país.

Nenhuma oposição política poderia justificar a denegação democrática que reina hoje no Brasil. Nenhum processo judiciário deve ser utilizado para fins políticos, a fim de reduzir ao silêncio um líder carismático porque este incomoda. Se a luta contra a corrupção é legítima e essencial, ela não deve ser travada em detrimento da presunção de inocência e do respeito à Constituição.

É por isto que convocamos os democratas do mundo inteiro a reagir, e nos associamos a todas as forças políticas, sindicais e sociais, bem como a todos os brasileiros e brasileiras que se oponham à detenção arbitrária do ex-presidente Lula.

Laurence Cohen, Senadora, PCF, França, Martina Anderson, Deputada europeia, Sinn Féin, Irlanda, Eliane Assassi, Senadora, Lider da bancada comunista no senado, França, Clémentine Autain, Deputada, FI, França, Esther Benbassa, Senadora, EELV, França, Ugo Bernalicis, Deputado, FI, França, Eric Bocquet, Senador, PCF, França, Lynn Boylan, Deputada europeia, Sinn Féin, Irlanda, Alain Bruneel, Deputado, PCF, França, Matt Carthy, Deputado Europeu, Sinn Féin, Irlanda, Luc Carvounas, Deputado, PS, França, André Chassaigne, Deputado, PCF, Lider da bancada comunista na Assembleia Nacional, França, Pierre-Yves Collombat, Senador, Esquerda, França, Eric Coquerel, Deputado, FI, França, Nikos Chountis, Deputado Europeu, Unidade Popular, Grécia, Javier Couso Permuy, Deputado europeu, Izquierda Unida, Espanha, Cécile, Cukierman, Senadora, PCF, França, Pierre Dharréville, Deputado, PCF, França, Caroline Fiat, Deputada, FI, França, Elsa Faucillon, Deputada, PCF, França, Eleonora Forenza, Deputada europeia, Altra Europa con Tsipras, Italia, Fabien Gay, Senador, PCF, França, Guillaume Gontard, Senador, Esquerda, França, Tania Gonzalez Peñas, Deputada europeia, Podemos, Espanha, Michelle Gréaume, Senadora, PCF, França, Patrice Joly, Senador, PS, França, Michel Larive, Deputado, FI, França, Joël Labbé, Senador, Ambientalista, França. Pierre Laurent, Senador, PCF, Secretario nacional do PCF, França, Jean-Paul Lecoq, Deputado, PCF, França. Patrick Le Hyaric, Deputado europeu, PCF-Frente de Esquerda, França, Serge Letchimy, Deputado, PPM, França, Marie-Noëlle Lienneman, Senadora, PS, França, Paloma Lopez Bermejo, Deputada europeia, Izquierda Unida, Espanha, Edouard Martin, Deputado Europeu, PS, França. Emmanuel Maurel, Deputado Europeu, PS, França, Luke Ming Flanagan, Deputado europeu, Independente, Irlanda, Liadh Ní Riada, Deputada europeia, Sinn Féin, Irlanda, Danièle Obono, Deputada, FI, França, Pierre Ouzoulias, Senador, PCF, França, Stéphane Peu, Deputado, PCF, França, Joao Pimenta Lopes, Deputado europeu, PCP, Portugal, Loïc Prud'Homme, Deputado, FI, França, Christine Prunaud, Senadora, PCF, França, Adrien Quatennens, Deputado, FI, França, François Ruffin, Deputado, FI, França, Pascal Savoldelli, Senador, PCF, França, Neoklis Sylikiotis, Deputado Europeu, AKEL, Chipra, Estefanía Torres Martinez, Deputada europeia, Podemos, Espanha, Marie-Christine Vergiat, Deputada europeia, Frente de Esquerda, França, Marie-Pierre Vieu, Deputada europeia, PCF-Frente de Esquerda, França e Dominique Watrin, Senador, PCF, França.

 

Fonte: msn


A PF (Polícia Federal) pediu a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que investiga o pagamento de uma propina de R$ 10 milhões ao MDB pela Odebrecht e envolvem o presidente Michel Temer.

O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República para parecer e terá que ser aprovado pelo relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.

O inquérito investiga o pedido e posterior pagamento de uma propina de R$ 10 milhões feito pelo MDB à Odebrecht, negociado em um jantar no Palácio do Jaburu onde estariam presidentes Temer, então vice-presidente, e o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

 

Fonte: R7


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