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Política 781

No próximo dia 29 de maio, Pelé vai ficar frente a frente com o juiz Marcelo Bretas, responsável pelas investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, o Rei do Futebol não está sob investigação. Ele apenas vai depor como testemunha defesa de Carlos Arthur Nuzman.

Notícias ao Minuto

© Fornecido por New adVentures, Lda. Notícias ao Minuto

É que o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro arrolou Pelé no processo em que é acusado de participar de um esquema de corrupção que comprou votos para que o Rio de Janeiro fosse escolhido como sede dos Jogos de 2016.

Na época, Pelé atuou como embaixador da candidatura da capital fluminense.

 

Fonte: msn


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (10) mais um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o mês passado.

Fachin negou seguimento ao pedido, ou seja, entendeu que não sequer poderia ser analisado. Lula ainda pode recorrer à Segunda Tuma do Supremo.

Mais cedo, nesta quinta, a Turma rejeitou por unanimidade um pedido da defesa de Lula, em julgamento virtual.

O novo recurso de Lula foi apresentado contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em março, negou habeas corpus ao ex-presidente. Na prática, se o pedido fosse aceito, impediria a prisão do petista.

No mês passado, o ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ, enviou o processo, de 2 mil páginas, para o Supremo. O caso foi registrado somente nesta quinta no sistema processual do STF.

Argumentos da defesa

Os argumentos da defesa do ex-presidente foram apresentados ao STJ em janeiro deste ano.

A defesa diz que não há necessidade de prisão antes de uma condenação definitiva porque o ex-presidente não é perigoso e não cometeu ato que possa ser considerado risco ao desenvolvimento do processo.

"Não se verifica, com base na observação de elementos concretos, qualquer razão que justifique a necessidade da execução provisória da pena".

A defesa apontou, ainda, que Lula é primário e de bons antecedentes criminais; responde pelo cometimento de crimes não violentos; tem 72 anos de idade; e exerceu o posto de mandatário da nação por duas vezes, tendo implementado diversas políticas de prevenção e repressão àcriminalidade organizada e à prática de crimes econômicos e financeiros.

O ex-presidente já teve um habeas corpus negado pelo plenário do Supremo no começo de abril, por seis votos a cinco.

Prisão de Lula

Lula foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), segunda instância da Justiça responsável pela Lava Jato, a 12 anos e 1 mês de prisão, em regime inicialmente fechado.

 

Fonte: Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

 

  


O ministro Jorge Mussi, do  TSE (Tribunal Superior Eleitoral), restabeleceu os direitos políticos do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e de seu aliado, o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), que foi secretário municipal.

Mussi suspendeu decisão do  TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), que em 2016 declarou ambos inelegíveispor oito anos, após condená-los por abuso de poder econômico e político e conduta vedada a agentes públicos.

A condenação se deu porque Pedro Paulo usou, durante sua campanha à prefeitura carioca em 2016, trecho do planejamento estratégico “Visão Rio 500”, financiado, formulado e lançado pelo município no governo de Paes, de quem foi secretário. Pedro Paulo ficou em terceiro lugar nas eleições de 2016

O ministro do TSE entendeu que não houve nenhuma irregularidade, pois o planejamento era público e acessível “a qualquer um do povo, inclusive por outros pré-candidatos, os quais também poderiam incorporá-lo aos planos de governo”.

O Ministério Público Eleitoral considerou ilegal a utilização do plano na campanha, pois ele teria sido financiado pela prefeitura com o objetivo de beneficiar eleitoralmente Pedro Paulo.

Mussi entendeu que isso seria insuficiente para resultar em condenação, pois segundo ele “não se vislumbra qual o proveito eleitoral auferido por Pedro Paulo Carvalho Teixeira ao anexar, ao seu registro de candidatura, plano de governo com base em planejamento estratégico anterior e acessível a qualquer pessoa”.

 

Fonte: msn


O promotor eleitoral Luiz Henrique Dal Poz denunciou nesta quinta-feira, 10, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) por crime eleitoral no âmbito da Operação Cifra Oculta. A denúncia atribui ao petista caixa dois de R$ 2,6 milhões da UTC Engenharia na campanha de 2012, que o elegeu. A promotoria acusa outros quatro na mesma denúncia: o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Francisco Macena, responsável pela contabilidade da campanha e os empresários e donos das gráficas Francisco Carlos de Souza e Ronaldo Cândido.

A denúncia foi entregue à 1.ª Zona Eleitoral, por violação ao artigo 350 do Código Eleitoral - sanção de até cinco anos de reclusão. O promotor imputa a Haddad falsidade ideológica, conteúdo falso, na prestação de contas de 2012. "Haddad omitiu informações, bem como inseriu dados inexatos, que não correspondem à realidade", afirma o promotor.

"Ele [ex-prefeito] deixou de contabilizar valores, bem como se utilizou de notas inidôneas para justificar despesas".

Os valores teriam sido repassados pela empreiteira diretamente às gráficas de Francisco Carlos de Souza, ex-deputado estadual e líder sindical conhecido no PT como 'Chico Gordo'. Ele confessou que recebeu os pagamentos, mas disse que não eram destinados à campanha do ex-prefeito, e sim a outros candidatos petistas cujos nomes não revelou à PF.

A denúncia narra que R$ 3 milhões teriam sido negociados no empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, e depois repactuados para R$ 2,6 milhões. Além do empreiteiro, que é delator, o doleiro Alberto Youssef também citou as operações em depoimento.

COM A PALAVRA, HADDAD

"O ex-prefeito Fernando Haddad qualificou a denuncia oferecida pelo promotor Luiz Antônio Dalpoz como um absurdo. Ele disse que na fase de investigação ficou mais do que provado que os pagamentos referentes a serviços gráficos não correspondiam a sua campanha eleitoral. Haddad vai se defender na Justiça.

COM A PALAVRA, ADVOGADOS PIERPAOLO BOTTINI E LEANDRO RACA, QUE DEFENDEM HADDAD

A defesa de Fernando Haddad ainda não teve acesso à denúncia, mas podemos afirmar desde logo que não há qualquer elemento que sugira que os valores tratados por Ricardo Pessoa tenham sido empregados em sua campanha. Todos os interesses da UTC na cidade de São Paulo foram contrariadas pela gestão Haddad. Lamentamos que investigação do caso tenha sido feita de forma enviesada e negligente e que o Promotor tenha apresentado denuncia sem qualquer fundamento nas provas dos autos. Pierpaolo Bottini e Leandro Raca

 

Fonte: msn


O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho afirmou, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que o empresário Fernando Bittar emprestou o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2011, após o mandato, para que o petista pudesse armazenar bens do acervo presidencial após deixar o mandato. Ele negou ter conhecimento das reformas realizadas no imóvel. Carvalho prestou depoimento como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht.

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Carvalho afirmou que a relação entre Lula e Jaco Bittar, ex-prefeito de Campinas e pai do proprietário do sítio, era 'fraterna' e de longa data, em razão da proximidade das famílias. "Não havia visita que a família fazia a Brasília que não vinha alguém da família Bittar". Ambos foram fundadores do PT.

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O ex-ministro diz ter ouvido pela primeira vez falar no sítio em 2011, quando foi chamado para 'rezar o terço' em uma festa junina no imóvel, quando haveria uma 'homenagem a Dona Marisa [Marisa Letícia, ex-primeira dama, falecida em fevereiro de 20170'.

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No dia seguinte, ele alega ter tido uma conversa com Lula. "Ele me relatou naquele momento que, no dia 15 de janeiro, ele estava no Guarujá de férias, a Marisa chamou a ele dizendo que tinha uma surpresa pra ele que era o Fernando oferecendo uma chácara para eles usarem se ele quisesse".

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"Aí, ele depois de mostrar falou: 'eu to com uma dúvida, porque a Marisa gosta muito daqui e Fernando tá até disposto a vender para a gente, mas eu não sei se é o caso porque essa chácara é muito longe, eu prefiro alguma mais perto lá da Billings, que é onde tem uma pequena chácara'", afirmou.

Carvalho afirmou que, 'para ele', a 'chácara era do Fernando, que ofereceu' a Lula. O ex-ministro justifica que o ex-presidente precisava de um local para armazenar os bens que acumulou enquanto presidente da República.

Ele afirma ter sugerido a Lula que fizesse uma reunião com empresários, 'assim como fez Fernando Henrique Cardoso, em relação ao Instituto FHC', para arrecadar recursos. No entanto, Lula teria dito que não iria 'se preocupar com isso'.

"A mesma preocupação tinha a Marisa, preocupação com as coisas deles, que não tinha pra onde levar. De tudo que eu sei, eles acabaram falando com o Fernando e ele emprestou aquela chácara", concluiu.

Ele negou saber de reformas tocadas pelo ex-assessor de Lula, Rogério Aurélio Pimentel. As obras são objeto de acusação do Ministério Público Federal. Para a força-tarefa da Lava Jato, elas configuram suposta propina de R$ 1 milhão da Odebrecht, OAS e Schahin ao ex-presidente.

O caso envolvendo o sítio representa a terceira denúncia contra Lula no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo a acusação, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin, com o pecuarista José Carlos Bumlai, gastaram R$ 1,02 milhão em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobrás. A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira.

O imóvel foi comprado no final de 2010, quando Lula deixava a Presidência, e está registrado em nome de dois sócios dos filhos do ex-presidente, Fernando Bittar - filho do amigo e ex-prefeito petista de Campinas Jacó Bittar - e Jonas Suassuna. A Lava Jato sustenta que o sítio é de Lula, que nega.

 

Fonte: msn


Os eleitores brasileiros têm somente até esta quarta-feira (9) para comparecer a um cartório e regularizar a situação eleitoral para votar nas eleições deste ano.

Entre os serviços que não poderão ser realizados a partir de amanhã estão a emissão do título de eleitor, a mudança do local de votação, o cadastramento biométrico, a solicitação de atendimento especial para deficientes e a inclusão do nome social no título de eleitor.

 O prazo limite está presente na Lei das Eleições (9.504/1997), que determina que “nenhum requerimento de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido dentro dos 150 dias anteriores à data da eleição”. Neste ano, o primeiro turno do pleito está marcado para acontecer no dia 7 de outubro.

A Constituição Federal estabelece que o comparecimento nas eleições é obrigatório para todos os brasileiros com mais de 18 anos. O voto é facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e adolescentes com idade entre 16 e 18 anos, que também têm somente até hoje para emitir o documento com a permissão para votar.

Quem perder o prazo para alguns dos serviços, como a regularização da situação eleitoral após o não comparecimento a três votações e o cadastramento biométrico, terá o título cancelado e perderá o direito de escolher seus candidatos para os cargos de presidente, governador, senador e deputados federais e deputados estaduais e distritais.

O cancelamento do título de eleitor impede ainda a inscrição em concursos públicos, a obtenção de passaporte ou CPF, a renovação de matrícula em estabelecimento de ensino oficiais e a tomada de empréstimos em bancos estatais. Após ter o título cancelado, o TSE afirma que os eleitores só terão a chance de regularizar novamente a situação após o segundo turno das eleições.

O TSE afirma que caberá ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de cada um dos Estados decidir sobre uma eventual flexibilidade no horário de atendimento nesta quarta-feira.

 Prazos se encerram nesta 4ª, a 150 dias das eleições

Prazos se encerram nesta 4ª, a 150 dias das eleições

Edu Garcia/R7 - 21.03.2018

Como regularizar?

Para tirar o título de eleitor, o brasileiro deve comparecer a uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral com carteira de identidade, carteira de trabalho ou certidão de nascimento/casamento, comprovante de residência original e recente e certificado de quitação com o serviço militar para homens maiores de 18 anos.

Para tirar a segunda via do documento, é necessário ir a um cartório eleitoral do município, portando apenas documento de identidade.

Já para aqueles que desejam mudar o local de votação, basta comparecer a qualquer cartório eleitoral munido de um documento oficial com foto e de seu novo comprovante de residência.

Travestis e transexuais que desejarem incluir no título de eleitor o nome social, por sua vez, devem levar a um cartório a declaração do nome com o qual deseja ser identificado. O nome civil e o nome social ficarão registrados nos bancos de dados de eleitores.

Biometria

Quem perdeu o prazo para realizar o cadastramento biométrico nos municípios de 22 Estados em que o voto com a digital será obrigatório também têm somente até esta quarta-feira para comparar a um posto da Justiça Eleitoral e evitar o cancelamento do título.

 

Fonte: R7


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (8), por unanimidade, pelo recebimento da denúncia por lavagem de dinheiro e associação criminosa contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima; seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA); e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, de 84 anos.

O caso está relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados no apartamento de um amigo de Geddel em Salvador. Ele foi preso preventivamente em 8 setembro do ano passado, três dias após o dinheiro ser encontrado. Posteriormente, um fragmento de impressão digital encontrado no material apreendido foi apontado pela Polícia Federal como sendo do ex-ministro.

Ministro Edson Fachin, relator do inquérito, durante sessão da Segunda Turma do STF que decidiu sobre o caso de Geddel  (Valter Campanato/Agência Brasil)

Fachin afirmou haver “elementos suficientes” para justificar a abertura de ação penal, com base em depoimentos, provas documentais e periciais. Em breves votos, os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello acompanharam o relator.

O relator descreveu crimes de corrupção e peculato que são investigados em outros inquéritos como suficientes para indicar a origem do dinheiro e a existência de associação criminosa no seio da família Vieira Lima. O processo agora passará para uma nova etapa de apuração, com prováveis novas diligências e coleta de depoimentos.

Também por unanimidade, os ministros decidiram arquivar as acusações conta Gustavo do Couto Ferraz, um antigo aliado de Geddel cujas digitais foram encontradas no dinheiro apreendido. Fachin disse ter ficado claro, pelas investigações da Polícia Federal, que Ferraz apenas transportou parte da quantia, o que não seria ilegal, e não teve participação em crimes ligados ao dinheiro.

Foram tornados réus ainda Job Brandão, ex-assessor parlamentar de Lúcio Vieira Lima; e o empresário Luiz Fernando Machado, administrador da empresa Cosbat, que teria sido usada pela família Vieira Lima para lavar dinheiro.

Acusação a Geddel

A denúncia foi apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em dezembro do ano passado. Segundo ela, a quantia milionária é a maior apreensão de dinheiro vivo da história do Ministério Público Federal (MPF).

Na acusação, Raquel Dodge sustentou que o dinheiro seria proveniente de esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal investigados em outras ações penais. Geddel foi vice-presidente do banco. Outra parte teria sido acumulada por Lúcio Vieira Lima por meio do crime de peculato, em que o parlamentar se apropriou de parte do salário do ex-assessor parlamentar Job Brandão.

Além do dinheiro encontrado, outros R$ 12 milhões teriam sido lavados por Marluce, Geddel e Lúcio por meio de investimentos em imóveis de alto padrão em Salvador, em empreendimentos da empresa Cosbat, administrada por Luiz Fernando Machado.

“E, como nós sabemos, não foram apenas R$ 51 milhões. Com tudo o que já li sobre o Geddel nos processos, a coisa já passou muito e muito de R$ 100 milhões em vantagens indevidas em razão do cargo. O paciente continua sendo investigado por corrupção, peculato”, disse a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques, em sustentação oral nesta terça-feira.

Cláudia Sampaio pediu que Geddel continue preso. “Seria um desplante, um descaso com a Justiça, soltar um paciente nessas condições.”

Defesas

De acordo com a defesa de Geddel, a origem dos R$ 51 milhões decorre da “simples guarda de valores em espécie”. O valor seria fruto de “investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com dinheiro vivo”.

O advogado Gamil Föppel, que representa a família Vieira Lima, afirmou nesta terça-feira que a denúncia da PGR é inepta, pois não descreveu, especificamente, quais crimes teriam sido praticados pela suposta associação criminosa, dando origem a recursos ilícitos a serem lavados.

“A denúncia não descreve atos de corrupção e não descreve atos de peculato”, destacou o advogado. “Descreve o antefato, descreve o pós-fato, mas não descreve o miolo da acusação”, acrescentou. “É insustentável se falar em associação criminosa sem que se descrevam os crimes.”

Ao defender a soltura imediata de Geddel, o advogado argumentou não haver nenhum risco de que ele volte a cometer crimes. Ele afirmou que o político é alvo de “uma cruzada de perseguição dos órgãos de controle”, com o intuito de “demonizá-lo perante a opinião pública”.

O advogado César de Faria Júnior, que representa o empresário Luiz Fernando Machado, argumentou que seu cliente agiu de boa-fé ao receber quantias em cheque e em espécie das mãos da família Vieira Lima. “O fato de ele ter depositado esse dinheiro não pode ter outra consequência se não militar em seu favor”, disse.

O defensor Marcelo Ferreira de Souza, que representa Job Brandão, apontou a contradição da acusação contra o ex-assessor parlamentar, que foi denunciado por desvios milionários, mas sequer possui um carro popular, sendo pobre “no sentido mais literal do termo”.

 

Fonte: msn


Reportagem de VEJA teve acesso à ala restrita do prédio onde Lula está preso em Curitiba e revela os detalhes da rotina do ex-presidente na cadeiaAssim como os demais presos, o petista tem direito a duas horas diárias de banho de sol — e pode optar pelo horário que achar melhor.

É um momento tenso, que mobiliza quase todo o aparato de segurança na Polícia Federal, ainda que o banho de sol ocorra bem perto da cela de Lula, no terraço do 4º andar do prédio. Antes de autorizar a saída dele, um agente verifica se o clima está adequado e, principalmente, se há drones sobrevoando a região. Se espiões eletrônicos forem detectados, a ordem é abatê-los a tiros.

 

Lula não pode ser visto. Para evitar surpresas, a Polícia Federal mantém informantes a postos nos aeroclubes de Curitiba. Não é proibido sobrevoar o prédio, mas, ao menor sinal de aproximação de aeronaves, o ex-presidente é conduzido para dentro da sala — por questões de segurança, mas não apenas por isso.

A determinação é impedir que sejam feitas imagens de Lula preso — uma condição que ele próprio impôs antes de se entregar às autoridades. A PF está providenciando a instalação de um toldo na área do banho de sol para dificultar ainda mais que sejam feitas imagens do petista. Se alguém fosse detectado bisbilhotando do alto, Lula poderia ser rapidamente colocado debaixo do toldo.

 

Fonte: msn


O TRF4 (Tribunal Regional da 4ª Região) negou no final da tarde desta sexta-feira (5) mais um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que fosse suspensa a decisão da 8ª Turma que condenou o ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão.

Lula está preso desde o dia 7 de abril, em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

De acordo com a desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, vice-presidente do Tribunal, embora presente o periculum in mora (perigo na demora) decorrente da prisão do petista, não foram preenchidos os demais requisitos necessários para que a decisão fosse suspensa.

“Vale dizer, somente com argumentos sólidos e passíveis de acolhimento pelas instâncias superiores, do ponto de vista da legalidade e constitucionalidade, é que se pode obstaculizar o cumprimento do julgado emitido pela Corte Regional”, afirmou a vice-presidente.

Os advogados de Lula alegavam que teria havido violação ao juiz natural, ou seja, o juiz Sérgio Moro não seria competente para julgar os casos que envolvem a Operação Lava Jato. Eles também pediam a inobservância do princípio da ampla defesa, a atipicidade e equívocos na dosimetria da pena.

Recursos em instâncias superiores

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no dia 23 de abril de dois recursos no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex e contra os julgamentos que negaram os embargos de declaração. Os recursos são destinados ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O recurso especial (STJ) e extraordinário (STF) ainda não foram avaliados pela vice-presidência do TRF4, que verifica o preenchimento dos requisitos necessários ao recebimento e remessa aos tribunais superiores.

 

Fonte: R7


Extratos fornecidos pelos dois doleiros que denunciaram o esquema investigado na operação ‘Câmbio Final’, aos quais o Jornal Nacional, da TV Globo, teve acesso, mostram transferências para Altair Alves Pinto, um operador da cúpula do MDB citado pelo doleiro Lúcio Funaro.

As investigações apontam que os doleiros movimentavam grandes quantias de dinheiro diariamente. As operações eram registradas em planilhas.

Uma rede de doleiros, que atuavam em 52 países, era utilizada por políticos e empresários para enviar dinheiro para o exterior ou receber valores no Brasil sem pagar impostos. Como o montante não é rastreado pelo Banco Central, escapa das autoridades e dos impostos.

O esquema de lavagem de dinheiro foi delatado pelo doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, e Claudio Barbosa, o Toni. A dupla entregou toda a contabilidade dos operadores chefiados pelo doleiro Dario Messer, que está foragido da Justiça.

A equipe do Jornal Nacional analisou os extratos e cruzou os nomes que aparecem nos documentos com arquivos apreendidos em outras fases da Lava Jato. O jornal teve acesso à planilha do doleiro nomeado como “Ministro” no sistema, que é Lúcio Funaro.

Foram encontradas 65 movimentações financeiras relacionadas ao nome de Altair no extrato. As operações somam quase R$ 10 milhões.

Segundo Funaro, Altair era o responsável por repassar dinheiro para o ex-deputado Eduardo Cunha e para o presidente Michel Temer.

“Eu tenho certeza que parte do dinheiro que era repassado, que o Eduardo Cunha capitaneava em todos os esquemas que ele tinha, ele dava um percentual também pro Michel Temer. Eu nunca cheguei a entregar mas o Altair deve ter entregado assim, algumas vezes”, disse o doleiro.

“O Altair as vezes comentava. Que tinha que entregar um dinheiro pro Michel, o escritório do Michel é atrás do meu escritório, entendeu?”, completou.

O ex-funcionário da Odebrecht, José Carvalho Filho, também já havia citado a participação de Altair no esquema. Num depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no processo de cassação da chapa Dilma/Temer, ele disse ter recebido do ministro Eliseu Padilha vários endereços pra entrega de dinheiro. Um deles, em São Paulo, era do "senhor Altair ou Zabo". A entrega foi de R$ 500 mil e está registrado nas planilhas de Funaro.

O Planalto e a defesa de Eliseu Padilha negam terem recebido propinas. Eduardo Cunha não quis se manifestar.

De acordo com as planilhas, Funaro movimentou quase R$ 83 milhões de 2011 a 2016. Juntos, os 47 doleiros, que tiveram a prisão decretada na quinta-feira (3), movimentaram quase R$ 6 bilhões.

 

Fonte: msn


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