Política

Política 783

.Por meio de sua conta pessoal no Twitter, o presidente Michel Temer explicou por que utilizou a palavra acidente para classificar o massacre que deixou 56 mortos no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), na capital amazonense.

"Sinônimos da palavra 'acidente': tragédia, perda, desastre, desgraça, fatalidade", escreveu, referindo-se à própria declaração feita pela manhã de ontem (5), ao abrir a reunião do Núcleo Institucional do governo que discutiu o sistema carcerário brasileiro.

Durante a reunião, o presidente anunciou que será construído um presídio novo em cada um dos 26 estados e no Distrito Federal. Só na construção de cinco presídios federais o governo vai investir R$ 200 milhões, além de outros R$ 150 milhões para instalar bloqueadores de celular em pelo menos 30% das penitenciárias brasileiras.

Em entrevista após o encontro, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que o novo Plano Nacional de Segurança contemplará, no quesito carcerário, três objetivos: reduzir homicídios dolosos e feminicídios, promover o combate integrado à criminalidade transnacional – tráfico de drogas e de armamento pesado – e a racionalização e a modernização do sistema penitenciário.

Além dos 56 presos que foram assassinados durante o motim no Compaj, outros quatro detentos morreram na Unidade Prisional de Puraquequara, também em Manaus. As rebeliões tiveram como consequência a fuga de 184 presos. Nesta quinta-feira (5), a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas informou que 65 deles foram recapturados.

Fonte: Agência Brasil


O prefeito Naumi Amorim (PMB) montou um secretariado com nomes oriundos da administração do antecessor Washington Gois (PROS) e, para agradar os aliados políticos, acatou as indicações feitas pelo grupo do ex-vice-governador e conselheiro do TCM, Domingos Filho, para os cargos de Secretário de Educação (Lindmar Soares), de Saúde (Moacir de Sousa Soares.) e de Finanças (Marcus Mota).

Lindomar, com passagem pela Universidade do Parlamento da Assembleia Legislativa, Moacir, ex-secretário de Saúde na gestão de Patrícia Aguiar, Marcus Mota, ex-secretário de Finanças e Administração de Maranguape, tem ligações diretas com Domingos. Os nomes aceitos são um recado aos que duvidam da lealdade de Naumi Amorim a Domingos Filho.

Três outros nomes – entre os secretários definidos, eram vinculados à administração de Washington Gois: o ex-vice-prefeito de Caucaia, Paulo Guerra, assumiu a Secretaria de Turismo e Esporte. Guerra comandava o Programa Minha Casa, Minha Vida no segundo mandato de Gois.

A esposa do vereador eleito Mersinho Gonçalves, Daniela Sousa Gonçalves, ganhou a Secretaria de Ação Social. Mersinho ocupou o mesmo cargo quando Washington Gois era prefeito. Outro afilhado político de Gois, o contador Hipólito Índio, voltou para o cargo de presidente do Instituto de Previdência do Município. 

Conteúdo Grande Porto.


O presidente Michel Temer disse hoje (5) que, diante da situação do sistema prisional brasileiro, vai liberar R$ 1,8 bilhão para a segurança pública ainda neste primeiro semestre, e outros R$ 800 milhões para a construção de pelo menos um presídio por unidade federativa.

Ele disse, ainda, que pretende disponibilizar R$ 150 milhões para a instalação de bloqueadores de celulares em pelo menos 30% dos presídios de cada estado, e R$ 200 milhões para a construção de mais cinco presídios federais.

Temer aproveitou a abertura da reunião para enviar uma mensagem às famílias das vítimas do massacre em Manaus. “Quero me solidarizar com as famílias que tiveram seus presos vitimados naquele acidente pavoroso que ocorreu no presídio de Manaus”.

O presidente da República disse que não houve “uma responsabilidade objetiva, clara e definida dos agentes estatais” no episódio de Manaus, uma vez que os presídios da capital amazonense têm serviços terceirizados.

“Claro que [as autoridades] tinham de ter informações e acompanhamento. Os dados foram acompanhados pelo Ministério da Justiça desde o primeiro dia. [O ministério] colocou todos dispositivos federais por conta do presídio de Manaus”.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto durante a abertura da reunião do presidente com o núcleo institucional do governo, que discute questões de segurança e de defesa. O encontro ocorre após a rebelião de presos no Complexo Prisional Anisio Jobim (Compaj), em Manaus, que resultou na morte de pelo menos 56 presos.

“Quero registrar que haverá determinação do Ministério da Justiça, referente ao Plano Nacional de Segurança Pública [ainda a ser anunciado], para que os presídios que vierem a ser construídos nos estados, aos quais já destinamos R$ 1,8 bilhão, R$ 800 milhões vão para a construção de pelo menos um presídio por estado”, disse Temer. “R$ 150 milhões serão para [a instalação de]  bloqueadores de celular em pelo menos 30% dos presídios dos estados”, acrescentou.

Presos serão separados

Segundo o presidente, a ideia é, com a construção dos novos presídios, separar presos em função do delito cometido, da idade e do gênero, conforme prevê a Constituição.

O presidente disse, ainda, que o governo decidiu pela “ construção de mais cinco presídios federais para [detidos] de alta periculosidade. A verba para isso será de cerca de R$ 200 milhões”, disse Temer, ressaltando que tudo deverá ser feito no menor prazo possível.

 

“A União há de ingressar fortemente nessa matéria. A questão da segurança pública, embora cabível aos estados, ultrapassou os limites dos estados. Temos recursos para essa matéria sem invadir a competência estadual. Não vamos invadir, mas vamos estar presentes”, afirmou.

Segundo Temer, as datas para a assinatura dos repasses e a adesão dos estados ao Plano Nacional de Segurança Pública ainda serão definidas.

A rebelião no Compaj, no Amazonas, resultou na morte de pelo menos 56 pessoas, no segundo maior massacre em presídios brasileiros, atrás somente de Carandiru, em São Paulo, em 1992. Outros quatro presos morreram na Unidade Prisional de Puraquequara, também em Manaus. O motim teve como consequência a fuga de 184 presos. Desses, 63 já foram recapturados, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Participaram da reunião de hoje, no Palácio do Planalto, ministros de diversas pastas, como Justiça, Fazenda, Relações Exteriores, Defesa e Gabinete de Segurança Institucional.

Fonte: Agência Brasil.


Em campanha para se reeleger presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai fazer nas próximas semanas ofensiva sobre governadores em busca de apoio para consolidar votos das bancadas nos Estados para sua recondução ao comando da Casa em 2 de fevereiro, para quando está marcada a próxima disputa pela presidência e outros cargos da Mesa Diretora.

Na agenda de viagens pelo Brasil que deve começar nesta semana, Maia deve se encontrar com os governadores de Estados como Alagoas, Renan Filho (PMDB), e Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD). De acordo com interlocutores do deputado do DEM, ele também pretende se encontrar com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante a campanha.

Em Alagoas, além de Renan Filho, o atual presidente da Câmara também planeja se encontrar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Calheiros é pai do governador alagoano e um dos principais caciques do PMDB, maior partido da Casa, com 64 deputados federais. Maia tenta fechar o apoio do PMDB, oferecendo em troca à sigla a indicação da 1ª vice-presidência em sua chapa.

Com o governador potiguar, o deputado do DEM busca atrair mais apoio do PSD, partido cujo líder na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), já se lançou candidato ao comando da Casa. No partido, ele já procurou o ministro Gilberto Kassab (Comunicações), que comanda o PSD, mas que já foi do DEM, e teria prometido apoiar Maia caso Rosso desista da candidatura.

Alckmin, com quem Maia também pretende se encontrar, tem boa influência sobre a bancada paulista, a maior da Casa, com 70 deputados. Em entrevista à imprensa no início de novembro, o governador paulista afirmou que a reeleição de Maia era uma “solução natural” para Câmara. “Ele (Maia) vai a alguns lugares específicos na campanha, fazer conversas cirúrgicas”, afirmou um interlocutor do Democrata.

Em 1º de dezembro, Maia esteve com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), no Recife para pedir ajuda do gestor para fechar o apoio do PSB a sua candidatura. Na sexta-feira, 6, o presidente da Câmara pretende ir de novo à capital pernambucana, onde marcou almoço com a bancada de deputados federais do Estado para pedir votos para sua reeleição.

Interlocutores de Maia dizem que, nas conversas com os governadores, o deputado do DEM tem discutido temas para uma agenda legislativa que ajude os Estados a superar a crise fiscal pela qual passam. Em 29 de dezembro, ele também conversou sobre uma agenda para os municípios com o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), durante reunião na capital baiana.

Com informações O Estado de São Paulo


Em fevereiro, após o fim do recesso da Corte, o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá homologar ou não as delações premiadas de 77 executivos da empreiteira Odebrecht, que citaram o envolvimento de políticos de vários partidos. São mais de 800 depoimentos que estão em análise pelo relator, ministro Teori Zavascki.

No início de dezembro, vieram à tona uma série de informações sobre o depoimento prestado pelo ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, à força tarefa da Operação Lava Jato. De acordo com reportagens, o executivo disse que entregou dinheiro vivo em 2014 ao advogado José Yunes, amigo e então assessor de Temer. Melo também citou nomes importantes do governo como o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, também do PMDB. Todos negam irregularidades e Yunes pediu demissão do cargo.

Para o cientista político e pesquisador Antônio Flávio Testa, da UnB, um dos desafios que o presidente poderá ter de lidar é se as investigações apontarem o envolvimento de ministros da equipe.

“O Temer já perdeu um aliado forte, que é o Geddel [Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo], e tem mais dois com a faca no pescoço: Eliseu Padilha [ministro da Casa Civil] e Moreira Franco [secretário-executivo do Programa de Parceria de Investimentos]. Isso para ele é uma situação muito difícil”, disse Testa.

De acordo com o cientista político da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Cláudio Couto, as investigações podem também atingir aliados no Congresso. “Nenhum parlamentar pode atirar pedras porque as investigações podem atingir muitos deles. É o que chamo de Síndrome de Demóstenes Torres, que foi um senador que atacava a todos até descobrirem que ele estava envolvido”.

TSE

Outro desafio será se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar as contas da chapa Dilma-Temer, eleita em 2014. Nos primeiros meses do ano, o relator do processo que pede a cassação da chapa, ministro Herman Benjamin, deve concluir o voto após analisar as perícias contábeis e os depoimentos das testemunhas.

“Claro que tem [a questão da] interpretação do jogo político, que pode adiar ou adiantar o processo no TSE. Na minha avaliação, pode adiantar se Temer não conseguir retomar a atividade econômica e se a Lava Jato continuar pegando personagens à sua volta. Isso pode acelerar o julgamento. E pode adiar se houver sinais de recuperação da economia, se seus aliados conseguirem se defender”, diz o cientista político Antônio Testa.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas.

“É difícil fazer previsões em um cenário como o atual, em especial por conta dos riscos que um aprofundamento da Lava Jato pode ter para o governo Temer e por conta do julgamento das contas de campanha da chapa Dilma-Temer, o que pode, inclusive, resultar na cassação do atual presidente”, disse o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Paulo César Nascimento.

Previdência

Paulo César Nascimento avalia que 2017 será um ano de “remédios amargos, de crescimento muito baixo e de reformas dolorosas”. “Não tem outro jeito: o Brasil terá de passar por isso para, em 2018, respaldado pelas eleições e com o apoio do Congresso, algo melhorar”, acrescentou.

Um dos primeiros desafios de Temer, já no início do ano, é o de aprovar a Reforma da Previdência. Com uma base forte no Congresso Nacional, o governo já conseguiu a aprovação da constitucionalidade do texto, encaminhado para análise das comissões da Câmara e do Senado. A reforma precisa ser aprovada em duas votações nos plenários de cada Casa.

Alguns pontos da proposta já causaram divergências – como a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria; 25 anos como tempo mínimo de contribuição; e a expectativa de que sejam necessários 49 anos de contribuição para se atingir a aposentadoria integral – e devem dificultar o caminho para a aprovação do texto. A proposta foi criticada por entidades sindicais de trabalhadores, entre elas a Força Sindical, que tem como liderança o deputado Paulinho da Força (SD-SP), aliado do governo.

Para Antônio Flávio Testa, a reforma sofrerá resistência dos trabalhadores e Temer precisará usar toda a bagagem e habilidade política para driblá-la. Na avaliação do cientista político, o presidente deve pedir o apoio da população.

“A comunicação dele [presidente] ainda não é no sentido de explicar a tragédia, pedir esforço da população, como foi feito em momentos decisivos como o Plano Real e no apagão. Acho que ele precisa fazer isso agora porque seu governo já começou com a ampulheta virada e o Brasil tem uma agenda muito curta. A partir de setembro do ano que vem, o país começará a discutir a sucessão. Aí sim ficará ruim [para avançar na tramitação de projetos impopulares no Congresso]”, disse.

O cientista político Cláudio Couto também afirma que a aprovação das reformas propostas será díficil. “Não será um ano fácil para o governo porque a agenda apresentada é muito pesada em termos de reforma. Temer disse que quer ser um presidente reformista, mas a gente sabe que fazer reforma não é coisa simples até porque costuma despertar resistências”, disse o cientista político da FGV, destacando a habilidade política do presidente e de vários de seus auxiliares.

“Temer já foi várias vezes presidente da Câmara e tem essa habilidade. O ex-presidente Lula também tinha. Já a Dilma, não. Ela tinha dificuldades até para delegar politicamente. Presidentes precisam ter esse tipo de habilidade, e não fazer de seus ministros meros garçons que atendem pedidos”.

Reforma do Ensino Médio

Para Testa, outros projetos que tramitam no Congresso não devem encontrar tantos problemas para serem aprovados, como, segundo ele, a medida provisória da reforma do ensino médio, que já passou pela Câmara e precisa agora ser analisada pelos senadores.

As mudanças motivaram ocupações de centenas de escolas pelo país por estudantes, que criticaram a forma como a proposta foi enviada aos parlamentares. Diante das críticas, o presidente da República chegou a dizer que o importante foi estimular o debate sobre o assunto, e não faz questão de que o texto aprovado seja o da MP, desde que as mudanças sejam aprovadas.

PSDB

Já com relação ao PSDB, principal partido aliado de Michel Temer, Antônio Flávio Testa, acredita que a legenda fará o “máximo esforço para ocupar mais espaços estratégicos no governo". “A tendência é eles ficarem com Temer, como já falaram, até viabilizarem um tucano como candidato à Presidência da República. Mas vão empurrar isso até o momento em que o governo Temer, na visão deles, ficar inviável”, disse Testa.

Para Cláudio Couto, o governo Temer e o PSDB têm afinidades e é interessante aos tucanos que o governo faça agora reformas impopulares, antes da próxima eleição presidencial quando o PSDB deve apresentar candidato ao cargo. “É interessante para os tucanos que o Temer se apresente como o chefe de um governo reformista”.

Na avaliação de Couto, apesar de pesquisas apontarem baixa popularidade de Temer, o que poderia colocar em risco o apoio do PSDB é se ocorrerem mobilizações e manifestações públicas contrárias ao atual governo. “Não gostar do governo é uma coisa. [Desgostar dele, a ponto de] motivar a população a se mobilizar contra ele é outra. O governo Temer, até o momento, não parece correr esse risco. Não está havendo ainda grandes mobilizações das pessoas contra ele. Se houver, é possível que não só o PSDB, mas outros partidos, desembarquem da base de apoio”.

 

Fonte: Agência Brasil


Temer nomeia indicado por Renan no CNJ

Terça, 03 Janeiro 2017 00:00 Written by

O advogado Henrique de Almeida Ávila, de 33 anos, foi nomeado nesta segunda-feira, 2, pelo presidente Michel Temer para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apoiado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Ávila teve a indicação aprovada pelo plenário do Senado em novembro, na disputa com o advogado do Senado Otávio Orzari.

Professor da PUC-SP, Ávila é advogado do escritório do criminalista Sérgio Bermudes, onde também trabalha Guiomar Mendes, casada com o ministro do STF. Ele assume em razão da renúncia do conselheiro Fabiano Silveira, ex-ministro da Transparência do governo Temer. Na sabatina no Senado, Ávila disse que o combate à morosidade da Justiça deve ser um dos focos do CNJ.

Câmara. Em relação à vaga no CNJ correspondente à Câmara, a Casa indicou em dezembro Maria Tereza Uille, procuradora de Justiça aposentada, por 141 votos, superando outros seis candidatos. A indicação segue para análise dos senadores.

Integrante do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça, Maria Tereza Uille também foi apoiada por Gilmar Mendes.

O CNJ tem 15 integrantes e é responsável por processos administrativos referentes aos juízes e à Justiça. É comandado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Candidatos a presidente da Câmara começam campanha

Terça, 03 Janeiro 2017 00:00 Written by

Os principais candidatos a presidente da Câmara começam nesta semana a viajar em campanha pelo Brasil. Eles buscam apoio das bancadas para se elegerem em 2 de fevereiro, data da eleição para o comando da Casa e outros cargos da Mesa Diretora.

Apesar de não confirmar publicamente que tentará a reeleição, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já marcou viagens. Ele convidou a bancada de deputados federais de Pernambuco para um almoço na sexta-feira, no Recife.

Maia tem o apoio da maioria do PSDB, PPS, DEM e de alguns parlamentares da oposição. Embora oficialmente diga que não vai se envolver na disputa, o Palácio do Planalto também trabalha nos bastidores pela reeleição do deputado fluminense.

O foco do presidente da Câmara tem sido garantir apoio do PMDB, maior partido da Casa e a quem o deputado do DEM ofereceu a primeira-vice-presidência da Câmara em sua chapa. Ele também articula para tentar rachar o Centrão, grupo de 13 partidos da base aliada ao governo, liderado por PP, PSD e PTB, e que tem dois candidatos ao comando da Casa.

 

Centrão. Um dos candidatos do Centrão é o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF). A exemplo de Maia, Rosso marcou viagens nesta semana. Deve ir a Goiânia e São Paulo para encontros com parlamentares. Ele também pretende viajar para Alagoas e Pernambuco no fim de semana. “Tudo pago pelo meu bolso”, afirmou.

O líder do PSD, que passou o réveillon na Paraíba, aproveitou a viagem para se encontrar com deputados federais do Estado, entre eles Aguinaldo Ribeiro, líder do PP na Câmara, e Rômulo Gouveia (PSD).

Outro candidato do Centrão, o líder do PTB na Casa, deputado Jovair Arantes (GO), ainda não definiu calendário de viagens. Ele marcou para esta terça-feira, 3, reunião com assessores para fazer o planejamento de campanha.

Oposição. Único candidato da oposição até o momento, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) não tem previsão de começar viagens. Ex-ministro das Comunicações do governo Dilma Rousseff, ele disse que, por enquanto, vai conversar com líderes da oposição.

“Vamos avaliar a conjuntura no decorrer dessas próximas duas semanas. Nosso grande desafio é buscar a unidade das oposições e apoio de outros partidos, desde que mantendo o objetivo da nossa candidatura, de um Parlamento independente”, disse Figueiredo ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O pedetista afirmou que só pretende começar a campanha após 16 de janeiro, data em que a bancada do PT, maior partido de oposição, marcou reunião para decidir como se posicionará durante a eleição da Câmara. No mesmo dia, o PDT também se reunirá para decidir se mantém ou não uma candidatura.

Supremo. Na semana passada, o deputado do PDT entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar, solicitando que a Corte proíba a candidatura de Maia. Figueiredo sustenta que a candidatura do deputado do DEM é inconstitucional.

Na ação, o ex-ministro afirma que o artigo 57 da Constituição proíbe a reeleição de presidentes do Legislativo no mesmo mandato. Maia, por sua vez, argumenta que o veto não se aplica a presidentes de mandato-tampão, como ele, eleito em julho de 2016 para um período de sete meses, após a renúncia do hoje deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O mandado de segurança de Figueiredo foi a segunda ação de adversários de Maia contra ele no Supremo. Partido do Centrão, o Solidariedade entrou com ação também pedindo que a candidatura de Maia seja declarada inconstitucional.

Com informações O Estado de São Paulo


Enquanto o acordo de delação premiada da Odebrecht não é homologado pelo Supremo Tribunal Federal, a Operação Lava-Jato avança nas investigações sobre políticos que receberam propinas da empreiteira. Para apurar se a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) recebeu dinheiro sujo da construtora, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos do petrolão na Corte, a quebra do sigilo telefônico da parlamentar. O pedido foi deferido no fim do ano passado.

Conforme VEJA revelou há dois meses, Gleisi é suspeita de figurar na lista do setor de propinas da Odebrecht com o apelido “Coxa”. A ex-ministra da Casa Civil teria recebido meio milhão de reais em  dinheiro vivo durante sua campanha para o governo do Paraná em 2014. Documentos encontrados pela Polícia Federal na sede da empreiteira relacionam o codinome “Coxa” a um número de telefone e a um endereço em São Paulo onde funciona a agência Sotaque Publicidade e Propaganda. O dono da linha telefônica é Bruno Martins Gonçalves Ferreira, ex-sócio da Sotaque, empresa que era administrada pelo marqueteiro Oliveiros Domingos Marques Neto, responsável pela campanha fracassada de Gleisi em 2014.

Procurado por VEJA, Bruno Martins Gonçalves esclareceu: “Caí de gaiato nessa história. Na verdade, o meu ex-sócio, Oliveiros Domingos, que estava cuidando da campanha da Gleisi em Curitiba, me pediu um favor: levar o Leones ( Dall’agnol, ex-chefe do gabinete de Gleisi Hoffmann) do aeroporto de Congonhas até o escritório da Odebrecht, em São Paulo. Na reunião que ocorreu na empresa e que acompanhei, foram pedidos recursos para a campanha da Gleisi, e o executivo da Odebrecht disse que iria ajudar. Não me lembro de terem discutido valores”. Bruno esclareceu, em depoimento prestado à Polícia Federal, que a reunião na sede da empreiteira foi conduzida por Fernando Migliaccio da Silva, executivo da empreiteira responsável pelo gerenciamento do departamento de propinas da companhia.

A quebra de sigilo telefônico, autorizada por Teori, também se estende a Bruno Martins Gonçalves, a Leones Dall’agnol e a Fernando Migliaccio, um dos 77 delatores da Odebrecht. O objetivo dos investigadores é conferir se os suspeitos se comunicaram entre si e depois provar, a partir de dados da localização dos celulares, que eles se reuniram na sede da Odebrecht.

Homem de confiança de Gleisi, Leones Dall’agnol integrou o conselho de administração dos Correios, presidido pelo ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, marido da senadora petista. O ex-chefe de gabinete da senadora petista teria embolsado uma propina de 600 000 reais de contratos dos Correios, segundo delação do ex-vereador do PT Alexandre Romano, conhecido como Chambinho.

Em setembro, Gleisi e Paulo Bernardo se tornaram réus na Lava-Jato após o STF aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República que os acusa de terem praticado os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, a senadora teria recebido 1 milhão de reais em propina da diretoria de abastecimento da Petrobras para a sua campanha eleitoral ao Senado em 2010. O casal nega as acusações.

Procurada por VEJA, a senadora Gleisi Hoffmann disse por meio de sua assessoria que desconhece as informações da investigação.

 

Fonte: Veja.com


O Prefeito Roberto Cláudio (PDT) e o vice-prefeito Moroni Torgan (DEM) foram empossados neste domingo (1º) na Câmara Municipal de Fortaleza, pelo presidente do Legislativo, Salmito Filho (PDT). Em seu discurso o prefeito agradeceu ao povo de Fortaleza, aos ex-governadores Cid e Ciro Gomes e a sua equipe. Ele disse que buscará o diálogo com a Câmara. Dos 43 vereadores ele inicia o mandato com 35 na base aliada e apenas oito na oposição.

A solenidade foi prestigiada pelo governador Camilo Santana, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque e pelo ex-governador Cid Gomes, além de vários deputados estaduais e federais.

“Terei a honra de implantar as propostas do projeto Fortaleza 2040, que foi suprapartidário e amplamente discutido. Tempo de pensar no futuro, pode ser o tempo de celebrar conquistas do passado e do presente. Apesar do Brasil estar mergulhado numa crise, tivemos uma rígida política fiscal que nos possibilitou manter os salários em dia, dando reajustes anuais. Em quatro anos investimos o maior volume de recursos de sua história”, disse.

Os fortalezenses estão tomando conta dos espaços públicos, das praças, ciclovias, se viu Fortaleza sair de casa. Fortaleza tem hoje mobilidade. Na saúde abrimos, 19 novos postos de saúde, cinco novas UPAs e agregamos 105 novos leito. Na Educação, abrimos mais de 80 novas creches e iniciamos a experiência de tempo integral, ampliamos o número de matrículas. Melhoramos todos os indicadores, principalmente o que avalia a alfabetização”, revelou.

Ele disse que continuará com investimentos na mobilidade, praças, areninhas, UPAs, novo IJF, redes de policlínicas, novo sistema de saúde-escola. Quanto ao seu vice-prefeito Moroni Torgan afirmou que ele ficará à frente de um Conselho de Segurança, que elaborará novas estratégias, como o vídeo monitoramento, e atuação conjunta com o Governo do Estado para a manutenção da segurança. “Queremos daqui a quatro anos, uma Fortaleza mais segura, com mais investimentos e com mais oportunidades, através da desburocratização e incentivos fiscais.“

Fonte: Ceará Agora


O novo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), exonerou cerca de 2,8 mil funcionários municipais que ocupavam cargos comissionados. A decisão, tomada um dia após a posse, foi divulgada no Diário Oficial do Município de hoje (2).

A prefeitura não divulgou o impacto financeiro dos cortes, mas anunciou que a medida antecipa um projeto de lei de reforma administrativa que será enviado à Câmara Municipal. Parte desses funcionários exonerados, porém, serão recompostos com nomes da confiança da nova gestão.

Além das secretarias, diversos órgãos públicos municipais também foram afetados pelas exonerações. Entre eles estão a Fundação Municipal de Cultura, a Fundação de Parques Municipais, a Superintendência de Limpeza Urbana e a Superintendência de Desenvolvimento da Capital. Houve cortes na Guarda Municipal, na Procuradoria-Geral do Município, na Ouvidoria e na Coordenadoria de Juventude.

 

No mês passado, quando anunciou seu secretariado, Kalil indicou que faria uma reforma estrutural da máquina pública municipal. O número de secretarias foi reduzido de 22 para 13.

Fonte: Agência Brasil


Página 47 de 56

Compartilhar

COMPARTILHAR

Previsão do Tempo em Mauriti-CE

Agenda Cultural do Cariri

  • bosco.jpg
  • master.jpg
  • 13.jpg
  • 15.jpg
  • 25.jpg
  • 42.jpg
  • damiao2.jpg
  • lora.jpg
  • lovyle.jpg
  • marcio.jpg
  • moto2.jpg
  • net.jpg
  • real2.jpg