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Política 811

O governo federal vai liberar R$ 1,2 bilhão do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para investimentos na construção de presídios e modernizações do sistema penal. O repasse será feito aos estados nesta quinta-feira (29) e representa, de acordo com o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, o "maior investimento jamais realizado no sistema penitenciário no Brasil".

O anúncio dos recursos foi possível, segundo o governo, depois que o presidente Michel Temer editou a Medida Provisória (MP) 755 na semana passada, permitindo a transferência direta de recursos do Funpen aos fundos estaduais e do Distrito Federal. Alexandre Parola informou que esta será a primeira liberação das verbas, após a edição da MP. Segundo ele, R$ 799 milhões serão destinados à construção de penitenciárias. O porta-voz destacou que o objetivo é diminuir a superlotação dos presídios.

Outros R$ 321 milhões serão utilizados em projetos de cidadania e na qualificação dos serviços penais. "Nessa categoria, contempla-se ainda a aquisição de novos equipamentos, como por exemplo os scanners que substituirão as revistas físicas das pessoas que visitam os presos", afirmou Parola a jornalistas, no Palácio do Planalto.

De acordo com o porta-voz, a autorização de Temer para os repasses permite a aceleração dos investimentos em uma área com "carência histórica". "A liberação desses recursos deve permitir que se coloquem em marcha o mais brevemente possível as medidas e os investimentos não somente para modernizar, mas também para humanizar as condições do sistema prisional em nosso país", disse.

Ao editar a MP 755 – que já tem força de lei, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional –, o governo colocou como justificativas a urgência de se liberar os recursos do Funpen, que antes ficavam presos por causa da burocracia, para a superação de um déficit de mais de 249 mil vagas no sistema carcerário brasileiro.

 

 

Fonte: Agência Brasil


O presidente Michel Temer disse ontem terça-feira (27) que as operações de busca e apreensão realizadas pela Polícia Federal em empresas que prestaram serviços para a campanha eleitoral da chapa em que era vice de Dilma Rousseff em 2014 não o preocupam e são parte da investigação.

As buscas e apreensões foram determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Isso é natural. Não há nenhuma irregularidade nisso. A investigação segue adiante com depoimentos, perícias, fatos como esse que visam instruir processo que está no Tribunal Superior. Nenhuma preocupação”, disse Temer em Maceió, durante entrevista coletiva após participar de anúncio de recursos de combate à seca.

Os mandados determinados pelo TSE investigam gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer em 2014.

Fonte: Agência Brasil


Temer quer ser ‘o maior presidente do Nordeste’

Quarta, 28 Dezembro 2016 00:00 Written by

O paulista Michel Temer disse nesta terça-feira, 27, que pretende, ao fim do mandato, ser reconhecido como “o maior presidente nordestino que passou pelo Brasil”. A declaração foi dada em Alagoas, na primeira visita oficial do peemedebista ao Estado após tomar posse.

Foi a segunda viagem de Temer ao Nordeste em dezembro. No início do mês, ele esteve em Pernambuco e no Ceará.

A “ofensiva” sobre a região ocorre como forma de tentar neutralizar a movimentação de potenciais candidatos à sucessão presidencial de 2018. O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) tenta atrair governadores petistas nordestinos para sua candidatura, ao passo que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), articula uma aliança com o PSB, que governa Pernambuco e Paraíba.

Nesta terça, Temer anunciou a entrega de recursos para a construção de 133,5 mil reservatórios e cisternas. “Se, até o final do meu mandato, conseguir levar água para o Nordeste, já estarei satisfeito”, afirmou o peemedebista, lembrando que as obras de transposição do Rio São Francisco, cujo trecho leste deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2017, começaram há 15 anos.

Em discurso, Temer admitiu que o País está em uma “grande recessão”, e disse que, para combatê-la, é necessária a interlocução com Congresso. “Graças a Deus e graças à compressão do Congresso, medidas (do Executivo) são apoiadas com índice superior a 88%, o maior apoio em todos os tempos”, disse, citando números do Basômetro, ferramenta do Estadão Dados que mede a fidelidade dos parlamentares ao governo federal. (Colaboraram Elizabeth Lopes, Gustavo Porto e Carla Araújo)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


A defesa da ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou ontem terça-feira (27), após o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal em gráficas que prestaram serviços para a chapa Dilma-Temer em 2014, que a contratação das empresas foi legal.

“Todas as empresas contratadas pela chapa Dilma-Temer atenderam aos requisitos legais de regularidade jurídica e de capacidade operacional, com a integral prestação dos serviços contratados”, disse, em nota, o advogado de Dilma, Flávio Caetano.

A defesa também argumenta que mais de 8 mil documentos que podem comprovar a regularidade dos contratos ainda não foram “devidamente analisados” pela Justiça Eleitoral. “A defesa de Dilma Rousseff juntou aos autos mais de 8 mil documentos em 37 volumes, que ainda não foram devidamente analisados pelos peritos judiciais e que comprovam cabalmente a regularidade dos serviços prestados.”

Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira tiveram como alvos as empresas VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda., Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda. e Rede Seg Gráfica Eireli.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou a quebra de sigilo fiscal de cerca de 15 pessoas jurídicas e físicas que “demonstraram indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”. Os nomes não serão divulgados por questão de sigilo.

“Causa perplexidade que, decorridos quase dois anos de intensa investigação pelo Tribunal Superior Eleitoral [TSE], seja proferida decisão judicial, a ser cumprida no período de recesso do Poder Judiciário, sem qualquer fundamento de urgência. A defesa de Dilma Rousseff renova seu pleno respeito aos princípios de Estado Democrático de Direito e confia que a Justiça Eleitoral, novamente, reconhecerá a absoluta regularidade das despesas contratadas pela chapa Dilma-Temer”, acrescenta o advogado da ex-presidenta na nota.

Temer

Em Maceió, após participar de anúncio de recursos de combate à seca, Temer disse que a operação da PF não o preocupa. “Isso é natural. Não há nenhuma irregularidade nisso. A investigação segue adiante com depoimentos, perícias, fatos como esse que visam instruir processo que está no Tribunal Superior. Nenhuma preocupação.”

A análise das contas

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE.

O processo, no entanto, foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa é julgada em conjunto.

Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que o processo em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer poderá ser julgado pela Corte ainda no primeiro semestre de 2017.

Edição: Luana Lourenço
Fonte: Agência Brasil

O presidente Michel Temer já avalia nomes para as duas vagas que serão abertas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no primeiro semestre de 2017.

 

A principal estratégia no Palácio do Planalto é garantir maioria no TSE em torno da tese jurídica da separação de contas da campanha presidencial de 2014 para escapar de uma eventual cassação da chapa Dilma-Temer. Para isso, será preciso os votos de, pelo menos, quatro dos sete ministros do tribunal eleitoral.

 

Em abril e maio do ano que vem vencem os mandatos dos ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio, ambos indicados por Dilma para o TSE na classe dos juristas.

 

Os mais cotados para assumir as vagas são os atuais ministros substitutos Admar Gonzaga Neto  ligado ao PSD do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia)  e Tarcisio Vieira Carvalho Neto  ex-assessor do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

No processo de escolha dos dois futuros ministros do TSE, Temer tem consultado o ministro da Transparência, Torquato Jardim.

 

Torquato foi ministro do TSE durante a eleição presidencial de 1994. A lista tríplice é formada pelos ministros do STF e a escolha final caberá a Temer.

 

Ao contrário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a OAB não participa em nenhum momento do processo de escolha, mesmo sendo os candidatos da classe dos advogados. Ou seja, não há quinto constitucional no TSE.

 

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a tendência é de cassação da chapa por causa das irregularidades já identificadas na prestação de contas de Dilma e Temer. Por isso, a estratégia no governo é de garantir a maioria no plenário do TSE.

Fonte: G1- Ce


O presidente Michel Temer (PMDB) anunciou nesta terça-feira (27), em Maceió, a destinação de R$ 756 milhões para combater a seca em 15 estados do semiárido brasileiro e da Amazônia (confira na tabela). Do lado de fora, manifestantes fizeram um protesto contra o peemedebista.

UFTotal (R$)
Acre 6.943.625,17
Alagoas 67.758.355,39
Amapá 6.152.085,48
Amazonas 16.970.959,46
Bahia 189.236.455,40
Ceará 68.631.787,80
Maranhão 30.080.401,48
Minas Gerais 63.006.999,03
Pará 16.978.009,81
Paraíba 36.240.141,08
Pernambuco 155.834.240,20
Piauí 9.464.218,43
Rio Grande do Norte 46.192.443,41
Rio Grande do Sul 38.297.474,38
Total 756.166.821,62

Para ajudar a minimizar os efeitos da estiagem prolongada em diversos municípios, cerca de R$ 250 milhões são da repatriação de dinheiro mantido por brasileiros no exterior. Outros R$ 255 milhões da reativação de 40 convênios entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, estados e municípios e o restante está previsto na Lei Orçamentária Anual de 2017.

"Vocês ouviram aqui um grande debate de tudo o que o governo federal está fazendo para o Nordeste. Naturalmente, tudo isso passa pela minha mesa. É que eu tenho um objetivo e um sonho. Meu objetivo e meu sonho é que, ao final do meu mandato, que embora sendo eu de São Paulo, vocês possam dizer que esse foi o maior presidente nordestino que passou pelo Brasil", disse Temer.

De acordo com o governo do estado, Alagoas receberá mais de R$ 67 milhões deste montante, que serão investidos na instalação de 500 cisternas nas escolas do Agreste e do Sertão.

Também participaram da solenidade no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de Jaraguá, o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), o prefeito de MaceióRui Palmeira (PSDB), ministros, o governador da Bahia, o vice-governador de Pernambuco, e prefeitos de outros municípios.

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (PMDB), foi um dos que participaram da solenidade. Ele afirma que nenhuma escola no Nordeste ficará sem cisterna para armazenar água. "São sete mil escolas com cisternas. Vamos comprar 76,5 mil cisternas para famílias".

Relação com o congresso
Esta foi a segunda visita de Temer ao Nordeste desde que assumiu o comando do país, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Ele ressaltou a importância do bom diálogo com o Congresso Nacional para aprovar as medidas necessárias para tirar o país da crise.

"Nós estamos em uma recessão muito grande e nós temos que combatê-la. E para combatê-la, nós temos que ter uma interlocução muito grande com o Congresso Nacional. E para ter essa interlocução, nós precisamos ter diálogo. Então, primeira palavra que movimenta, que mobiliza o nosso governo, é a palavra diálogo. Nós conversamos como ninguém com o congresso nacional", disse.

"Na democracia é assim, ninguém governa sozinho. Você governa com o Congresso Nacional e graças a Deus e graças a compreensão do Congresso Nacional, as medidas que temos mandado para lá têm sido rapidamente aprovadas com índice superior a 88%. É o maior índice de apoio que o Executivo Federal teve ao longo dos tempos”, avaliou o presidente.

Protesto
Enquanto acontecia o evento para o anúncio da verba de combate à seca, dezenas de pessoas protestavam do lado de fora. Foram cerca de 150 manifetantes, segundo os organizadores. A Polícia Militar não deu estimativa.

Com faixas, cartazes e um carro de som, eles pediam a saída de Temer da presidência da República. O estudante de sistemas de informação Arany Fernando, 22, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), levou um cartaz com uma mensagem dizendo que o governo de Temer era um 'golpe no Brasil'. "Estou aqui para lutar pelos nossos direitos trabalhistas e contra a reforma da previdência", afirmou.

Evento com Michel Temer em Maceió acontece sob protesto (Foto: Hágata Christye/G1)

Fonte: G1-Ce


O Palácio do Planalto abriu uma licitação para contratar serviços de alimentação nos aviões que atendem à Presidência da República por um ano, no valor total estimado em R$ 1,75 milhão. O aviso da licitação foi publicado no Diário Oficial no dia 19. Entre os produtos solicitados estão 500 potes de 100 gramas do sorvete tipo premium da marca Häagen-Dazs, pelo preço de R$ 15,09 cada um.

A lista de itens solicitados pelo Planalto apresenta os preços unitários estimados. Entre eles está a quantidade de 120 potes do creme de avelã da marca Nutella, pelo preço de R$ 39 da embalagem de 350 gramas. O valor é maior que o praticado por lojas de varejo. O G1 encontrou o mesmo produto no site das Lojas Americanas e do hipermercado Extra por R$ 20,87. O preço do sorvete Häagen-Dazs apontado pelo governo também é mais alto do que é possível encontrar no varejo. No Pão de Açúcar, o mesmo produto custa R$ 11,25.

Há na lista ainda amêndoas in natura, pelo preço de R$ 29 por um pacote de 100 gramas, e farinha de linhaça dourada da marca Jasmine, por R$ 44 em um pacote de 200 gramas. A licitação foi noticiada pelo colunista do jornal O Globo Lauro Jardim.

A lista inclui ainda chocolates, refrigerantes, biscoitos, frutas, barras de cereais, entre outros. Há entre os pedidos marcas e sabores específicos de sorvetes, como o picolé de flocos com cobertura de chocolate branco, com referência à marca Tablito, por R$ 10,50 a unidade. Veja a lista completa e os preços aqui.

 

Entre as opções de almoço e jantar, o preço por cada unidade de refeição varia de R$ 75,96 a R$ 128,63. Já o valor do café da manhã vai de R$ 59,90 a R$ 96,43 por refeição.

A concorrência proposta pela licitação será vencida pela empresa que oferecer os produtos listados pelo menor preço - ou seja, o valor de R$ 1,75 milhão e demais preços são apenas uma referência do governo.

G1 procurou a assessoria de imprensa do Planalto, e aguarda retorno. Na justificativa da licitação, o órgão apontou como razão da contratação dos serviços: “Considerando-se que as viagens da Presidência da República com utilização de meios aéreos ocorrerem, por vezes, em horários que coincidem com os estimados para a realização de refeições, faz-se mister a contratação de empresa especializada neste tipo de serviço, com fornecimento de material especificamente no Aeroporto de Brasília, em atenção aos mais altos padrões de higiene e segurança alimentar, cumprindo-se os horários e prazos imperativos a rotina de atividades presidenciais.”

Sobre os preços da lista de produtos presentes na licitação, Gil Castello Branco, fundador do site Contas Abertas, aponta que “o Governo Federal é o maior comprador do país, e, portanto, o natural seria usufruir de preços inferiores aos de mercado”.

 

“Os gastos são exorbitantes”, diz ele. “Diante dessa crise, o presidente deveria imediatamente cancelar essa licitação e adequá-la à realidade. Não há a menor necessidade de consumir essas iguarias durante um voo. O exemplo de austeridade tem que vir de cima, e o presidente tem agora uma ótima oportunidade de fazê-lo.”

Fonte: G1- Ce


A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) disse nesta quinta-feira (22), em Buenos Aires, que, caso o presidente Michel Temer (PMDB) seja afastado do cargo ou renuncie depois de 31 de dezembro e isso cause a necessidade de uma eleição indireta, via Congresso, haveria "um golpe dentro do golpe". E acrescentou: "Com o golpe de 1964 ocorreu algo parecido, ele só se concretizou mesmo em 13 de dezembro de 1968 [data do Ato Institucional-5, que endureceu o regime]. Também agora estamos vendo um longo processo de golpes, que começaram com a minha saída por meio de um impeachment fraudulento."

A ex-mandatária classificou o processo que vive o Brasil como um "ataque de fungos e parasitas que está corroendo nossa democracia."

Dilma participou de um evento organizado pela CLACSO (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais), muito concorrido por um público de estudantes, militantes de movimentos sociais e políticos ligados à ex-presidente argentina Cristina Kirchner. Festejada pelos funcionários do governo Kirchner, Dilma retribuiu sempre sorridente.

Ela abraçou efusivamente o ex-ministro de Economia argentino Axel Kicillof e recebeu outras figuras de destaque do universo kirchnerista, como o ex-diretor da Biblioteca Nacional Horacio González, líder do grupo de intelectuais que apoiaram Cristina, a presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, e outros representantes de movimentos sociais.

Em curta entrevista a meios locais e estrangeiros, disse não crer que o presidente Temer possa renunciar. "Acreditar nisso é uma ingenuidade, ninguém dá um golpe ilegal, ferindo e rasgando a Constituição, para depois renunciar. Quanto ao TSE, a chance que tinha de anular a nossa candidatura já foi, o tribunal já está em recesso. Além disso, não estava dentro do receituário dos golpistas tirar o Temer neste ano. Quando quiserem achar um motivo, eles acham, e se ficar para o ano que vem, é isso, vai ser o golpe dentro do golpe."

Dilma disse acreditar que a crise que vive o Brasil só se resolveria agora com uma eleição direta, e não poupou o atual ocupante do cargo de críticas. "Digo que só a eleição direta é solução porque o povo brasileiro jamais autorizou o congelamento dos gastos com educação e saúde por 20 anos, o povo brasileiro não pediu uma reforma que só permite a alguém aposentar-se depois de 49 anos de contribuição."

A ex-presidente fez críticas também ao uso político que acredita estar sendo feito das delações premiadas. "Ficou claro que esse foi um processo seletivo de vazamentos com cunho de perseguição política, ao PT, a Lula e a mim." E acrescentou: "a delação premiada não é prova, é um indício, tem de ser investigado, assim como as pessoas e os interesses por trás dela."

Dilma apontou como um "caso exemplar" a delação de Otavio de Azevedo, que havia declarado que Dilma havia recebido da Andrade Gutierrez R$ 1 milhão de modo ilícito. "Nós fomos investigar isso, e o que surge agora? Que na verdade o pagamento não foi para mim, foi um cheque nominal a quem? A Michel Temer. Ou seja, a delação não pode ser o fim da investigação. Não pode ser possível que agora Otavio de Azevedo simplesmente diga que se equivocou e fique por isso mesmo."

E acrescentou: "Então qual é a moral dessa história? Que se estava usando uma denúncia de corrupção como arma política". Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao Minuto


Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem. Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Estado apurou, o ministro que solicitou os R$ 50 milhões foi Guido Mantega, então titular da Fazenda.

O DoJ não menciona os nomes das autoridades e executivos envolvidos nas tratativas, mas descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão. Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci. Mesmo depois de deixar o governo, Palocci atuava como consultor da Braskem, segundo os investigadores. Esse apelo era para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para que o ministro da Fazenda tratasse sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula.

Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu “R$ 50 milhões” em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o governo chegou a uma solução. De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou.

A Polícia Federal já tinha apontado, na 35.ª fase da Lava Jato, a Omertá, mensagens e e-mails de executivos da Odebrecht sobre atuação de Palocci para dar alternativas ao governo, no âmbito dos créditos de IPI. A PF aponta que Marcelo Odebrecht conseguiu benefícios fiscais para a Braskem em 2009 por meio de Palocci e de Mantega. Em uma planilha de repasses ilícitos da Odebrecht, a PF encontrou um pagamento de R$ 50 milhões ligado ao codinome “Pós Itália”, que os investigadores brasileiros relacionam a Mantega.

Depois da obtenção da medida que beneficiou a Braskem, o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como departamento da propina, foi usado pela Braskem para fazer o pagamento de R$ 50 milhões à campanha de Dilma. Além disso, os americanos identificaram um pagamento de R$ 14 milhões a Palocci, pelos “esforços envolvidos”. Segundo o DoJ, “apesar de o pagamento ter sido solicitado como uma contribuição de campanha, o executivo da Braskem sabia que o dinheiro não seria utilizado durante a campanha eleitoral”.

“No lugar disso, o executivo entendeu que eles iriam distribuir o dinheiro, depois da próxima eleição, para benefício pessoal de vários políticos”, continua o relatório americano.
Em proposta de delação premiada entregue à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, cita a Medida Provisória 470, de 2009, relacionada ao parcelamento de débitos das empresas beneficiadas pelo crédito prêmio de IPI, como uma das medidas legislativas de interesse da empresa. Segundo ele explica no contexto dessa MP, quem tratava de temas junto ao Executivo era “prioritariamente” o herdeiro e ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrechet.

“Igualmente, como os próprios e-mails deixam claro, o ponto de contato da empresa com Antônio Palocci era Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar”, escreveu o executivo. Alexandrino, ex-executivo do grupo, é apontado pela PF como o responsável por tratativas com Palocci sobre os benefícios relacionados ao crédito de IPI.

Procurada, a assessoria da ex-presidente Dilma não foi localizada. O advogado José Roberto Batochio, responsável pela defesa de Mantega e de Palocci, afirmou que os clientes “negam peremptoriamente todos os fatos”. “Desconhecem ambos qualquer eficácia ou validade de atos de autoridades de Estado estrangeiro em face da soberania do Estado Brasileiro. Qual seria a eficácia da elucubração da polícia brasileira em relação a uma autoridade americana?”, afirmou o advogado.

Com informações O Estado de São Paulo


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem (22) que a queda pela metade da taxa de juros do cartão de crédito deve ocorrer a partir do fim do primeiro trimestre do ano que vem. Após almoço com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Meirelles afirmou que esse prazo é suficiente para que os bancos e as operadoras de cartão se adaptem às medidas anunciadas hoje pelo governo.

“O que prevemos é que serão cerca de 90 dias em que as medidas começarão a ser implementadas. E isso já estará em vigor a partir do final do primeiro trimestre. É um prazo viável, sim, na medida em que hoje as condições da economia brasileira já estão bastante diferentes, e o ajuste fiscal está em andamento”, disse o ministro.

Meirelles afirmou que a economia do país dá os primeiros sinais de recuperação e que, a partir do ano que vem, a melhora será ainda mais “visível”. “A situação do Brasil já é, e será outra, de forma ainda mais visível a partir do final do primeiro trimestre. Isso, juntamente com algumas medidas regulatórias de cartão de crédito que tomaremos, como a unificação das máquinas nos pontos de venda, que já foi implementada, e uma série de outras, permitindo que os custos sejam menores.”

O ministro ressaltou que houve uma conversa do Banco Central com outros bancos para enfatizar a necessidade de “um esforço de todos” de modo que o Brasil volte a crescer.

Na manhã de hoje, em discurso durante café da manhã com jornalistas, o presidente Michel Temer anunciou que os juros do rotativo do cartão de crédito serão reduzidos pela metade, que os trabalhadores poderão sacar todo o dinheiro que têm em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e que o governo editará medida provisória para regularizar propriedades em área urbana. Mais tarde, foram anunciadas mudanças na área trabalhista.

Fonte: Agência Brasil


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