Política

Política 862

O presidente da Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (APRECE), Expedito Nascimento, disse nesta sexta-feira (09), no Jornal Alerta Geral (Rádio FM 104,3 – Rádio Expresso Somzoom + 20 emissoras no interior), que 40% dos municípios não deverão pagar o 13° salário dos servidores. A recomendação dos dirigentes da Aprece é no sentido das Prefeituras pagarem o 13° salário, deixando o pagamento de dezembro de 2016 para o inicio do mês de janeiro de 2017. Os prefeitos tem até o dia 20 para cumprir o pagamento. Em relação sobre a repatriação, Expedito afirmou que os prefeitos devem continuar entrando na Justiça para que haja uma agilidade nas distribuição dos recursos para os municípios.

Confira a participação do presidente da Aprece no site: http://www.cearaagora.com.br/site/2016/12/40-dos-municipios-nao-deverao-pagar-o-13-salario-dos-servidores-diz-expedito-nascimento/

Fonte: Ceará Agora


O presidente Michel Temer confirmou hoje (9) que, de fato, o nome do líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), foi cogitado para ocupar o cargo de ministro da Secretaria de Governo, mas que, diante da reação à indicação no Congresso Nacional, a questão ficou de ser fechada em um segundo momento, para buscar apoio junto à base do governo.

Até o final de novembro, a Secretaria de Governo tinha à frente Geddel Vieira Lima, mas o ex-ministro pediu para sair do cargo após denúncias de que teria feito pressão sobre o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para liberar uma obra na área nobre de Salvador, na qual admitiu ter um imóvel.

Temer negou que houve qualquer “recuo” na definição de quem ocupará a Secretaria de Governo. “Não houve convite ao iminente deputado Antônio Imbassahy. O que houve foram conversações relativas à ampliação da participação do PSDB no meu ministério. Quando me falaram do Imbassahy, eu logo recebi [a indicação] com o maior agrado, porque ele é um homem politicamente adequado e é exatamente o que preciso na Secretaria de Governo”, disse Temer hoje em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco.

Segundo ele, em meio a essas conversações, houve um “equívoco de comunicação”, o que resultou na divulgação, pela imprensa, do nome do deputado antes mesmo de o assunto ser fechado. “O fato é que não estava fechada essa matéria. E, de fato, houve certa reação na medida em que estamos em processo de eleições na Câmara Federal e alguns partidos acharam que isso favoreceria um ou outro candidato. Daí a razão pela qual eu disse: vamos primeiro costurar os apoios todos necessários de todos os setores da base”, disse Temer.

“De fato houve reações [à indicação de Imbassahy à Secretaria de Governo da Presidência da República], mas a meu ver elas não tiveram razão de ser”, acrescentou. “E, diante do apoio extraordinário que Congresso está dando às nossas medidas, eu não posso desagradar uma ponta da base”, completou o presidente.

O presidente Michel Temer visita hoje cidades de Pernambuco e do Ceará.

Fonte: Agência Brasil


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu 2 milhões de reais em dinheiro vivo para cobrir gastos das campanhas de 2010 e 2014, afirma a empresa Odebrecht em seu acordo de leniência – espécie de delação para pessoas jurídicas. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, executivos da empreiteira citaram nominalmente duas pessoas próximas ao governador como intermediárias dos repasses, mas negaram ter falado diretamente com Alckmin.

De acordo com a delação, os 2 milhões de reais em espécie foram entregues no escritório do empresário Adhemar Ribeiro em São Paulo. Ribeiro é irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. Outro repasse foi feito para o hoje secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político muito próximo ao governador.

Uma das delações que citou os repasses ilegais para as campanhas de Alckmin foi feita pelo executivo Carlos Armando Paschoal, ex-diretor da Odebrecht em São Paulo e um dos funcionários responsáveis por negociar doações eleitorais para políticos. Conhecido por suas iniciais, CAP, o executivo também mencionou o repasse de 23 milhões de reais via caixa dois para a campanha presidencial de 2010 do atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB).

CAP é dos 77 funcionários da Odebrecht que assinaram há duas semanas um acordo de delação premiada com investigadores da Lava Jato. Ainda de acordo com a Folha, a prestação de contas feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que não há doações diretas da Odebrecht à conta da candidatura de Alckmin em 2010 e 2014. O TSE tem em seus registros apenas uma doação oficial, feita em 2010, da empresa petroquímica da empreiteira, A Brasken.

Fonte: Veja.com


O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello decidiu afastar Renan Calheiros (PMDB) da Presidência do Senado. A decisão é provisória e ainda cabe recurso.

O ministro acatou o pedido da Rede Sustentabilidade que se baseava na decisão do próprio STF que, na semana passada, tornou o senador réu em um processo de peculato (desvio de recursos públicos).

Ele é acusado de ter usado recurso de seu gabinete de senador, entre janeiro e julho de 2005, para pagar pensão de uma filha que teve fora do casamento. A pena para esse crime é de 2 a 12 anos de prisão.

"Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de Presidente do Senado o senador Renan Calheiros. Com a urgência que o caso requer, deem cumprimento, por mandado, sob as penas da Lei, a esta decisão", diz Marco Aurélio no despacho.

A possibilidade mais provável no momento é que, após a defesa recorrer, a decisão provisória seja levada ao plenário do Supremo o mais rápido possível.

O advogado da Rede que entrou com o pedido de afastamento, Daniel Sarmento, afirmou à BBC Brasil que "não há nenhuma invenção" na decisão do ministro Marco Aurelio. "Já há precedentes de decisão liminar quando o processo está suspenso por pedido de vista", disse ele.

Sarmento se diz otimista com a possibilidade de a liminar ser mantida, tendo em vista que a maioria do STF já se manifestou no sentido de que réu em ação penal no Supremo não pode ocupar cargo na linha sucessória da Presidência - após o impeachment de Dilma Rousseff, a Vice-Presidência ficou vaga, o que torna o presidente do Senado o terceiro na fila.

Outro fator que deve contribuir para a manutenção da liminar, avalia o advogado, é o fato de que já há o precedente do afastamento do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Segundo o advogado da Rede, Renan só retomará o cargo se a maioria do STF decidir derrubar a liminar.

Com a saída do peemedebista, quem assume o comando do Senado é o petista Jorge Vianna, o que pode criar problemas para o governo Michel Temer.

"Entra o Jorge Vianna e nós vamos pedir para paralisar a pauta do Senado. Não tem clima para votar a PEC do teto no meio de uma crise institucional", disse o senador petista Lindbergh Farias.

Em nota, Renan disse que consultaria seus advogados e que o julgamento pelo STF não foi concluído.

Ação da Rede

A Constituição prevê, no artigo 86, que o presidente da República deve ser afastado temporariamente de seu cargo se o STF receber uma denúncia contra ele.

Nesse caso, o presidente fica suspenso de suas funções por até 180 dias, enquanto responde ao processo.

Com base nisso, um ação movida pela Rede argumentou ao STF: se o presidente não pode exercer seu cargo caso seja réu no Supremo, igualmente não poderiam estar na sua linha sucessória outras autoridades que respondam a processos criminais na mesma corte.

A ação foi apresentada à época como uma tentativa de retirar Cunha, réu da Lava Jato, do comando da Câmara. No entanto, solicitava uma decisão ampla do Supremo, estabelecendo uma proibição que atingiria inclusive futuros postulantes aos cargos da linha sucessória.

Em um julgamento do mérito da ação, no início de novembro, seis ministros do STF - o que representa a maioria da corte - decidiram proibir que autoridades que enfrentem processos penais na corte ocupem cargos na linha sucessória da Presidência da República.

O julgamento, no entanto, foi interrompido porque o ministro Dias Toffoli pediu vista do processo - ou seja, um prazo maior para analisá-lo.

Na semana passada, porém, o STF decidiu tornar Renan réu por oito votos a três, o que motivou o pedido da Rede para que ele fosse retirado do comando do Senado com base no entendimento já manifestado pela maioria da corte.

Em maio de 2007, uma reportagem da revista "Veja" afirmou que Calheiros pagava pensão de uma filha que teve fora do casamento com propina recebida da empreiteira Mendes Júnior. Em troca, dizia a reportagem, o senador apresentava emendas (alterações em projetos de lei) que beneficiariam a construtora.

Na época, Renan apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gado em Alagoas para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão, que seria compatível com o pagamento da pensão.

O peemedebista também disse que contraiu empréstimos para cobrir as despesas de sua filha.

Após investigação, a Procuradoria-Geral da República concluiu que Renan cometeu crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso para tentar provar a origem de R$ 16,5 mil pagos mensalmente à jornalista Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006.

Além disso, entendeu que não houve tais empréstimos, mas desvios de recursos de seu gabinete de senador (cerca de metade da verba indenizatória de R$ 12 mil por mês).

O dinheiro desviado teria sido maquiado com o aluguel de carros, no valor de R$ 44,8 mil, da Costa Dourada Veículos, de Maceió, para sua atuação parlamentar. Em agosto daquele ano, a empresa emprestou R$ 178,1 mil ao senador.

Embora a defesa tenha apresentado recibos desse gasto, não há registro de transação bancária do pagamento. A acusação diz que as notas são falsas, já a defesa de Renan diz que o pagamento foi feito em dinheiro.

Em nota emitida após se tornar réu, o senador disse que "recebeu com tranquilidade a decisão do STF" e reafirmou sua inocência.

"O debate entre os ministros evidenciou divisão e dúvidas quanto a consistência dos indícios do Ministério Público, qualificados como precários por vários deles, inclusive por alguns que aceitaram a denúncia", ressaltou, citando o fato de alguns ministros terem considerado a acusação "frágil".

Na nota, o senador disse que "comprovará, como já comprovou, com documentos periciados, sua inocência quanto a única denúncia aceita (de crime de peculato)".

"Os serviços foram prestados e pagos em espécie, o que é legal. O senador lembra que a legislação obriga o Ministério Público a comprovar (o crime), o que não fez em 9 anos com todos os sigilos quebrados. A investigação está recheada de falhas", disse ainda.

Renan também é alvo de inquéritos da operação Lava Jato. Ele nega participação no esquema.

Argumentos pró-Renan

Opositores consideram que a ação da Rede propõe uma leitura limitada da Constituição.

Chamada a se manifestar na ação inicial, a Câmara, por meio de seus advogados, sustentou que uma decisão do STF no sentido de proibir réu de ocupar a presidência da Casa iria contra a os princípios da separação de Poderes e da presunção da inocência.

Além disso, a Câmara ressaltou que o presidente da República, enquanto estiver exercendo seu mandato, só pode ser processado por atos relacionados ao exercício do seu cargo. É o que diz o parágrafo quarto do artigo 86 da Constituição.

Já no caso dos presidentes da Câmara e do Senado, nada impede que o Supremo os tornem réus por denúncias de crimes anteriores aos seus mandatos e sem relação com seu cargo político, por exemplo um suposto homicídio em um acidente de trânsito.

Dessa forma, dizem os advogados da Câmara na manifestação ao STF, o presidente da Casa não deveria estar impedido de ocupar a Presidência da República caso tenha virado réu em um processo sem relação com exercício dessa função.

Fonte: MSN


O deputado Marco Maia (PT-RS) rebateu nesta segunda-feira, 5, pelo Facebook as acusações contra ele que geraram a nova fase da Operação Lava Jato. Reclamando que nunca foi ouvido oficialmente para contestar as informações dos delatores, o petista se disse vítima de “vingança” e afirmou que o ex-senador Delcídio Amaral mente ao acusá-lo de cobrar “pedágio” de empreiteiros para protegê-los em comissão parlamentar de inquérito mista da Petrobrás de 2014. “Este cidadão mente descaradamente”, declarou.

Em uma transmissão ao vivo, Maia negou que tenha sofrido pressão para poupar empreiteiros ou ex-funcionários da estatal, com exceção de Delcídio que, segundo Maia, teria feito apelos para preservar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Ele contou que, na época, disse a Delcídio que não seria possível atendê-lo. “Não vou aceitar que um ex-senador que mente fique dando entrevistas e posando como herói”, comentou.

Maia lamentou que o Ministério Público Federal tenha entrado “no jogo, na manipulação de delatores mentirosos, que não têm credibilidade”. O deputado acrescentou que seu patrimônio é fruto de seu trabalho.

Em nota, o ministro Vital do Rêgo disse respeitar e compreender “o trabalho das autoridades competentes no exercício de suas funções legais”. “Tenho certeza de que a medida, cumprida com eficiência e urbanidade, vai confirmar que jamais tive qualquer participação nos fatos em apuração.” Vital alegou que renova seu “compromisso de irrestrita colaboração com as autoridades, naquilo que for necessário, dentro do que determina o devido processo legal e as regras que regem o Estado Democrático de Direito”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Manifestações demonstram força da democracia

Segunda, 05 Dezembro 2016 00:00 Written by

O Palácio do Planalto disse respeitar as manifestações ocorridas neste domingo (4) em diversas cidades brasileiras de apoio à Operação Lava Jato e combate à corrupção. Por meio de nota à imprensa, o governo do presidente Michel Temer disse que os atos demonstraram novamente a “força e a vitalidade de nossa democracia” e lembrou a necessidade de o Poder Público atender as demandas da população.

Os atos ocorreram pela manhã e à tarde nas cerca de 200 municípios. Mais cedo, a Câmara dos Deputados e o presidente do Senado, Renan Calheiros, também comentaram os protestos, já que havia críticas nominais a Renan e ao pacote de medidas contra a corrupção que foi alterado pelos parlamentares na última semana.

“Milhares de cidadãos expressaram suas ideias de forma pacífica e ordeira. Esse comportamento exemplar demonstra o respeito cívico que fortalece ainda mais nossas instituições. É preciso que os Poderes da República estejam sempre atentos às reivindicações da população brasileira”, destacou o Planalto, no comunicado.

Fonte: Agência Brasil


O juiz de Direito da Comarca de Juazeiro do Norte, Renato Esmeraldo Paes, suspendeu em caráter liminar, os efeitos do contrato de prestação de serviço celebrado entre a Prefeitura do Município e o escritório de advocacia Ferraz & Oliveira Advogados Associados. A decisão impede o recebimento dos honorários contratuais correspondente a R$ 18.206.559,85 pelos escritórios Ferraz & Oliveira Advogados Associados, Henrique Carvalho Advogados, Lima, Marinho, Pontes e Vasconcellos Advogados e Queiroz Cavalcanti Advocacia.

Com a decisão, o magistrado atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará, subscrita pelos promotores de Justiça José Silderlandio do Nascimento e Francisco das Chagas da Silva. Os promotores argumentam que a União foi condenada a pagar ao Município de Juazeiro do Norte o valor atualizado de R$ 121.377.065,64 a título de complementação de verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). Os precatórios foram expedidos em 17 de junho de 2015 e estão com previsão de pagamento para o dia 12 de dezembro de 2016.

Na ação, os representantes do Ministério Público pedem a nulidade do contrato de prestação de serviços firmado entre o Município de Juazeiro do Norte e o referido escritório de advocacia em razão de uma série de ilegalidades constatadas durante a investigação. Dentre elas, os promotores de Justiça destacam que, apesar do contrato mencionar que decorria de inexigibilidade de licitação, na verdade tratou-se de contratação direta, ilegal e clandestina, sem o conhecimento do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Fonte: Ceará Agora


Dois dos principais alvos dos protestos que ocorrem neste domingo (4) em diversas cidades brasileiras, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a Câmara dos Deputados divulgaram nota defendendo legitimidade das manifestações e afirmando respeitar os atos.

Segundo Renan Calheiros, o Senado Federal continua "permeável e sensível às demandas sociais". No comunicado, Renan lembra dos atos de 2013, quando milhões de pessoas foram às ruas. S e, segundo ele, os senadores votaram 40 propostas contra a corrupção em menos de 20 dias, "entre elas a que agrava o crime de corrupção e o caracteriza como hediondo", afirmou.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, divulgou uma nota em nome da instituição classificando os protestos como legítimos e democráticos. "Manifestações desse tipo, em caráter pacífico e ordeiro, servem para oxigenar nossa jovem democriacia e fortalecem o compromisso do Poder Legislativo com o debate democrático e transparente de ideias", escreveu.

Em capitais como Brasília, Rio de Janeiro e Salvador, os manifestantes criticam as alterações no pacote de medidas anticorrupção, aprovado na noite da última terça-feira (29) pela Câmara. Um pedido para acelerar a votação no Senado chegou a ser colocado em pauta por Renan, mas foi rejeitado pelos senadores.

Os manifestantes também portam faixas em apoio à Lava Jato e a Sérgio Moro, juiz federal responsável pela condução dos processos decorrentes da operação. Na última quinta-feira (1º), o Supremo Tribunal Federal decidiu aceitar denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente do Senado, pelo crime de peculato, tornando-o réu.

"O presidente do Senado, Renan Calheiros, entende que as manifestações são legítimas e, dentro da ordem, devem ser respeitadas", disse ainda Renan, no comunicado.

Fonte: Agência Brasil

 


Renan Calheiros vira réu no Supremo pela primeira vez

Sexta, 02 Dezembro 2016 00:00 Written by

Por 8 votos a 3 , o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (1º) aceitar denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2013 contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo crime de peculato. Com a decisão, o senador se torna réu na Corte pela primeira vez.

Apesar de aceitar a denúncia por peculato, a Corte também entendeu, seguindo voto do relator, ministro Edson Fachin, que as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso prescreveram em 2015, oito anos depois de a infração ter sido cometida.

A Corte julgou nesta tarde denúncia na qual Renan é acusado de usar o lobista de uma empreiteira para pagar pensão a uma filha que teve fora do casamento. Ele também é acusado de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. O caso foi revelado em 2007. Na época, as denúncias levaram Renan a renunciar à presidência do Senado.

Votos a favor da denúncia

Para o relator do inquérito, Edson Fachin, as provas apresentadas no processo mostram que há indícios de que Renan Calheiros usou em 2007 notas fiscais para mascarar desvios de verba indenizatória do Senado para simular os contratos de prestação de serviços de locação de veículos.

“A denúncia imputa ao acusado a celebração de mútuo fictício com a empresa Costa Dourada Veículos para fim de, artificialmente, ampliar sua capacidade financeira e justificar perante o Conselho de Ética do Senado capacidade de arcar com o pagamento de pensão alimentícia”, disse o ministro.

O ministro Luiz Roberto Barroso votou diferentemente do relator, aceitando a denúncia em relação aos três crimes. “Considero como documentos públicos um número maior do que o relator considerou”, disse Barroso para justificar sua decisão. Os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso só estariam prescritos se os documentos que embasam essas acusações forem considerados particulares.

Apesar de acompanhar o relator, o ministro Teori Zavascki disse que a denúncia apresentada pelo Ministério Público "não é um modelo de denúncia" e disse que "os indícios são precários e estão no limite". Zavascki, que é relator da Operação Lava Jato, também disse que a Corte não pode ser responsabilizada pela demora no julgamento do processo.

“Dos 100 inquéritos que tenho aos meus cuidados envolvendo pessoas com prerrogativa de foro, 95 não estão em meu gabinete e cinco estão de passagem, e apenas dois dependem de exame de recebimento da denúncia. O Supremo é juiz, não é investigador, não é ele que busca a prova, é ele que julga”, explicou.

Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello e presidente do STF, Cármen Lúcia, também acompanharam o voto do relator pelo recebimento parcial da denúncia.

Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela rejeição total da denúncia por entenderem que não há indícios para o recebimento da denúncia.

Toffoli considerou as acusações como "criação mental" do Ministério Público. "Não se logrou na investigação provar que o serviço [da locadora de veículos] não foi prestado, mas, como não houve trânsito de valores em contas bancárias, deduz [-se] que o serviço não foi prestado para o recebimento da denúncia", disse Toffoli.

Lewandowski criticou a falta de provas na denúncia e disse que "houve certa criatividade" por parte da PGR. "Por mais contundentes que sejam os indícios de prática criminosa, o inquérito não pode se transformar em instrumento de devassa na vida do investigado, como se todos os atos profissionais e sociais por ele praticados ao longo de anos fossem suspeitos ou merecessem esclarecimentos. A denúncia deve ser objetiva", afirmou.

Para Gilmar Mendes, a PGR deveria ter "honestidade intelectual" de pedir o arquivamento. "Nós temos um clássico caso de inépcia, já reconhecido pelo relator [Fachin], quando disse que [a prova] está na zona limítrofe, na franja."

Acusação

Na denúncia formalizada em 2013, a Procuradoria-Geral da República acusou Renan dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, por utilizar meios fraudulentos para justificar a origem de R$ 16,5 mil pagos mensalmente à jornalista Mônica Veloso entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006.

Em processo aberto no Conselho de Ética do Senado quando o caso veio à tona, em 2007, Renan apresentou recibos de venda de gado para comprovar uma renda compatível com os pagamentos. Segundo laudo pericial da PGR, os documentos são falsos e não correspondem a transações comerciais verdadeiras. Um dos compradores teria negado expressamente a compra de cabeças de gado do senador.

A PGR acusou ainda Renan do crime de peculato, por ter desviado, entre janeiro e julho de 2005, a verba indenizatória a que tem direito como senador. Apesar de ter apresentado notas fiscais para comprovar o aluguel de dois veículos, os investigadores alegam que os documentos, no valor de R$ 6,4 mil cada, são fraudulentos.

"Não foram encontrados lançamentos que possam comprovar a entrada e saída de valores [nas contas da locadora de veículos e do senador], situação que comprova que a prestação de serviços não ocorreu”, disse o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, ao ler o relatório da PGR, durante a sessão.

Defesa

Durante o julgamento, o advogado do presidente do Senado, Aristides Junqueira, defendeu o arquivamento de toda a denúncia por falta de provas. “Quando se recebe uma denúncia inepta o constrangimento é ilegal. Não há indícios suficientes sequer para o recebimento da denúncia”, disse Junqueira.

*Colaborou Felipe Pontes

Fonte: Agência Brasil


O governador Camilo Santana (PT), os irmãos Cid e Ciro Gomes e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), impuseram, nesta quinta-feira, a primeira derrota ao grupo político liderado pelo conselheiro do TCM, Domingos Filho, na disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa. 

O presidente José Albuquerque (PDT) foi reeleito com 27 votos na briga contra o dissidente Sérgio Aguiar (PDT), que somou 18 votos e contava com o apoio de Domingos e do senador Eunício Oliveira (PMDB). A chapa de José Albuquerque recebeu apoio de parlamentares que romperam, poucas horas antes da eleição, com Sérgio. Foi computado, ainda, um voto nulo. 

Albuquerque, em ampla articulação que contou com a participação de Cid, Ciro, Camilo e Roberto Cláudio, atraiu votos do PMDB e abriu espaço para o deputado Audic Mota – desafeto político de Domingos Filho, compor a Mesa Diretora como Primeiro Secretário. A entrada de Audic, acompanhada, também, pelo peemedebista Agenor Neto, selou a vitória de Albuquerque. 

 O ex-deputado Idemar Citó e o primeiro suplente de senador Chiquinho Feitosa (DEM), a quem Audic segue politicamente, participaram dos entendimentos com Cid, Camilo e Roberto Cláudio para definir a composição da chapa encabeçada por  José Albuquerque. O único voto do DEM, representado pelo deputado João Jaime, fez parte dessa articulação eficou assegurado para o atual presidente do Legislativo.

A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa foi antecedida de articulações e conflitos que geraram o rompimento do grupo liderado por Cid e Camilo com o conselheiro Domingos Filho. Cid ficou irritado com o que consideroua manobra de Domingos Filho que mesmo, com aliados ocupando cargos no Governo do Estado e na Prefeitura de Fortaleza, estimulou a candidatura de Sérgio Aguiar.

 Consolidada a vitória de José Albuquerque, Cid, Ciro, Camilo e Roberto Cláudio começam a fazer avaliação sobre a recomposição de forças na Assembleia Legislativa e traçam planos para 2018 sem a presença do conselheiro Domingos Filho, eleito, nesta quinta-feira, presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

Os desdobramentos da briga pela Presidência da Mesa

Diretora da Assembleia Legislativa deixam rastros de insatisfação, traição, ressentimentos, mas alguns parlamentares que votaram em Sérgio Aguiar continuarão na base de apoio ao Governo do Estado. Os opositores que decidiram, porém, aderir ao presidente José Albuquerque receberão tratamento de aliados, com prestígio para bases políticas e espaços administrativos no Governo do Estado e na Prefeitura de Fortaleza.

Fonte: Ceará Agora


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