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Preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o último sábado (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá voltar à liberdade caso o STF(Supremo Tribunal Federal) julgue alguma das duas ADCs (ações declaratórias de constitucionalidade) em que é discutida a legalidade do início da execução de penas após sentenças de 2ª instância.

A expectativa é o julgamento de uma questão de ordem que pode ser feita na próxima semana pelo ministro Marco Aurélio Mello. O magistrado é um dos defensores da tese de que ninguém deve ser preso antes de o processo ser julgado em todas as instâncias. Caso mude o entendimento, o ex-presidente poderá aguardar o trânsito em julgado do processo em liberdade.

Dois juristas ouvidos pelo HuffPost Brasil divergem sobre essa possibilidade. Para o professor aposentado da Faculdade de Direito da USP Modesto Carvalhosa, o ex-presidente só deixará a prisão se o STF agir 'na calada da noite'.

Carvalhosa é um dos autores de um mandado de segurança que pede ao STF que não volte e analisar as prisões em 2º grau.

O STF é um perigo e pode dar um habeas corpus na calada da noite, pois alguns deles não têm vergonha na cara. Não todos.

Para o professor, esse é o único meio para Lula deixar de cumprir a pena de 12 anos e 1 mês de prisão a que foi sentenciado. "A prisão e sua execução estão consolidadas", ressalta.

Já o doutor em direito penal pela Universidade de São Paulo e sócio do escritório Urbano Vitalino Advogados, João Paulo Martinelli, afirma que, independentemente do STF, a defesa tem outras tentativas para Lula esperar o restante do processo em liberdade.

"Agora que ele já está preso é cabível um habeas corpus diferente. Até hoje a defesa tentou um preventivo, agora poderá entrar com o pedido do habeas corpus liberatório", explica.

 

Fonte: msn


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio decidiu há pouco aceitar pedido do PEN (Partido Ecológico Nacional) para suspender por cinco dias a ação na qual a legenda discute a legalidade da execução de condenações após o fim de recursos na segunda instância da Justiça.

A liminar para que o assunto fosse julgado foi solicitada, na semana passada, pelo próprio partido, mas a legenda destituiu o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, nesta terça-feira (10) e contratou um novo advogado para atuar no processo. Diante da troca, o novo advogado pediu vista do processo e mais tempo para analisar o caso.

“Os novos advogados constituídos não têm conhecimento da totalidade da ação e nem da tramitação dos autos, tornando assim necessário tempo para que possam estudar o feito e analisar situações de questões de ordem, regimental e processuais”, argumenta a defesa.

Apesar de não estar pautada para ser julgada, o relator, ministro Marco Aurélio, afirmou que deveria pedir, nesta quarta-feira (11), à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, para que a questão fosse julgada novamente. A pretensão do ministro seria uma forma de pressionar a Corte a analisar o caso, sendo que Cármen Lúcia afirmou que uma nova análise seria “apequenar o STF”.

Por trás da decisão, está o temor político do partido de que o resultado do julgamento possa favorecer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação foi proposta em 2016 e outro pedido de liminar foi rejeitado pela Corte. Na época, a Corte autorizou as prisões após o fim dos recursos na segunda instância.

Na manhã desta terça, Adilson Barroso, presidente do PEN, disse à Agência Brasil que buscará desistir de “tudo que for possível” na ação. “Não quero mais essa compreensão de que estamos salvando o Lula, porque nós somos de direita conservadora, e isso não faria sentido”, declarou.

 

Fonte: R7


BRASÍLIA — A obstrução dos partidos de oposição por causa da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva impediu que o plenário da Câmara dos Deputados votasse o projeto do cadastro positivo. Com o adiamento, a pressão de órgãos de defesa do consumidor aumentou e texto sofreu uma nova mudança. Foi incluído um artigo que diz que todas as instituições que manipularem o banco de dados serão responsáveis solidariamente por possíveis vazamento de informações.

Os defensores da mudança queriam que valesse a regra do Código de Defesa do Consumidor. Depois de muito debate com os técnicos do Banco Central que cuidam do assunto, um acordo foi fechado para que a matéria fosse levada à votação nesta quarta-feira à tarde.

— Não deve votar mais hoje pelo horário e pelo quórum. Essa obstrução é generalizada e não tem elação com o mérito dos projeto — justificou o relator Walter Ioshi (PSD-SP).

Desde a apresentação do projeto, os órgãos de defesa do consumidor pressionam por mudanças. Na semana passada, usaram o episódio dovazamento de dados do Facebook para interferir na tramitação do cadastro que promete reduzir os juros bancários no Brasil. Como a Câmara fará mudanças, o texto terá de voltar ao Senado para uma nova votação antes de ser sancionado.

Até agora, os deputados já incluíram a obrigação de os bureaus de crédito (SPC, Serasa e Boa Vista, por exemplo) perguntarem aos consumidores, num prazo máximo de 30 dias após a implementação, se eles querem permanecer no sistema. O cancelamento terá de ser imediato e poderá ser feito até por telefone. Uma vez fora de um dos bureaus, todos os outros farão a exclusão automaticamente e os dados não poderão ser mais usados por nenhum banco ou estabelecimento. Outra novidade foi a vedação de cruzamento de dados com redes sociais para montar a nota de crédito.

Visto como uma das prioridades para a redução do custo do crédito, o novo cadastro positivo deve ter não apenas as informações bancárias, mas do relacionamento do cliente com empresas que oferecem crediário, concessionárias de luz e água. Para a equipe econômica, isso fará com quem nunca pegou empréstimo no banco possa ser considerado ou não um bom pagador. Como, atualmente, é preciso pedir para estar na base de dados, há apenas 5 milhões de inscritos. A expectativa é que, com a nova lei, esse número salte para 100 milhões.

 

Fonte: msn


O presidente Michel Temer empossa nesta terça-feira (10) pelo menos nove novos ministros em cerimônia que será realizada no Palácio do Planalto às 15 horas. O atual interino da Fazenda, Eduardo Guardia, será oficializado no lugar de Henrique Meirelles, que deixou o cargo na última sexta-feira (6) para tentar concorrer às eleições de outubro.

Segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Marcos Jorge, que está interinamente no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), também será efetivado na cerimônia. Um dos conselheiros de Temer, o ministro Moreira Franco assume o Ministério de Minas e Energia e deixa a Secretária-Geral. A pasta continua, pelo menos por enquanto, no comando do secretário-executivo Joaquim de Lima Oliveira.

Segundo fontes do Planalto, apesar de Moreira levar para o MME as discussões em torno da Eletrobras, o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) deve continuar a cargo da Secretaria-geral.

Auxiliares do presidente confirmaram ainda que o novo ministro da Integração Nacional será Antonio de Padua de Deus, que era secretário de Infraestrutura de Recursos Hídricos da pasta e foi uma indicação de Helder Barbalho e de seu pai, Jader Barbalho.

O governo também definiu que, para o lugar de Eduardo Picciani, no Esporte, assumirá Leandro Cruz Fróes da Silva, que já era secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social.

Também tomará posse os novos ministros do Planejamento, Esteves Colnago, e do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, que tiveram a cerimônia cancelada na semana passada. Colnago assume no lugar de Dyogo Oliveira, que assumiu na segunda-feira (9) o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e Beltrame, no lugar de Osmar Terra (MDB), que voltará à Câmara para tentar novo mandato pelo Rio Grande do Sul.

Haverá também a posse do novo ministro da Educação. O deputado federal Mendonça Filho (DEM) acertou com Temer a indicação do secretário de Educação Básica, Rossieli Soares da Silva. E o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, assumirá o ministério do Turismo, no lugar de Marx Beltrão.

O ministério do Meio Ambiente, que antes era comandando por Sarney Filho, ainda não tem a sucessão fechada e por enquanto ficará no comando o secretário-executivo, Edson Duarte, como interino.

No caso do Ministério do Trabalho, Helton Yomura, que foi o novo nome indicado pelo PTB para assumir de vez a pasta, ainda não será confirmado. Segundo auxiliares do presidente, pode ser que Yomura fique no cargo, mas a tendência é que novas negociações sejam feitas antes da confirmação.

Auxiliares dizem ainda que os Ministérios da Defesa, hoje interinamente com o general Joaquim Silva e Luna; da Transparência, sob o comando de Wagner de Campos Rosário; e dos Direitos Humanos, com Gustavo do Vale Rocha à frente, ainda não devem ter mudanças.

 

Fonte: R7


"Manda esse lixo janela abaixo" e "leva e não traz nunca mais". Duas frases aparentemente dirigidas pelo rádio ao piloto que transportou o ex-presidente Lula para a prisão no sábado vazaram para a imprensa brasileira, gerando grande polêmica.

Depois que os áudios começaram a circular sem que ficasse claro se eram ou não verídicos, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou, em nota na noite de domingo, que são verdadeiros. Um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin, publicou no Facebook: "Estive nesse voo e diante da confirmação da autenticidade do áudio é preciso investigar quem planejou esse atentado".

A FAB afirmou que as frequências para comunicações aeronáuticas são abertas e, como foram usadas de modo inadequado por alguns usuários anônimos, não há como saber quem são os responsáveis. “Podemos afirmar que as referências ao ex-presidente não foram emitidas por controladores de voo”, limitou-se a dizer a FAB.

No áudio da torre de Curitiba, ouve-se o piloto dizer: “Vamos tratar só do necessário. Vamos respeitar o nosso trabalho aqui”. E uma voz masculina diz: “Eu respeito, mas manda este lixo janela abaixo”. A instituição confirmou que os dois áudios, em que se ouvem dois homens diferentes dirigirem-se ao piloto, ocorreram nas frequências do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de onde o ex-presidente decolou em um avião da Polícia Federal, e de Curitiba, onde está preso.

Lula, favorito para as eleições de outubro e figura que divide profundamente o Brasil, começou a cumprir a pena de 12 anos e um mês da prisão por corrupção por ordem do juiz Sergio Moro de Curitiba, a chamada capital da operação Lava Jato. “É inadmissível que um controlador de voo sugira ao piloto que atire Lula do helicóptero. Se algo acontecer ao presidente, a culpa é de Moro e da Polícia Federal!”, escreveu no Twitter o senador Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores (PT).

 

Fonte: msn


Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde a noite de sábado (7), os apoiadores do petista aguardam a vinda de mais manifestantes para a área onde estão concentrados próximo ao prédio da PF.

Ao mesmo tempo, esta segunda-feira (9), deve ser marcada pelas discussões do PT sobre os próximos passos a serem dados na tentativa de livrar Lula da prisão e insistir na manutenção da pré-candidatura do ex-presidente ao Planalto.

A legenda reúne sua Executiva Nacional na sede estadual do partido no Paraná a partir das 14h. No domingo (8), a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o último recurso de Lula no âmbito judicial estará no STF (Supremo Tribunal Federal). A pressão está sobre a ministra Rosa Weber, que pode inverter um placar e votar contra a possibilidade de prisão após segunda instância na próxima quarta-feira (11).

Enquanto isso, dois advogados de Lula que estão na capital paranaense, Cristiano Zanin Martins e Sigmaringa Seixas, fazem interlocução direta com o petista. Os aliados começarão uma negociação para que Lula possa receber visitas de parlamentares.

Nesta segunda-feira, há expediente normal na Superintendência da Polícia Federal. A Polícia Militar, que isola o entorno do prédio, pedirá documentos comprovando o agendamento de serviços, como a retirada de passaportes, para que visitantes acessem ao local. A Justiça proibiu manifestantes de ficarem na área e impedirem o trânsito de pessoas.

 

Fonte: R7


GENEBRA - O Comitê de Direitos Humanos da ONU começa a avaliar o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja solto enquanto seu processo ainda tramita. Uma eventual decisão favorável ao brasileiro, ainda que possa eventualmente criar uma pressão internacional, não tem poder vinculante e a entidade não conta com qualquer tipo de poder para exigir uma mudança nas ações do Brasil.

Estado revelou com exclusividade na semana passada que um recurso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU era uma possibilidade. Na sexta-feira, 6, enquanto Lula negociava com a Polícia Federal, seus advogados entraram com a queixa na ONU para que medidas urgentes fossem consideradas.

“O caso está sendo processado e os relatores do Comitê foram informados”, indicou o órgão, por meio de um email nesta segunda-feira, 9. Não há, porém, prazos para que uma decisão seja tomada.

Essa não seria a primeira vez neste ano que a ONU lida com um pedido dessa natureza. Em março, ela atendeu a um pedido similar de políticos catalães, presos nos últimos meses. Ela recomendou, por exemplo, que o deputado independentista, Jordi Sanches, fosse liberado para que pudesse participar de eleições. Mas o estado espanhol ignorou a recomendação da ONU. Peritos do órgão, porém, alertaram ao Estado que cada caso é avaliado de forma independente.

A queixa original de Lula foi levado ao Comitê de Direitos Humanos Nações Unidas em julho de 2016, pelo advogado Geoffrey Robertson. A denúncia central era de que o juiz federal, Sérgio Moro, estaria sendo parcial no julgamento do ex-presidente. Em outubro daquele ano, as equipes legais da ONU aceitaram dar início ao exame.

Yuval Shany, um dos 18 peritos do Comitê, explicou ao Estado que o caso ainda está sendo avaliado no que toca sua admissibilidade. Para que o caso seja tratado em seu mérito, porém, ele aponta que primeiro há que se decidir se os remédios locais foram esgotados ou não.

 “Só podemos lidar com o caso se isso foi totalmente resolvido pela Justiça doméstica. O sr. Lula sugeriu que as injustiças são tais, que não há remédios locais efetivos para ele no Brasil”, explicou Shany. “O estado (brasileiro) contesta isso. Portanto, precisamos primeiro decidir sobre essa questão”, disse.

Na fase inicial de a avaliação de uma queixa, não se avaliava o conteúdo do caso. Mas somente se a ONU tem o direito ou não de examinar e fazer suas recomendações. Em 2017, o governo brasileiro deu respostas às Nações Unidas sobre o caso, alegando que todas as instituições do estado estão “funcionando” e que os direitos do ex-presidente foram preservados.

Ainda assim, a ONU tem o direito de recomendar medidas urgentes, caso considere que uma pessoa possa sofrer um dano irreparável a seus direitos. No caso de Lula, esse dano seria o de poder se candidatar.

Além de participação em eleições, um caso pode ser acelerado quando os danos irreparáveis de uma decisão sejam iminentes. Entre as situações que poderiam merecer um status de prioridade está a deportação da pessoa para um local onde correria risco de vida ou uma condenação de pena de morte.

 

Fonte: msn


De um lado, líderes de centrais sindicais, parlamentares, prefeitos e governadores petistas. De outro, uma força-tarefa de advogados. No meio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reunido desde o final da tarde desta quinta com apoiadores na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, Lula está sendo pressionado por correligionários a não se entregar à Polícia Federal nesta sexta-feira, em um gesto que desobedeceria o despacho assinado pelo juiz federal Sergio Moro e que ordena a prisão do petista até às 17 horas do dia 6.

Entre os apoiadores da resistência à prisão estão os senadores Lindbergh Farias e Humberto Costa, representantes de correntes internas do PT como a Construindo um Novo Brasil e a Mensagem ao Partido, e líderes sindicais, como o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas.

O argumento principal de políticos e sindicalistas é que a prisão de Lula em São Bernardo do Campo, berço do petismo, em meio à militância do partido, poderia trazer mais visibilidade ao caso e estimular apoiadores a saírem às ruas em sua defesa.

"Essa prisão é ilegal. Mais um gesto de perseguição do juiz Sergio Moro. Então para quê se entregar numa situação dessas? Se eles querem prender, que executem a prisão. Que venham para cá. Se eles fizerem isso (prender Lula), será uma imagem que rodará o mundo", disse o senador petista Lindbergh Farias.

Dilma falando em um carro de som: A ex-presidente Dilma Rousseff falou durante manifestação de apoio à Lula

© BBC Brasil A ex-presidente Dilma Rousseff falou durante manifestação de apoio à Lula

Um dos aliados presentes ao sindicato foi ainda mais direto ao explicar a estratégia por trás da ideia: "Ter algema, manifestação, tudo isso pode trazer um clamor internacional e ajudar na pressão por justiça". Em sua ordem de prisão, Moro foi claro em vedar o uso de algemas em Lula em qualquer situação de detenção.

Na outra ponta, estão os advogados do presidente, liderados por Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio. Para essa ala, a "resistência" não é, definitivamente, uma opção.

Eles ponderam que, se o ex-presidente não cumprir a ordem de prisão, isso será visto como desobediência ou até mesmo como intenção de fuga. Esse tipo de comportamento do réu é malvisto pelos membros do Judiciário e pode acarretar em diminuição drástica das chances de sucesso em recursos futuros, seja em pedidos de habeas corpus ou requerimentos de progressão de pena e prisão domiciliar.

Os advogados de Lula dizem ainda que pretendem solicitar urgência em um processo aberto na Organização das Nações Unidas para garantir os direitos políticos de Lula. O andamento dessa ação poderia ser afetada em caso de desobediência judicial, na avaliação dos críticos da ideia.

Conhecido pelo espírito conciliador, o presidente Lula não indicou ainda qual caminho deverá seguir. Para um parlamentar do PT, o processo de convencimento do líder petista passará pelo tamanho da movimentação que a esquerda conseguir produzir diante do prédio azul e branco do sindicato.

"Tudo é uma questão de força política. Para ele (Lula) resistir, precisa ter greve e todo mundo vir para cá. Cinquenta pessoas é diferente de cinquenta mil. Cinquenta mil não vão enfrentar", apostou o congressista.

Presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffman não demonstrou publicamente a escolha de nenhum dos lados e disse a colegas que apoiará a decisão do líder petista, seja qual for.

Visitas

No segundo andar do sindicato, em frente a pôsteres de movimentos sociais do Brasil e da América Latina, Lula se reuniu com políticos de esquerda: a ex-presidente Dilma Rousseff, os senadores Costa, Lindbergh e Gleisi, o ex-governador do Ceará Cid Gomes (PDT), o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), os deputados Vicentinho, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, o pré-candidato ao governo de São Paulo Luiz Marinho (PT).

O PSOL também estava presente. O pré-candidato a presidência pelo PSOL e coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos e seus colegas de partido Luisa Erundina e Ivan Valente também foram ao sindicato prestar solidariedade a Lula.

"A resistência democrática é válida. Se ele (Lula) decidir assim, eu vou apoiar", disse o deputado Ivan Valente, fazendo referência à corrente que pretende que Lula não se apresente em Curitiba e resista no sindicato. Para Valente, a decisão de Moro, menos de 24 horas depois do julgamento do habeas corpus do petista no Supremo Tribunal Federal e antes da apresentação dos últimos embargos da defesa no processo na segunda instância, mostra a pressa política e a arbitrariedade do juiz federal.

Apoio dos movimentos sociais

Enquanto o debate é travado internamente, o discurso uníssono para a militância que se aglutinou nas ruas do entorno ao sindicato é de resistência.

"A partir dessa casa (o sindicato), dos companheiros do MTST, dos companheiros dos movimentos sociais, nós vamos dizer: ele não vai se entregar! Venham buscar, nós estaremos esperando aqui. Venha com armas, com o que quiser, mas vai ter que enfrentar essa multidão. Aqui, não! Que venham aqui, nós estaremos aqui. Não vai prender! Repitam comigo: não vai prender!", discursou de um carro de som o presidente do sindicato dos metalúrgicos Wagner Santana.

Militantes em São Bernardo: A maior parte dos militantes reunidos em apoio a Lula eram MTST

© BBC Brasil A maior parte dos militantes reunidos em apoio a Lula eram MTST

A maior parte dos militantes reunidos em apoio a Lula são do MTST, embora haja caravanas de outros grupos em trânsito para São Bernardo do Campo a partir de Estados, como Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. Também do carro de som, o coordenador do MTST e pré-candidato à presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, buscou estimular o movimento e manter a vigília.

"A nossa orientação é não arredar pé desse sindicato. Permanecer aqui e garantir com nossa mobilização que uma decisão injusta não possa se efetivar. A gente sabe da dificuldade, há companheiros que tem que trabalhar. Mas a gente quer passar orientações. Nossa disposição é não deixar prenderem o Lula, para isso temos que estar firmes, ficar aqui de vigília e não arredar pé. Pelo tempo que for necessário. (Vamos) Tentar garantir que o máximo de pessoas fiquem", disso Boulos.

Fiéis às instruções de Boulos, um grupo de manifestantes do MTST montava uma espécie de cozinha na calçada do sindicato por volta das 2 da manhã. A infraestrutura pretendia viabilizar a ocupação de grande número de pessoas no local.

Julian Rodrigues, militante da Frente Brasil Popular, que reúne diversos movimentos sociais, disse que o presidente não deve se entregar.

"É preciso oferecer uma resistência política, simbólica e pacífica. O presidente tem que ficar aqui no sindicato e, se tiver que sair, vai sair abraçado pelo povo simbolicamente com milhares de pessoas", afirmou.

O desejo é engrossado pelo secretário de comunicação do PT em São Paulo, Dheison Renan. "Eu e a grande maioria da direção do partido acha que o presidente Lula tem que ficar aqui no ABC e, se quiserem prendê-lo, que venham buscá-lo".

Por volta da meia-noite, um pequeno grupo entrou no sindicato com cobertores e colchonetes para passar a noite. Às duas da manhã Lula continuava no sindicato, cercado pelos filhos e amigos. Seu plano era dormir ali mesmo.

Militantes divididos

Em frente à sede da entidade, os militantes estão divididos. "Lula tem que se entregar para fazer o que a lei pede", diz o técnico em análises José Batista, que foi metalúrgico por 20 anos. "É um absurdo o que estão fazendo com ele. Estão fazendo que nem fazem com pobre, mandando prender, não esperaram nem embargos. Não respeitaram os direitos dele".

Antônio Carlos dos Santos, de 71 anos, metalúrgico aposentado, concorda: "Tem que se entregar porque agora não tem mais jeito. E depois recorrer para ver como faz. Prender na marra é pior". Mesmo assim, Santos não tinha intenção de deixar a porta do sindicato. "A gente dorme depois da luta. Vou ficar até quando eu aguentar". Santos carregava um porta-retrato com uma foto sua ao lado de Lula, tirada recentemente no sindicato. "Eu não tinha faixa para trazer, então trouxe a foto da minha casa".

 

Fonte: msn


Pouco depois do voto decisivo da ministra Rosa Weber o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, resignado, com um grupo restrito de pessoas que acompanhavam com ele o julgamento de seu pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal), que "não iam dar o golpe para me deixarem ser candidato".

A frase foi interpretada por dirigentes e lideranças petistas como uma admissão de que está fora da disputa eleitoral, embora o PT publicamente insista em manter o discurso sobre a manutenção da candidatura de Lula à Presidência, mesmo que o ex-presidente vá para a cadeia.

"Isso foi para tentar tirar o Lula da eleição, mas podemos registrar a candidatura dele, mesmo preso. Acredito que Lula vai ficar pouco tempo na prisão", afirmou o deputado estadual José Américo Dias (PT).

Enquanto isso, petistas começaram a postar nas redes sociais a hashtag #LulaValeALuta. O objetivo é evitar que o desânimo com a derrota no STF contamine a militância e o eleitorado do petista.

O abatimento tomou conta das cerca de 500 pessoas que lotavam o salão principal do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC logo depois do voto de Rosa. Antes, a cada intervalo, os apoiadores de Lula dançavam, faziam batucadas ou se manifestavam em defesa do petista. Depois, ficaram em silêncio durante vários minutos, até que a organização tocou nos alto-falantes a música tema das caravanas de Lula. Muitos foram embora.

Segundo relatos, o clima também ficou pesado no segundo andar do sindicato, onde o petista passou o dia ao lado de apoiadores. Entre eles, estavam a presidente cassada, Dilma Rousseff, os governadores Wellington Dias (PI), Tião Vianna (AC) e Fernando Pimentel (MG), além do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.har anúncio

Conforme pessoas que estavam no segundo andar, o clima descontraído estimulado pelo próprio Lula durante todo o dia foi substituído pela tensão à medida em que Rosa proferia seu intrincado voto.

Até então, Lula tentava demonstrar tranquilidade. Posou para fotos, recebeu ex-colegas da direção do sindicato na década de 1970, contou histórias sobre as greves de 1978, 1979 e 1980, elogiou o golaço de Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e demonstrou otimismo ao dizer que o Corinthians vai vencer o Palmeiras por 2 a 0 na final do Campeonato Paulista.

O petista passou a maior parte do tempo em uma sala reservada, sem TV, ao lado de Dilma e aliados mais próximos. Ele era informado sobre o andamento do julgamento por assessores. Nos poucos momentos em que esteve na frente do aparelho de TV, não prestou atenção. "Não vou acompanhar isso aí", disse.

A direção nacional do PT se reúne na manhã desta quinta-feira (5) para traçar as estratégias daqui para a frente. À tarde, a cúpula do partido em São Paulo também deve se encontrar para definir uma manifestação na cidade. A ideia é denunciar supostas arbitrariedades no processo que condenou Lula e mostrar que o ex-presidente sofreu um julgamento político. 

 

Fonte: R7


Em 1980, o então líder de uma greve em massa dos metalúrgicos, Luiz Inácio Lula da Silva, foi detido durante 31 dias por "atentar contra a ordem nacional", em plena ditadura militar (1964-85).

Lula foi detido em 19 de abril, às 06H30 da manhã, em sua casa em São Bernardo do Campo, para ser levado à sede paulistana da Direção de Ordem Política e Social (Dops), local de tortura de centenas de pessoas durante a pior fase da ditadura.

Em 2014, em seu testemunho na Comissão Nacional da Verdade, Lula afirmou que foi "tratado com dignidade" e lhe permitiram sair para visitar sua família e ir ao enterro da mãe.

Lula também teve acesso a jornais e até a uma TV, para assistir a um jogo do Corinthians.

Durante a primeira semana de reclusão fez greve de fome em apoio a seus companheiros parados nas fábricas.

A greve dos metalúrgicos acabou, mas Lula destaca que foi uma vitória: "Do ponto de vista econômico perdemos tudo, mas do ponto de vista político ganhamos, nos fortalecemos. Se os militares soubessem o que ia acontecer depois da minha prisão certamente não teriam me prendido".

Após ser solto, em maio, Lula foi eleito presidente do recém-fundado Partido dos Trabalhadores (PT), com o qual chegou à Presidência da República em 2003.

Em 1981, foi condenado por um tribunal militar a três anos e meio de prisão por violar a então Lei de Segurança Pública com convocação de greves, mas acabou absolvido.

 

Fonte: msn


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