Tecnologia 933

Published in Tecnologia Abril 17 2018

A agência espacial americana lança nesta segunda-feira um telescópio cuja meta é encontrar milhares de planetas para além de nosso Sistema Solar.

A missão Tess usará um foguete Falcon, disparado a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, para mapear a quase totalidade do céu pelos próximos dois anos.

Um dos focos será catalogar milhares de estrelas ainda não conhecidas, em busca de planetas que orbitem ao seu redor - assim como a Terra orbita o Sol.

"Em seguida, estudaremos a composição desses planetas e sua atmosfera", diz à BBC Jennifer Burt, pesquisadora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que lidera a missão. "Esperamos conhecer 2 mil a 3 mil novos planetas."

O observatório espacial James Webb, que deve entrar em órbita em 2020 - e substituirá o telescópio Hubble -, deve ter um papel crucial nessa missão. Suas lentes poderosas terão a capacidade de esmiuçar as atmosferas dos novos mundos a serem descobertos pela Tess, além de buscar pistas de eventual presença de vida nesses planetas.

"Há muito interesse em procurar (o equivalente) às bioassinaturas da Terra, como (a presença) de metano, dióxido de carbono, vapor de água e oxigênio", explica Paul Hertz, diretor astrofísico da Nasa. 

Nos passos do Kepler

A missão Tess vai seguir nos passos do Kepler, um inovador telescópio espacial lançado em 2009, que conseguiu confirmar a existência de mais de 2 mil exoplanetas (ou seja, que orbitam outra estrela que não o Sol). Mas o Kepler, pelo menos em sua missão original, fez uma varredura em uma porção limitada do céu. Além disso, muitas de suas descobertas estavam muito distantes para serem analisadas a fundo por outros telescópios.

A estratégia com a Tess será diferente, a começar pela amplitude da busca. A varredura será em uma área "350 maior do que a analisada pelo Kepler", conta Burt.

A missão terá quatro câmeras que vão mapear o céu em diferentes segmentos, e cada "trecho" terá 27 dias de estudos.

Em 24 meses, o Transiting Exoplanet Survey Satellite (origem da sigla Tess e, em português, Satélite de Pesquisas de Exoplanetas em Trânsito) deve conseguir mapear 85% dos céus, incluindo suas 500 mil estrelas.

A expectativa, diz Burt, é que os 2 mil a 3 mil novos planetas sejam "certamente menores do que Júpiter e em sua maioria menores do que Netuno; então, que tenham potencial de serem terrestres, rochosos".

Água líquida

O interesse é saber se eles estão orbitando sua estrela-hospedeira a uma distância que permita a ocorrência de água líquida - um pré-requisito para a existência da vida.

Para a maioria das estrelas observadas pela Tess, essa distância será curta. O motivo disso é que a maioria das estrelas do céu são menores e mais frias que o Sol - portanto, a zona da temperatura ambiente que permitiria existir água em estado líquido é muito menor.

Outro projeto que analisará o material levantado pela Tess será o Cheops (Characterising Exoplanet Satellite, ou Satélite de Caracterização de Exoplanetas), liderado pela Suíça no âmbito da Agência Espacial Europeia (ESA). Esse telescópio deve estar pronto para lançamento até o final do ano.

"A Tess vai nos dizer para onde e quando apontar (nossas lentes)", diz a cientista do Cheops Kate Isaak. "Nosso propósito será medir precisamente o tamanho dos planetas que forem identificados. Se soubermos seu raio e sua massa, conseguiremos (projetar) sua densidade e possível composição. Serão eles rochosos? Serão aquáticos? Serão gasosos?"

Brilho das estrelas

Bill Chaplin é um especialista em asterosismologia na universidade britânica de Birmingham. Ele está interessado nas variações de brilho das estrelas que serão observadas pela Tess.

Essa variação é consequência das ressonâncias das camadas externas das estrelas - e algo que Chaplin usa para obter muitos dados sobre esses astros.

"Podemos medir as propriedades fundamentais das estrelas", explica ele. "Podemos ver o quão maciças elas são e qual sua idade. Além disso, podemos traçar um retrato do interior da estrela. Em resumo, podemos fazer o equivalente a um ultrassom nelas."

Após o lançamento, o plano prevê que o satélite da Tess voe no foguete Falcon durante 44 minutos até ser ejetado em um percurso elíptico ao redor da Terra.

Os responsáveis pela missão projetaram uma órbita de forma que o satélite da Tess seja "encurralado" pela gravidade da Lua, o que deve ajudar a economizar combustível, permitindo que a missão se prolongue por algumas décadas - ou até que a Nasa a considere produtiva.

É possível que boa parte dos novos planetas descobertos esteja relativamente perto de nós - a algumas dezenas de anos-luz da Terra. É uma distância bastante longa para uma viagem humana, mas George Ricker, principal pesquisador da Tess no MIT, se diz confiante de que ainda neste século teremos tecnologia para permitir que robôs exploratórios visitem as novas descobertas no espaço.

"Consigo imaginar uma armada de nano-satélites partindo da Terra para nos mandar informações", diz ele. "Isso será um legado da Tess."

 

Fonte: msn

Published in Tecnologia Abril 16 2018

Produzir energia de fusão nuclear é uma das grandes promessas da engenharia, tanto que, em tom de piada, dizem que ela é a energia do futuro... e sempre será.

Mas um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da empresa Commonwealth Fusion Systems está apostando em acabar com a piada: eles estão construindo uma usina nuclear que poderia produzir energia limpa e praticamente ilimitada.

Seu objetivo é ter, em 15 anos, uma usina que funcione como um microssol, que produza um calor capaz de gerar 200 megawatts continuamente e sem produzir poluição. Essa quantidade de energia é capaz de abastecer uma cidade pequena, de cerca de 200 mil habitantes.

"Se tivermos sucesso, seria a primeira vez que isso aconteceria", diz Martin Greenwald, um dos líderes do Centro de Ciência e Fusão de Plasma do MIT, que está desenvolvendo este projeto, batizado de Sparc.

A chave está nos ímãs

O experimento Sparc é baseado na fusão nuclear, um processo no qual elementos leves, como o hidrogênio, se juntam para formar elementos mais pesados, como o hélio, que libera imensas quantidades de energia.

De fato, a fusão nuclear é o mesmo processo gerador de energia que ocorre no sol e nas estrelas.

Para alcançar esse processo, a matéria deve ser aquecida a temperaturas muito altas, que superam as centenas de milhões de graus. A matéria nesse estado tão quente é chamada plasma.

Mas a fusão nuclear é alcançada apenas se o plasma permanecer aquecido. Para fazer isso, é necessário isolá-lo da matéria comum, com reatores em forma de anéis chamados tokamak, que criam um campo magnético que mantém o plasma "enjaulado".

O sucesso de um tokamak depende da qualidade de seus ímãs. Quanto mais potentes e de melhor qualidade eles forem, melhor o isolamento térmico que proporcionam para o plasma. É como um casaco: quanto mais robusto e de melhor qualidade for o tecido, mais ele manterá o corpo protegido do frio.

O problema é que o tokamak que existe hoje consome mais energia do que consegue produzir por meio da fusão. Ou seja, eles funcionam, mas não seriam lucrativos para serem usados fora de um laboratório.

A esperança de Sparc é que seu tokamak tenha ímãs mais poderosos, de melhor qualidade, menores e mais rápidos, com os quais ele consiga otimizar o processo de fusão.

Com esses ímãs, ele espera produzir um campo magnético quatro vezes mais forte do que qualquer outro que tenha sido usado em um experimento de fusão.

O objetivo é aumentar em dez vezes a potência gerada por um tokamak.

Se der certo, será a primeira vez que um dispositivo de fusão de plasma produz mais energia do que consome.

Energia segura, limpa e ilimitada

Quando nos falam sobre usinas nucleares, é comum lembrarem de catástrofes como Chernobyl, em 1986, ou Fukushima, em 2011.

"Este é um processo completamente diferente", diz Greenwald.

A energia nuclear comum usa átomos muito pesados, como o urânio ou o plutônio, que quebram e liberam energia, em um processo chamado de fissão, semelhante ao usado para construir armas nucleares.

A fusão é o processo oposto, no qual elementos leves, como o hidrogênio, se unem e produzem hélio.

Segundo Greenwald, em um experimento como a Sparc, não há a possibilidade de gerar uma reação em cadeia como a que ocorreu em Fukushima. "(Na Sparc), se você quiser parar a reação, basta fechar a válvula", diz ele.

Os elementos com os quais a Sparc trabalhará são principalmente hidrogênio, que, segundo os pesquisadores do MIT, "há suficiente na Terra para atender às necessidades humanas por milhões de anos", com o qual uma máquina de fusão nuclear tem potencial de gerar energia praticamente ilimitada.

Além disso, como a fusão não é produzida a partir de combustíveis fósseis, ela não gera gases de efeito estufa ou outros poluentes como dióxido de enxofre ou partículas como a fuligem.

Será possível desta vez?

Em meio ao entusiasmo, há vozes céticas.

"Este financiamento para o MIT [neste projeto] é excelente, mas não há forma de conseguir que o setor privado assuma o controle de todo o programa de fusão", disse à revista Nature Stewart Prager, ex-diretor do Laboratório de Física de Plasma de Princeton, em Nova Jersey.

Howard Wilson, professor de física de plasma na Universidade de York, no Reino Unido, disse ao jornal The Guardian que, embora o projeto pareça interessante, ele não vê como eles podem alcançar o objetivo de colocar sua energia na rede em 15 anos.

"É um cronograma agressivo, mas achamos que seja possível", diz Greenwald.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados - É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC

 

Fonte: R7

Published in Tecnologia Abril 16 2018

Após receber diversos processos por conta do escândalo em que a empresa admitiu reduzir o desempenho dos iPhones antigos, agora a Apple foi novamente processada, desta vez por conta do Watch. Na última sexta-feira (6), a Omni MedSci iniciou uma ação judicial contra a companhia alegando que a Apple está infringindo sua tecnologia patenteada no sensor de frequência cardíaca do relógio inteligente.

A empresa declarou que vários dos relógios da Apple, incluindo os produtos da Série 1, Série 2, Série 3 GPS e Série 3 GPS + Celular, infringem suas patentes. A Omni MedSci afirma, ainda, que a Apple violou, de maneira intencional, três patentes e pede a indenização – de uma quantia não revelada – da companhia.

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A Omni MedSci Inc. – uma empresa de tecnologia, sediada em Michigan, que iniciou suas atividades focada em desenvolver lasers de banda larga infravermelho – afirma ter se reunido com a Apple entre 2014 e 2016, mas que a Apple teria deixado de falar sobre uma possível parceria. Porém, tempos depois, a companhia teria apresentado uma tecnologia, supostamente coberta pela patente da Omni MedSci.

Vale ressaltar que a Omni MedSci é uma empresa de propriedade de Mohammed Islam, que fundou seis empresas com base em suas patentes, além de ministrar cursos sobre o tema, mostrando a estudantes de Engenharia da Universidade de Michigan as maneiras certas e erradas de obter patentes. "A última vez que chequei, no total, foi em torno de 150 [patentes]. Perdi a conta", disse Islam.

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A empresa de Islam afirmou que a tecnologia para o uso de lasers em aplicações médicas e outras, incluindo dispositivos vestíveis, foi inventada pela Omni MedSci. Os lasers podem detectar e monitorar parâmetros fisiológicos, como a frequência cardíaca do usuário e os constituintes sanguíneos.

A Apple ainda não comentou sobre o assunto.

 

Fonte: TecMundo 

Published in Tecnologia Abril 16 2018

Uma descoberta de 50 figuras até então desconhecidas tem aumentado o mistério acerca dos desenhos geoglifos em Nazca, no Peru.

Uma equipe de arqueólogos peruanos, apoiados pela revista National Geografic e por outros pesquisadores internacionais, fez a descoberta nas encostas dos vales de Palpa, a cerca de 50 km de onde foram encontradas as primeiras figuras. Elas estão em um local conhecido como Pampa de Nazca, na zona costeira de Paraca, ao sul do Peru.

Até hoje, o significado das linhas de Nazca é desconhecido. Alguns pesquisadores consideram que se trata se um calendário. Outros alegam que era um observatório astronômico. Já os mais ousados afirmam que as linhas eram formas de comunicação com extraterrestres.

Segundo a equipe de pesquisadores do Projeto Paracas, esses novos desenhos encontrados são mais antigos que os geoglifos até então conhecidos. Eles foram feitos pela cultura Paraca, que viveu na região de Nazca há mais de 2,7 mil anos.

As imagens foram descobertas graças a imagens de satélites, imagens em 3D e fotografias feitas por drones - equipamentos até então nunca usados na região.

"Os drones permitem ter uma visão muito precisa sem danificar o local", conta Luis Jaime Castillo, um dos líderes do projeto, em parceria com o arqueólogo Johny Isla, professor da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

Imagem zoomorfa recentemente restaurada em Palpa, no Peru.

© Luis Jaime Castillo/Diego Ochoa/Proyecto Paracas Imagem zoomorfa recentemente restaurada em Palpa, no Peru.

Um dos mistérios em torno das figuras do vale de Palpa é que elas representam figuras humanas e animais. As anteriores, em Nazca, têm linhas geométricas que formam apenas animais.

"Essa é uma mudança fundamental", diz Castillo. "É uma representação antropocêntrica, muito centrada no ser humano, mas também na sociedade que o cerca", explica.

Em muitos casos, as novas figuras formam conjuntos de seres humanos ou um guerreiro perto de um animal.

Outro dos mistérios, diz Castillo, está no tamanho dos desenhos. Nos tempos da cultura de Paraca, "os geoglifos eram visíveis do solo", diz ele. Isso porque as figuras estão situadas nas encostas das montanhas.

Imagens de figuras humanas: Figuras humanas com cocares; elas foram descobertas nas encostas dos vales de Palpa, no sul do Peru.

© Karla Patroni/Luis Jaime Campillo/Proyecto Paracas Figuras humanas com cocares; elas foram descobertas nas encostas dos vales de Palpa, no sul do Peru.

Já as figuras de Nazca, ao contrário, somente podiam ser observadas de cima, porque estão em uma planície.

Encontro quase casual

A exploração da área começou há anos quase por casualidade, depois de um protesto de ativistas do Greenpeace em 2014. A manifestação, realizada muito perto dos desenhos de Nazca, acabou danificando as linhas.

Linhas de Nazca: As figuras de Nazca são geométricas e representam animais.

© Getty Images As figuras de Nazca são geométricas e representam animais.

Os trabalhos de reparação e proteção descobriram "uma linha junto à figura do colibri que nunca tinha sido vista", lembra Castillo.

Foi a partir daí que as pesquisas se intensificaram. Para Castillo, podem existir outras figuras.

"Como tudo que fizemos cobre apenas 5% do território (a explorar), ainda nos faltam os 95% restantes. Por isso esperamos descobrir centenas de geoglifos, que deverão ser restaurados e protegidos".

 Em fevereiro deste ano, um motorista de caminhão danificou parte das linhas de Nazca. Ele saiu da estrada que atravessa a reserva natural onde estão os desenhos e entrou na área onde ficam os conhecidos geoglifos, criados há quase 2 mil anos e considerados Patrimônio Mundial da Humanidade.

 Fonte: msn

Last modified on Abril 16 2018
Published in Tecnologia Abril 14 2018

Todo mundo que tem um smartphone com Android sabe que as atualizações de segurança são distribuídas de forma lenta e bastante irregular. E quando elas chegam, dá até um certo alívio de saber que o dispositivo está mais protegido, certo? Bem, ao que parece, não é bem assim. De acordo com uma empresa alemã especializada no assunto, muitos fabricantes podem estar mentindo, dizendo que os aparelhos estão em dia, quando na verdade eles não receberam correções para bloquear vulnerabilidades.

Nas empresas menores, como a TLC e ZTE, foram encontrados mais de quatro atualizações ausentes

Segundo o Wired, os pesquisadores Karsten Nohl e Jakob Lell, do Security Research Labs (SRL), devem apresentar dados preocupantes na conferência Hack in the Box, que acontece nesta sexta-feira (13), em Amsterdam. Depois de dois anos realizando engenharia reversa nos códigos do sistema operacional e chipsets de 1,2 mil aparelhos, eles encontraram várias lacunas nos patches que as companhias afirmaram ter instalado em 2017.

 

Para ter uma ideia, nem a Google e a Samsung ficaram de fora — e tudo bem que elas apresentaram em média a ausência de apenas um ajuste, o que pode ser aceitável. Mas nos dispositivos da Xiaomi, da OnePlus e da Nokia faltaram de um a três, enquanto nos produtos da HTC, da Huawei, da LG e da Motorola esses números foram de três a quatro. Nas empresas menores, como a TLC e a ZTE, foi pior ainda, acima de quatro.

android google

Segundo os especialistas, o que mais agride os consumidores é esconder essas informações e fingir que todas as defesas foram melhoradas. No caso de um Galaxy J3, de 2016, os cientistas encontraram 12 erros, dos quais dois são críticos. Para comprovar o que dizem, Nohl e Lell até mesmo criaram um app para checar esses dados, o SnoopSnitch.

Aparelhos mais baratos têm mais chances de estarem desprotegidos

O levantamento da SRL inclui os chips e revela que os processadores da Samsung têm poucas “ausências secretas”, enquanto os da Qualcomm chegam em média a 1,1, os da Hisilicon apresentam 1,9 e os da MediaTek registram 9,7. Os pesquisadores concluíram que os componentes mais baratos apresentam maior frequência de bugs — e aí não há como deixar o sistema operacional em dia.

Em resposta, a Google afirmou que muitos dos dispositivos avaliados não possuem a certificação do Android e, portanto, não alcançam os padrões de segurança. A companhia também explicou que os smartphones mais modernos têm recursos que dificultam a entrada de invasores, mesmo quando há brechas não corrigidas. Novidades da Google: Empresa dá pistas sobre possível nome do Android P. 

A Gigante de Mountain View acrescentou que existem casos em que vendedores removem elementos que possam ser atacados, ao invés de recuperá-los; e em certos produtos os recursos nem mesmo estão lá inicialmente — mas Nohl adiantou que essas situações são raras. A companhia elogiou o estudo e prometeu investigar os erros encontrados pela SRL.

 

Fonte: TecMundo

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