Castanhão sobe 17 centímetros em 48 horas

As chuvas registradas no Ceará nesta semana contribuíram para que o nível do açude Castanhão, localizado na Bacia do Médio Jaguaribe, na região Centro-Sul do Estado, subisse 17 centímetros em 48 horas. De acordo com informações da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), entre segunda-feira, 3, e terça-feira, 4, o reservatório teve aumento de volume correspondente a 0,21 pontos percentuais.

Embora o valor pareça significativo, o ganho de volume do maior açude cearense dentro do período analisado é considerado como “muito baixo”, segundo informou o órgão. Em matéria divulgada pelo O POVO nessa terça-feira, especialistas apontaram que o reservatório tinha registrado um aumento de sete centímetros na lâmina d’água em 24 horas.

Nesta quarta-feira, 5, o equipamento chegou a 12,56 % de sua capacidade. Boa parte disso é atribuído às chuvas que atingiram a região do Cariri, onde ficam localizadas as cabeceiras do rio Salgado, aquífero que abastece o reservatório – estratégico para o abastecimento dos municípios cearenses.

Além disso, em março deste ano o açude passou a receber as águas do Rio São Francisco. Relatórios da Cogerh apontaram que, desde a chegada das águas até o dia 29 de abril, o reservatório apresentou aumento de 1,73 metro em sua cota de água, chegando a aumentar seu volume em 127,08 hectômetros cúbicos (1,89%).

Recarga do Castanhão

Reservatório estratégico para o abastecimento do Estado, o Castanhão, localizado na Bacia do Médio Jaguaribe, na região Centro-Sul, está com 4,54% da capacidade de armazenamento, cujo total é 6,700 bilhões de metros cúbicos (m³). Há exatamente um ano, o volume era de 4,44%.

No início desta quadra chuvosa, o volume do Castanhão era de 3,75%, conforme dados do Portal Hidrológico do Ceará, da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Apesar de o aumento não chegar a um ponto percentual ainda, a importância dessa recarga é justificada pelas dimensões do reservatório, que responde por 35,98% do volume do sistema hídrico do Estado. Em pouco mais da metade da quadra, a recuperação é de 21%.

Fonte: opovo

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